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Cartas
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"Até quando a busca pelo discutível
padrão de beleza colocará em risco a saúde
de meninas sedentas pela fama?"
Herlys Marx Holanda Chaves
Anápolis, GO |
Anorexia
Em "Anorexia ela fez mais
uma vítima" (22 de novembro) VEJA assinala que é preciso
fazer soar o alarme sobre as causas da anorexia, que matou a modelo
Ana Carolina Reston Macan. Em 2001 a Organização Mundial
de Saúde mostrou que a eclosão de transtornos mentais
estaria ligada à interface de fatores psicológicos,
sociais e biológicos. A morte de Ana Carolina referenda tal
hipótese, na medida em que revela a presença dos três
fatores na gênese de sua doença. É preciso,
no entanto, prestar atenção na importância do
fator social em tais situações, já que os valores
da sociedade atual estão muito centrados na aparência
e no consumismo.
José Elias Aiex Neto
Médico psiquiatra
Foz do Iguaçu, PR
Sou psicóloga, especializada
em transtornos alimentares, mantenho um site sobre o tema e um grupo
de apoio (http:// www.gatda.psc.br), o Grupo de Apoio e Tratamento
dos Distúrbios Alimentares, e neste ano montei um blog para
divulgar a terceira Semana de Conscientização dos
Transtornos Alimentares (http://www.sedeconta.blogspot.com).
Porém, toda a iniciativa dos psicólogos, médicos
e nutricionistas não teve muita divulgação.
O mais incrível é que oferecemos palestras esclarecendo
o que são transtornos alimentares, e falando principalmente
sobre prevenção, auto-estima, perfeccionismo e outros
temas que estão por trás desses transtornos. Pois
bem, mesmo as palestras sendo gratuitas e realizadas por profissionais
especializados, poucos colégios se interessaram em discutir
o tema com os alunos.
Valéria Lemos Palazzo
São Paulo, SP
Há dez anos que, como
nutricionista clínica-esportiva, faço crítica
às agências, que, além de ter como meio de avaliação
uma balança, deveriam dispor, também, de um adipômetro,
para medir a gordura. Sabe-se que o IMC sozinho não diz nada.
Perfeito seria um IMC de 21 kg/m com um porcentual de gordura de
12%. Para fins de seleção, seria perfeita uma exigência
para a modelo ter IMC de 20-21 kg/m e um porcentual de gordura de
10%-12%. Aí teríamos o controle correto da quantidade
de gordura e de massa muscular. Esse seria um padrão excelente
para uma modelo.
Maria de Fátima Nunes Duarte
Por e-mail
O que a belíssima modelo
Ana Carolina Reston Macan provavelmente mais desejava conseguiu:
tornar-se famosa e sair na capa das principais revistas. Infelizmente,
após sua morte. Que sua tragédia ajude as pessoas
a buscar um novo sentido para a vida delas.
Gilberto Dib
São Paulo, SP
Minha filha era modelo e os estilistas
e a dona da agência sempre diziam que ela estava "gorda" com
seus 50 quilos. Ainda bem que ela não entrou na conversa
desses arautos da magreza.
Kátia Azevêdo
Natal, RN
Fiquei muito chocada com a reportagem.
Fez-me pensar se vale a pena realmente sacrificar meu corpo, minha
saúde, para ficar mais bonita para o mundo. Eu acho que não.
Imagina tudo o que essa menina passou para chegar a esse ponto.
Eu, que sou adolescente, sei o que sofro, e isso não deve
ser nem metade do que ela passou.
Camila Amorim Pessoa, 15 anos
Sete Lagoas, MG
Percebo que a situação
da modelo Ana Carolina se encaixa perfeitamente nas meninas da minha
sala. Preocupadas com a barriga que nem têm, tentam fazer
regimes e dietas. Há suspeitas de que uma das garotas é
anoréxica. Ela é supermagra, quase nunca come, e quando
come vai correndo para o banheiro.
Giuliano Mendes Coser, 13 anos
Curitiba, PR
Ana Carolina está curando
minha bulimia. Desde que soube de sua morte, não tive mais
a menor vontade de me empanturrar com comida e depois vomitar. Minha
saúde vale muito mais que um corpo magro.
Sabrina Matos
Rio de Janeiro, RJ
A bulimia e a anorexia são
doenças que estiveram muito próximas de mim. Aconteceu
primeiro com minha amiga. Comia pouco e induzia o vômito.
Com o passar do tempo ela foi adoecendo, nada parava em seu estômago.
Lembro-me como se fosse hoje de quando ela me contou que havia tomado
treze Lactopurga, pois achava que estava gorda demais. E não
era modelo, era uma simples menina de 14 anos que estava cansada
de ser chamada de fofinha.
Cláucia Breneisen, 18 anos
Barra Velha, SC
Se informações
de qualidade como as veiculadas na reportagem de capa fossem moeda
corrente na mídia, acredito que um dia o psiquiatra seria
visto somente como o que é: um médico como qualquer
outro. E enfermidades mentais seriam tão comumente aceitas
pela sociedade, e bem tratadas, quanto as chamadas "doenças
físicas". Ignorância sempre é a pior moléstia
psiquiátrica.
James César M.A. Souto
Recife, PE
Antonio Carlos Magalhães
Confesso que não tinha
muita simpatia pelo senador Antonio Carlos Magalhães, devido
ao fato de ele ser um dos principais representantes das oligarquias
no Brasil uma mazela histórica. Contudo, após
ler a entrevista "O príncipe da Bahia" (Amarelas, 22 de novembro),
surgiu em mim um sentimento que alterna a admiração
com o respeito pela sabedoria política de ACM. Cumprimento
VEJA e o senador pela aula de ciência política.
Fernando M.M. Garro
João Pessoa, PB
Li a entrevista com o senador
Antonio Carlos Magalhães e confesso que tenho pena dos seus
adversários. Foi assim em 1990, depois do fracasso do governo
de Waldir Pires e Nilo Coelho. Será que com Wagner vai ser
diferente? Ter um ACM como adversário não é
fácil. Até 2010, Bahia!
Alexandre Guanais
Salvador, BA
O ilustre senador ACM diz que
se orgulha de ser a única sigla que pegou no Brasil, além
de JK. Discordamos, pois a sigla FHC, do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso, também é bastante utilizada.
André Luiz Damasceno de Araújo e família
Manaus, AM
ACM pode ter muitos defeitos,
métodos autoritários de exercer a política,
ser centralizador, mas duas coisas precisam ser reconhecidas: a
garra com que defende os interesses de seu estado e o amor pela
sua terra.
Wilson Rocha Silveira
Tianguá, CE
Pode-se questionar muito da história
do senador ACM, mas é obrigatório reconhecer-lhe ao
menos duas virtudes: ele representa, efetivamente, o povo que o
elege; ele, efetivamente, é oposição. Chego
a invejar os baianos. Afinal, eles têm o que nós, em
São Paulo, não temos, ou seja: representação
no Senado Federal.
Sergio Paternez de Figueiredo
Bariri, SP
Esse é o ACM, sem maquiagem,
sem cortes, sem censura, o autêntico e transparente ACM.
Heber Mendes
Salvador, BA
Fiquei impressionada com a arrogância
exibida pelo senador Antonio Carlos Magalhães. Comparar seu
pensamento ao de Maquiavel é dar-se valor maior que o merecido.
Acredito que seria de bom alvitre o senador refletir sobre o que
disse o presidente americano Abraham Lincoln: "Quase todos os homens
são capazes de suportar adversidades, mas, se quiser pôr
à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder".
Suely Ferreira
Recife, PE
Política externa de Lula
Na reportagem "Alguém
quer comprar?" (22 de novembro), VEJA afirma: "Quando o governo
brasileiro estava discutindo a bilionária construção
do Sivam, o sistema de vigilância da região amazônica,
Clinton telefonou para o então presidente Fernando Henrique
e fez gestões diretas em favor da Raytheon, a empresa americana
interessada no negócio e que acabou vencendo a concorrência".
Essa informação, no entanto, não corresponde
à realidade. A seleção da Raytheon se deu no
governo Itamar Franco, conforme descrevo, inclusive, em meu livro
A Arte da Política A História que Vivi.
Tampouco é de meu conhecimento que Bill Clinton tenha telefonado
a Itamar Franco para fazer qualquer gestão. Depois de vencida
a concorrência, Bill Clinton escreveu uma carta a Itamar Franco
se não me falha a memória pedindo que
apressasse a aprovação do contrato pelo Senado, pois
sem a aprovação até o fim do ano (1994) haveria
complicações para sua execução. Foi
quando Itamar Franco me pediu que visse com o Senado se isso seria
possível. Eu era, então, presidente eleito e pedi
ao embaixador Julio Cesar, meu assessor, que conversasse com o senador
José Sarney sobre o tema e me ajudasse a obter um contato
com o relator da matéria.
Fernando Henrique Cardoso
Ex-presidente da República
São Paulo, SP
Agora os eleitores do senhor
Lula devem estar tomando ciência da besteira que fizeram,
reelegendo o ilustre senhor para um mandato de mais quatro anos.
Enquanto nós vivemos todo esse drama com a falta de conservação
e construção de novas estradas e ferrovias, o senhor
Lula participa ativamente da campanha do companheiro Hugo Chávez,
financiando através do BNDES uma ponte, em cuja inauguração
se fez presente, numa solenidade puramente política a quinze
dias das eleições no país vizinho. Isso tudo
sem falar dos respingos que fatalmente vão transparecer em
nossa política externa.
Luiz Ceccoti Neto
Matinhos, PR
A proximidade de Lula com Chávez
estrategicamente parece ser um negócio perigoso. Chávez
representa tudo de ruim, defende a Coréia do Norte, o Irã,
a compra de armas e caças modernos, odeia a imprensa e vive
desafiando os Estados Unidos. O que ele quer é um aliado
de peso que tenha a tecnologia do enriquecimento do plutônio.
Lula, alheio à desgraça, vive elogiando o "companheiro".
Só um leigo não sabe disso. Já cavei minha
trincheira, minha pá está livre, podem usar à
vontade.
Emerson Mendes
Florianópolis, SC
América Latina
Muito feliz e oportuna a reportagem
"A nova África?" (22 de novembro), expondo os perigos que
corremos, como nação, de nos associar à mediocridade
e ao populismo barato.
Maria Isabel Borba Alamini
Criciúma, SC
A América Latina, de forma
silenciosa, vem se transformando num poço retrógrado
de socialismo misturado a populismo. Se isso continuar, o continente
passará por um processo de isolamento que impossibilitará
qualquer tentativa de crescimento econômico e fortalecimento
democrático. VEJA cumpre seu papel ao denunciar esse processo
que, se não for combatido a tempo, nos arruinará.
Márden de Pádua
Belo Horizonte, MG
Jader Barbalho
Após ler mais uma reportagem
que tem Jader Barbalho e seus escândalos como tema ("Espetáculo
de crescimento", 22 de novembro), vou conferir a edição
de VEJA de 14 de dezembro de 1988. A capa estampa Jader Barbalho.
Na reportagem de então, embora com muitas críticas
ao órgão investigador (SNI), percebe-se quanto o deputado
paraense esteve e está envolvido em negociatas, escândalos
e em cada vez mais deslavada corrupção. Já
se passaram dezoito anos desde a reportagem em questão, ele
já era ministro e calculo quantas acusações
já tinha. Era ministro de Sarney, com quem hoje (acompanhado
de Renan Calheiros, ex-ministro de Collor) articula a "bancada governista"
com o presidente Lula que certamente não sabe dessas
acusações. Eu pergunto ao povo brasileiro: até
quando?
Marcel Pilatti
Curitiba, PR
Jader Barbalho é a personificação
do mal. Os paraenses votam nele por medo. Depois, eles em romaria
pedem proteção à Virgem de Nazaré. Isso
me lembra a letra de uma música: "Pelo sim, pelo não,
uma reza para Deus, outra reza para o cão".
Cacilda von Rondon
Belo Horizonte, MG
Há bem pouco tempo esse
cidadão freqüentava as páginas policiais, capas
de revistas, manchetes de jornais, como um dos principais protagonistas
das falcatruas recentes deste país. Hoje, posa de salvador
da pátria. Certamente será ungido a chefe maior e
mais um dos mentores de plantão do governo do PT. Me dêem
uma chance de ser canalha! Eu também quero.
Carlos Viola
Uberlândia, MG
Diogo Mainardi
O inovador pensador alemão
Friedrich Nietzsche criou um impasse filosófico no estabelecimento
de escolhas ao afirmar que haveria algo "além do bem e do
mal". Mas há casos em que a escolha se torna fácil:
Diogo Mainardi é claramente "do bem" e Mino Carta é
inquestionavelmente "do mal" ("Mino Carta, o grande", 22 de novembro).
Claudio Janowitzer
Rio de Janeiro, RJ
Não se aborreça
com o grande Carta, afinal o máximo que o jornalista produz
com perfeição é uma revista semanal chapa-branca
com papel vagabundo. Fui assinante de Carta Capital por dois
meses afinal, é preciso conhecer de tudo. Deparei
com a premiação de um camelô de Contagem (MG),
com uma Montblanc SkyWalker, pela melhor carta do mês. O "melhor
do mês" não passava de um elogio deslavado ao governo
Lula. Meu sistema límbico, açoitado pelos editoriais
Mino-ritários, as "crônicas" de boteco do doutor Sócrates
e as mazelas do doutor Delfim, não resistiu: com o dinheiro
da assinatura, comprei uma Montblanc SkyWalker, em longas parcelas
sem juros, bem mais em conta.
Marconi Alvim Moreira
Ouro Branco, MG
Diogo, sou ex-cunhada do Mino
e o acho uma pessoa completamente sem coração, pois
não foi nem ao enterro do meu querido enteado Andrea Carta,
por preguiça ou por ser um egoísta de primeira. Gostaria
de dar uma sugestão: toda vez que você se referir a
ele, não se esqueça de chamá-lo de baixinho,
que é o maior complexo que ele tem, pois é baixinho
mesmo.
Alice Carta
São Paulo, SP
Graças a Deus, pessoas
como o senhor Mino Carta não são a maioria em nossa
sociedade. Na Alemanha do século passado, já não
saberia dizer...
Helena Gomes Macedo
Jundiaí, SP
Sou vizinho do Diogo há
mais de cinco anos e muitas vezes presenciei, no anonimato, repetidas
demonstrações de seu carinho e dedicação
aos seus filhos. Felizmente ele exerce a paternidade com naturalidade,
carinho e muita dignidade, nada para se ter pena. Ele é um
exemplo de pai a ser admirado. Infelizmente tenho pena dos filhos
do senhor Mino, que espero que gozem de saúde física
e mental, pois o exemplo de eugenia de seu pai é um ato vil
e vergonhoso.
Cesar Prinzac
Rio de Janeiro, RJ
Ter um filho jamais será
castigo para alguém. Filho é sempre uma bênção.
Castigo é a deficiência na alma que algumas pessoas
demonstram com total ausência de escrúpulos. Isso sim
é digno de pena.
Carla Martins Vieira
Rolândia, PR
Diogo Mainardi teve classe ao
responder aos ataques de uma pessoa baixa, sem escrúpulos
e que parece desconhecer o significado da palavra ética.
Castigo não é ter uma criança com paralisia
cerebral. Castigo é ter de suportar um governo desses e de
conviver com pessoas completamente cegas, ou até quem sabe
que ganham com isso, dando apoio à incompetência.
Luis Fernando Soares Pires
Campinas, SP
Inaceitável a atitude
do senhor Mino Carta. Também não comungo das mesmas
posições políticas do Diogo Mainardi. No entanto,
entrar na vida pessoal, e da forma como foi feito, demonstra total
desinteresse pelo jornalismo sério e democrático.
Jorge Amorim Jr.
Maceió, AL
Com absoluta certeza, poucos
viram o "discurso" de Mino Carta. Foram revoltantes sua asquerosidade
e seu puxa-saquismo. Mais revoltante ainda a sua reação
contra Diogo Mainardi. É a essência do governo do PT:
boçal, imoral, incompetente e covarde.
Paulo Ben Ferreira
Presidente Prudente, SP
Mainardi e VEJA caíram
na armadilha de Mino Carta. Com seus livros encalhados, ele estava
precisando da mídia (VEJA) que ele tanto critica.
Antonio Carlos Vaz de Mello
São João Del Rei, MG
Sou Diogo Mainardi até
do outro lado do mundo! Espero que VEJA dê todo o apoio e
respaldo ao nosso Diogo Mainardi. Cretinices como as dirigidas ao
filho do Diogo mostram o nível dessa gente estúpida
e ignorante.
Carlos Sato
Hamamatsu, Japão
Apesar de não gostar do
Diogo Mainardi, entendo perfeitamente a sua revolta. Sou solidário
a ele, pois pessoas especiais são bênção
em nossa vida.
Alcindo Brasil Avilla
Cacoal, RO
Eu amo o Diogo Mainardi.
Karin Santos
Estocolmo, Suécia
O segundo governo Lula
Sou leitor da revista e sempre
acreditei nas informações por ela prestadas. Gostaria
de esclarecer alguns itens da reportagem "O PMDB está encantado"
(15 de novembro), na qual meu nome e o de minha família são
citados: meu irmão Paulo Coelho não é funcionário
do Ministério da Previdência e não exerce função
por indicação do senador Renan Calheiros; o processo
a que se refere a revista foi julgado, em segunda instância,
e resultou em decisão unânime de não acatar
a denúncia do MP. Ou seja, a Justiça garante que não
cometi nenhum ato de improbidade.
Luiz Carlos Garcia Coelho
Por e-mail
CORREÇÕES: Formação
de quadrilha é a associação de mais de três
pessoas com a finalidade de cometer um crime, e não de três
ou mais pessoas, como informou a reportagem "Que cheiro de pizza..."
(22 de novembro).
O poeta Ronaldo Azeredo faleceu na cidade de São
Paulo, e não no Rio de Janeiro, como foi publicado na seção
Datas (22 de novembro).
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A PONTE SOBRE O RIO
ORINOCO
João
Bosco Di Domenico, leitor da cidade de Sinop, em Mato
Grosso, notou um erro na reportagem "Alguém quer
comprar?" (22 de novembro). "VEJA afirma que o presidente
Lula inaugurou uma ponte que liga o Brasil à
Venezuela. Na verdade, a fronteira entre os dois países
é seca. A ponte está localizada a mais
de 500 quilômetros da fronteira, às margens
do Rio Orinoco." O leitor está certo; a ponte
de pouco mais de 3 quilômetros de extensão
liga os estados venezuelanos de Bolívar e Anzoátegui.
Veja o mapa.
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O OUTRO VÔO
1907
O
leitor Rinaldo Eloy de Matos Drubscky, de Belo Horizonte,
engenheiro civil e de segurança do trabalho,
é um atento observador dos acidentes aéreos.
"Presto muita atenção em acidentes pela
análise das falhas", diz. Nessa tarefa Rinaldo
descobriu uma coincidência. "A probabilidade de
um avião colidir com outro no ar é muito
pequena. Mas em 1996 um jato 747 da Saudi Arabian Airlines,
que havia partido de Nova Délhi para Dhahran,
colidiu no ar com um Ilyushin da Air Kazakhstan, que
voava para Nova Délhi, matando todos os passageiros."
A probabilidade era pequena, mas ocorreu, e o fato se
repetiu no caso do avião da Gol derrubado num
choque com o jatinho executivo neste ano no Brasil.
"O incrível é que o número do vôo
do Ilyushin acidentado em 1996 era 1907, o mesmo do
avião da Gol", diz Rinaldo. A ficha completa
daquele acidente está na página da Aviation
Safety Network na internet: http://aviation-safety.net/database/record.php?id=19961112-1.
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