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Edição 1984 . 29 de novembro de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Auto-retrato
VEJA.com
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Até quando a busca pelo discutível padrão de beleza colocará em risco a saúde de meninas sedentas pela fama?"
Herlys Marx Holanda Chaves
Anápolis, GO

 

Anorexia

Em "Anorexia – ela fez mais uma vítima" (22 de novembro) VEJA assinala que é preciso fazer soar o alarme sobre as causas da anorexia, que matou a modelo Ana Carolina Reston Macan. Em 2001 a Organização Mundial de Saúde mostrou que a eclosão de transtornos mentais estaria ligada à interface de fatores psicológicos, sociais e biológicos. A morte de Ana Carolina referenda tal hipótese, na medida em que revela a presença dos três fatores na gênese de sua doença. É preciso, no entanto, prestar atenção na importância do fator social em tais situações, já que os valores da sociedade atual estão muito centrados na aparência e no consumismo.
José Elias Aiex Neto
Médico psiquiatra
Foz do Iguaçu, PR  

Sou psicóloga, especializada em transtornos alimentares, mantenho um site sobre o tema e um grupo de apoio (http:// www.gatda.psc.br), o Grupo de Apoio e Tratamento dos Distúrbios Alimentares, e neste ano montei um blog para divulgar a terceira Semana de Conscientização dos Transtornos Alimentares (http://www.sedeconta.blogspot.com). Porém, toda a iniciativa dos psicólogos, médicos e nutricionistas não teve muita divulgação. O mais incrível é que oferecemos palestras esclarecendo o que são transtornos alimentares, e falando principalmente sobre prevenção, auto-estima, perfeccionismo e outros temas que estão por trás desses transtornos. Pois bem, mesmo as palestras sendo gratuitas e realizadas por profissionais especializados, poucos colégios se interessaram em discutir o tema com os alunos.
Valéria Lemos Palazzo
São Paulo, SP  

Há dez anos que, como nutricionista clínica-esportiva, faço crítica às agências, que, além de ter como meio de avaliação uma balança, deveriam dispor, também, de um adipômetro, para medir a gordura. Sabe-se que o IMC sozinho não diz nada. Perfeito seria um IMC de 21 kg/m com um porcentual de gordura de 12%. Para fins de seleção, seria perfeita uma exigência para a modelo ter IMC de 20-21 kg/m e um porcentual de gordura de 10%-12%. Aí teríamos o controle correto da quantidade de gordura e de massa muscular. Esse seria um padrão excelente para uma modelo.
Maria de Fátima Nunes Duarte
Por e-mail  

O que a belíssima modelo Ana Carolina Reston Macan provavelmente mais desejava conseguiu: tornar-se famosa e sair na capa das principais revistas. Infelizmente, após sua morte. Que sua tragédia ajude as pessoas a buscar um novo sentido para a vida delas.
Gilberto Dib
São Paulo, SP  

Minha filha era modelo e os estilistas e a dona da agência sempre diziam que ela estava "gorda" com seus 50 quilos. Ainda bem que ela não entrou na conversa desses arautos da magreza.
Kátia Azevêdo
Natal, RN  

Fiquei muito chocada com a reportagem. Fez-me pensar se vale a pena realmente sacrificar meu corpo, minha saúde, para ficar mais bonita para o mundo. Eu acho que não. Imagina tudo o que essa menina passou para chegar a esse ponto. Eu, que sou adolescente, sei o que sofro, e isso não deve ser nem metade do que ela passou.
Camila Amorim Pessoa, 15 anos
Sete Lagoas, MG

Percebo que a situação da modelo Ana Carolina se encaixa perfeitamente nas meninas da minha sala. Preocupadas com a barriga que nem têm, tentam fazer regimes e dietas. Há suspeitas de que uma das garotas é anoréxica. Ela é supermagra, quase nunca come, e quando come vai correndo para o banheiro.
Giuliano Mendes Coser, 13 anos
Curitiba, PR  

Ana Carolina está curando minha bulimia. Desde que soube de sua morte, não tive mais a menor vontade de me empanturrar com comida e depois vomitar. Minha saúde vale muito mais que um corpo magro.
Sabrina Matos
Rio de Janeiro, RJ  

A bulimia e a anorexia são doenças que estiveram muito próximas de mim. Aconteceu primeiro com minha amiga. Comia pouco e induzia o vômito. Com o passar do tempo ela foi adoecendo, nada parava em seu estômago. Lembro-me como se fosse hoje de quando ela me contou que havia tomado treze Lactopurga, pois achava que estava gorda demais. E não era modelo, era uma simples menina de 14 anos que estava cansada de ser chamada de fofinha.
Cláucia Breneisen, 18 anos
Barra Velha, SC

Se informações de qualidade como as veiculadas na reportagem de capa fossem moeda corrente na mídia, acredito que um dia o psiquiatra seria visto somente como o que é: um médico como qualquer outro. E enfermidades mentais seriam tão comumente aceitas pela sociedade, e bem tratadas, quanto as chamadas "doenças físicas". Ignorância sempre é a pior moléstia psiquiátrica.
James César M.A. Souto
Recife, PE

 

Antonio Carlos Magalhães

Confesso que não tinha muita simpatia pelo senador Antonio Carlos Magalhães, devido ao fato de ele ser um dos principais representantes das oligarquias no Brasil – uma mazela histórica. Contudo, após ler a entrevista "O príncipe da Bahia" (Amarelas, 22 de novembro), surgiu em mim um sentimento que alterna a admiração com o respeito pela sabedoria política de ACM. Cumprimento VEJA e o senador pela aula de ciência política.
Fernando M.M. Garro
João Pessoa, PB  

Li a entrevista com o senador Antonio Carlos Magalhães e confesso que tenho pena dos seus adversários. Foi assim em 1990, depois do fracasso do governo de Waldir Pires e Nilo Coelho. Será que com Wagner vai ser diferente? Ter um ACM como adversário não é fácil. Até 2010, Bahia!
Alexandre Guanais
Salvador, BA  

O ilustre senador ACM diz que se orgulha de ser a única sigla que pegou no Brasil, além de JK. Discordamos, pois a sigla FHC, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também é bastante utilizada.
André Luiz Damasceno de Araújo e família
Manaus, AM  

ACM pode ter muitos defeitos, métodos autoritários de exercer a política, ser centralizador, mas duas coisas precisam ser reconhecidas: a garra com que defende os interesses de seu estado e o amor pela sua terra.
Wilson Rocha Silveira
Tianguá, CE  

Pode-se questionar muito da história do senador ACM, mas é obrigatório reconhecer-lhe ao menos duas virtudes: ele representa, efetivamente, o povo que o elege; ele, efetivamente, é oposição. Chego a invejar os baianos. Afinal, eles têm o que nós, em São Paulo, não temos, ou seja: representação no Senado Federal.
Sergio Paternez de Figueiredo
Bariri, SP

Esse é o ACM, sem maquiagem, sem cortes, sem censura, o autêntico e transparente ACM.
Heber Mendes
Salvador, BA  

Fiquei impressionada com a arrogância exibida pelo senador Antonio Carlos Magalhães. Comparar seu pensamento ao de Maquiavel é dar-se valor maior que o merecido. Acredito que seria de bom alvitre o senador refletir sobre o que disse o presidente americano Abraham Lincoln: "Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas, se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder".
Suely Ferreira
Recife, PE

 

Política externa de Lula

Na reportagem "Alguém quer comprar?" (22 de novembro), VEJA afirma: "Quando o governo brasileiro estava discutindo a bilionária construção do Sivam, o sistema de vigilância da região amazônica, Clinton telefonou para o então presidente Fernando Henrique e fez gestões diretas em favor da Raytheon, a empresa americana interessada no negócio – e que acabou vencendo a concorrência". Essa informação, no entanto, não corresponde à realidade. A seleção da Raytheon se deu no governo Itamar Franco, conforme descrevo, inclusive, em meu livro A Arte da Política – A História que Vivi. Tampouco é de meu conhecimento que Bill Clinton tenha telefonado a Itamar Franco para fazer qualquer gestão. Depois de vencida a concorrência, Bill Clinton escreveu uma carta a Itamar Franco – se não me falha a memória – pedindo que apressasse a aprovação do contrato pelo Senado, pois sem a aprovação até o fim do ano (1994) haveria complicações para sua execução. Foi quando Itamar Franco me pediu que visse com o Senado se isso seria possível. Eu era, então, presidente eleito e pedi ao embaixador Julio Cesar, meu assessor, que conversasse com o senador José Sarney sobre o tema e me ajudasse a obter um contato com o relator da matéria.
Fernando Henrique Cardoso
Ex-presidente da República
São Paulo, SP  

Agora os eleitores do senhor Lula devem estar tomando ciência da besteira que fizeram, reelegendo o ilustre senhor para um mandato de mais quatro anos. Enquanto nós vivemos todo esse drama com a falta de conservação e construção de novas estradas e ferrovias, o senhor Lula participa ativamente da campanha do companheiro Hugo Chávez, financiando através do BNDES uma ponte, em cuja inauguração se fez presente, numa solenidade puramente política a quinze dias das eleições no país vizinho. Isso tudo sem falar dos respingos que fatalmente vão transparecer em nossa política externa.
Luiz Ceccoti Neto
Matinhos, PR  

A proximidade de Lula com Chávez estrategicamente parece ser um negócio perigoso. Chávez representa tudo de ruim, defende a Coréia do Norte, o Irã, a compra de armas e caças modernos, odeia a imprensa e vive desafiando os Estados Unidos. O que ele quer é um aliado de peso que tenha a tecnologia do enriquecimento do plutônio. Lula, alheio à desgraça, vive elogiando o "companheiro". Só um leigo não sabe disso. Já cavei minha trincheira, minha pá está livre, podem usar à vontade.
Emerson Mendes
Florianópolis, SC

 

América Latina

Muito feliz e oportuna a reportagem "A nova África?" (22 de novembro), expondo os perigos que corremos, como nação, de nos associar à mediocridade e ao populismo barato.
Maria Isabel Borba Alamini
Criciúma, SC  

A América Latina, de forma silenciosa, vem se transformando num poço retrógrado de socialismo misturado a populismo. Se isso continuar, o continente passará por um processo de isolamento que impossibilitará qualquer tentativa de crescimento econômico e fortalecimento democrático. VEJA cumpre seu papel ao denunciar esse processo que, se não for combatido a tempo, nos arruinará.
Márden de Pádua
Belo Horizonte, MG

 

Jader Barbalho

Após ler mais uma reportagem que tem Jader Barbalho e seus escândalos como tema ("Espetáculo de crescimento", 22 de novembro), vou conferir a edição de VEJA de 14 de dezembro de 1988. A capa estampa Jader Barbalho. Na reportagem de então, embora com muitas críticas ao órgão investigador (SNI), percebe-se quanto o deputado paraense esteve e está envolvido em negociatas, escândalos e em cada vez mais deslavada corrupção. Já se passaram dezoito anos desde a reportagem em questão, ele já era ministro e calculo quantas acusações já tinha. Era ministro de Sarney, com quem hoje (acompanhado de Renan Calheiros, ex-ministro de Collor) articula a "bancada governista" com o presidente Lula – que certamente não sabe dessas acusações. Eu pergunto ao povo brasileiro: até quando?
Marcel Pilatti
Curitiba, PR

Jader Barbalho é a personificação do mal. Os paraenses votam nele por medo. Depois, eles em romaria pedem proteção à Virgem de Nazaré. Isso me lembra a letra de uma música: "Pelo sim, pelo não, uma reza para Deus, outra reza para o cão".
Cacilda von Rondon
Belo Horizonte, MG

Há bem pouco tempo esse cidadão freqüentava as páginas policiais, capas de revistas, manchetes de jornais, como um dos principais protagonistas das falcatruas recentes deste país. Hoje, posa de salvador da pátria. Certamente será ungido a chefe maior e mais um dos mentores de plantão do governo do PT. Me dêem uma chance de ser canalha! Eu também quero.
Carlos Viola
Uberlândia, MG

 

Diogo Mainardi

O inovador pensador alemão Friedrich Nietzsche criou um impasse filosófico no estabelecimento de escolhas ao afirmar que haveria algo "além do bem e do mal". Mas há casos em que a escolha se torna fácil: Diogo Mainardi é claramente "do bem" e Mino Carta é inquestionavelmente "do mal" ("Mino Carta, o grande", 22 de novembro).
Claudio Janowitzer
Rio de Janeiro, RJ

Não se aborreça com o grande Carta, afinal o máximo que o jornalista produz com perfeição é uma revista semanal chapa-branca com papel vagabundo. Fui assinante de Carta Capital por dois meses – afinal, é preciso conhecer de tudo. Deparei com a premiação de um camelô de Contagem (MG), com uma Montblanc SkyWalker, pela melhor carta do mês. O "melhor do mês" não passava de um elogio deslavado ao governo Lula. Meu sistema límbico, açoitado pelos editoriais Mino-ritários, as "crônicas" de boteco do doutor Sócrates e as mazelas do doutor Delfim, não resistiu: com o dinheiro da assinatura, comprei uma Montblanc SkyWalker, em longas parcelas sem juros, bem mais em conta.
Marconi Alvim Moreira
Ouro Branco, MG

Diogo, sou ex-cunhada do Mino e o acho uma pessoa completamente sem coração, pois não foi nem ao enterro do meu querido enteado Andrea Carta, por preguiça ou por ser um egoísta de primeira. Gostaria de dar uma sugestão: toda vez que você se referir a ele, não se esqueça de chamá-lo de baixinho, que é o maior complexo que ele tem, pois é baixinho mesmo.
Alice Carta
São Paulo, SP

Graças a Deus, pessoas como o senhor Mino Carta não são a maioria em nossa sociedade. Na Alemanha do século passado, já não saberia dizer...
Helena Gomes Macedo
Jundiaí, SP

Sou vizinho do Diogo há mais de cinco anos e muitas vezes presenciei, no anonimato, repetidas demonstrações de seu carinho e dedicação aos seus filhos. Felizmente ele exerce a paternidade com naturalidade, carinho e muita dignidade, nada para se ter pena. Ele é um exemplo de pai a ser admirado. Infelizmente tenho pena dos filhos do senhor Mino, que espero que gozem de saúde física e mental, pois o exemplo de eugenia de seu pai é um ato vil e vergonhoso.
Cesar Prinzac
Rio de Janeiro, RJ

Ter um filho jamais será castigo para alguém. Filho é sempre uma bênção. Castigo é a deficiência na alma que algumas pessoas demonstram com total ausência de escrúpulos. Isso sim é digno de pena.
Carla Martins Vieira
Rolândia, PR

Diogo Mainardi teve classe ao responder aos ataques de uma pessoa baixa, sem escrúpulos e que parece desconhecer o significado da palavra ética. Castigo não é ter uma criança com paralisia cerebral. Castigo é ter de suportar um governo desses e de conviver com pessoas completamente cegas, ou até quem sabe que ganham com isso, dando apoio à incompetência.
Luis Fernando Soares Pires
Campinas, SP

Inaceitável a atitude do senhor Mino Carta. Também não comungo das mesmas posições políticas do Diogo Mainardi. No entanto, entrar na vida pessoal, e da forma como foi feito, demonstra total desinteresse pelo jornalismo sério e democrático.
Jorge Amorim Jr.
Maceió, AL

Com absoluta certeza, poucos viram o "discurso" de Mino Carta. Foram revoltantes sua asquerosidade e seu puxa-saquismo. Mais revoltante ainda a sua reação contra Diogo Mainardi. É a essência do governo do PT: boçal, imoral, incompetente e covarde.
Paulo Ben Ferreira
Presidente Prudente, SP

Mainardi e VEJA caíram na armadilha de Mino Carta. Com seus livros encalhados, ele estava precisando da mídia (VEJA) que ele tanto critica.
Antonio Carlos Vaz de Mello
São João Del Rei, MG

Sou Diogo Mainardi até do outro lado do mundo! Espero que VEJA dê todo o apoio e respaldo ao nosso Diogo Mainardi. Cretinices como as dirigidas ao filho do Diogo mostram o nível dessa gente estúpida e ignorante.
Carlos Sato
Hamamatsu, Japão

Apesar de não gostar do Diogo Mainardi, entendo perfeitamente a sua revolta. Sou solidário a ele, pois pessoas especiais são bênção em nossa vida.
Alcindo Brasil Avilla
Cacoal, RO

Eu amo o Diogo Mainardi.
Karin Santos
Estocolmo, Suécia

 

O segundo governo Lula

Sou leitor da revista e sempre acreditei nas informações por ela prestadas. Gostaria de esclarecer alguns itens da reportagem "O PMDB está encantado" (15 de novembro), na qual meu nome e o de minha família são citados: meu irmão Paulo Coelho não é funcionário do Ministério da Previdência e não exerce função por indicação do senador Renan Calheiros; o processo a que se refere a revista foi julgado, em segunda instância, e resultou em decisão unânime de não acatar a denúncia do MP. Ou seja, a Justiça garante que não cometi nenhum ato de improbidade.
Luiz Carlos Garcia Coelho
Por e-mail

 

CORREÇÕES: Formação de quadrilha é a associação de mais de três pessoas com a finalidade de cometer um crime, e não de três ou mais pessoas, como informou a reportagem "Que cheiro de pizza..." (22 de novembro). O poeta Ronaldo Azeredo faleceu na cidade de São Paulo, e não no Rio de Janeiro, como foi publicado na seção Datas (22 de novembro).

 

A PONTE SOBRE O RIO ORINOCO

João Bosco Di Domenico, leitor da cidade de Sinop, em Mato Grosso, notou um erro na reportagem "Alguém quer comprar?" (22 de novembro). "VEJA afirma que o presidente Lula inaugurou uma ponte que liga o Brasil à Venezuela. Na verdade, a fronteira entre os dois países é seca. A ponte está localizada a mais de 500 quilômetros da fronteira, às margens do Rio Orinoco." O leitor está certo; a ponte de pouco mais de 3 quilômetros de extensão liga os estados venezuelanos de Bolívar e Anzoátegui. Veja o mapa.

 

O OUTRO VÔO 1907

O leitor Rinaldo Eloy de Matos Drubscky, de Belo Horizonte, engenheiro civil e de segurança do trabalho, é um atento observador dos acidentes aéreos. "Presto muita atenção em acidentes pela análise das falhas", diz. Nessa tarefa Rinaldo descobriu uma coincidência. "A probabilidade de um avião colidir com outro no ar é muito pequena. Mas em 1996 um jato 747 da Saudi Arabian Airlines, que havia partido de Nova Délhi para Dhahran, colidiu no ar com um Ilyushin da Air Kazakhstan, que voava para Nova Délhi, matando todos os passageiros." A probabilidade era pequena, mas ocorreu, e o fato se repetiu no caso do avião da Gol derrubado num choque com o jatinho executivo neste ano no Brasil. "O incrível é que o número do vôo do Ilyushin acidentado em 1996 era 1907, o mesmo do avião da Gol", diz Rinaldo. A ficha completa daquele acidente está na página da Aviation Safety Network na internet: http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19961112-1.

 
 
 
 
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