
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
Crie
seu grupo

|
|
Nó no poder
Lei do
assédio sexual vai
inibir os chefes
Maurício
Oliveira
 |
|
|
Com
a entrada em vigor da lei que prevê até dois anos de prisão
para quem cometer assédio sexual dentro das empresas, muitos dom-juans
corporativos estão de orelha em pé. Será o fim da
paquera nos escritórios? Muito longe disso, acreditam os consultores
de recursos humanos. Palavras gentis sempre serão bem-vindas, desde
que não criem constrangimento a quem as ouve e, especialmente,
que sejam ditas (ou sussurradas) entre pessoas que não têm
poder umas sobre as outras. O limite entre o galanteio, que algumas vezes
termina em casamento, e o assédio, que pode acabar na delegacia,
continua sendo o respeito pela liberdade de escolha dos indivíduos.
"A intenção não é proibir nenhum tipo de relacionamento,
mas apenas evitar os abusos que acontecem o tempo todo por aí",
diz a autora da lei, a deputada federal Iara Bernardi (PT-SP). Vale para
os homens, vale para as mulheres. De acordo com o texto, sancionado pelo
presidente Fernando Henrique Cardoso em 15 de maio, pode ir para a cadeia
quem "constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento
sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior
hierárquico ou da ascendência inerentes a exercício
de emprego, cargo ou função". É um papel que se encaixa,
perfeitamente, no chefe que promete promoção a quem cede
à cantada ou naquele que persegue quem não a aceita. "Não
é difícil imaginar o estrago que uma denúncia desse
tipo faria na imagem de um profissional", diz o terapeuta Sergio Savian,
autor do livro Paquera, Guia Prático da Conquista.

Veja também
|
|
|
|
|
|
 |