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Essa
não convence
Ligar para o trabalho e dizer que está doente não
engana o chefe. Pesquisa realizada pela consultoria americana
CCH, com 150 executivos de recursos humanos de várias empresas
dos EUA, revela que 60% das folgas não previstas, sob alegação
de doença, na verdade são tiradas por outras razões.
Segundo levantamento dos chefes, 21% dos faltosos tiveram de resolver
problemas familiares, enquanto 20% atenderam a necessidades pessoais.
Outros 14% deixaram de comparecer para autocompensar dia trabalhado
em excesso e os 5% restantes faltaram ao serviço em virtude
de stress. Em média, 41% dos americanos tiram até
dois dias de folga não prevista por ano, 43% de três
a oito dias e 13% nove ou mais dias.
Decibéis
além dos limites
Pisco del Gaiso
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Apesar dos repetidos alertas, os jovens continuam a abusar do
uso do walkman e estão perdendo a capacidade auditiva sem
perceber. De acordo com a médica Márcia Regina Gama,
diretora do Conselho Regional de Fonoaudiologia de São
Paulo, a perda pode chegar a 10% em apenas um ano de exposição
constante a ruídos acima de 85 decibéis, patamar
freqüentemente ultrapassado pelos jovens no uso do aparelho.
"O maior prejuízo é na percepção dos
sons agudos, justamente os mais importantes para compreender a
fala humana", diz a especialista. Para usar o walkman com segurança,
o limite diário é de quatro horas, sempre com o
volume na metade da potência máxima.
Raiva,
sinal de liderança
Expressar
raiva pode ajudar a subir na carreira. Pesquisa realizada pela
Universidade Stanford mostra que a ira é percebida como
uma emoção característica dos líderes,
indicando maior competência. O levantamento foi feito com
base em quatro testes com estudantes de MBA da universidade e
empregados de uma empresa de softwares. Separados em dois grupos,
os estudantes assistiram a vídeos com o presidente Bill
Clinton e um político desconhecido discursando sobre o
caso Monica Lewinsky e terrorismo, respectivamente, de forma branda
e agressiva. Os que viram as versões agressivas aceitaram
melhor as explicações de Clinton e consideraram
o político mais efetivo. Já na empresa, os empregados
avaliaram os colegas com relação à agressividade,
enquanto os chefes indicaram quais deles promoveriam. Cruzando
os dados, os pesquisadores descobriram que os chefes eram mais
propensos a premiar empregados que reagem com ira a um evento
negativo do que a promover aqueles que reagem com tristeza ou
culpa.
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Mais
soja na batalha contra
o colesterol
Eduardo Pozella
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Alimentos à base de soja, como o queijo tofu, tiveram
sua eficácia comprovada para diminuir os riscos de
problemas cardíacos. Uma recomendação
publicada pela Associação Americana do Coração
garante que a ingestão de 25 a 50 gramas de proteína
de soja por dia diminui até 8% a concentração
do "mau" colesterol (LDL) no sangue, enquanto aumenta a
taxa do "colesterol bom" (HDL) em mais de 2,4%. A nova orientação
dobra a quantidade do nutriente atualmente aconselhada pelo
Food and Drug Administration, agência americana que
controla alimentos e remédios. Altos níveis
de LDL e baixos de HDL estão associados ao desenvolvimento
da aterosclerose, mal que provoca a formação
de placas no interior das artérias, levando ao estreitamento
dos vasos sanguíneos que abastecem o coração
e ao infarto. Segundo o endocrinologista Alfredo Halpern,
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo,
uma queda de 5% a 10% das taxas de colesterol corta pela
metade o risco de doenças cardiovasculares.
BOA
NOTÍCIA
Disque
menopausa
As
mulheres brasileiras entre 50 e 60 anos de idade que tiverem
sintomas como ondas de calor, dores de cabeça, insônia,
pele seca, depressão ou diminuição
do desejo sexual podem recorrer ao telefone 0800-7045900,
o Lig Viva, que esclarece dúvidas sobre a menopausa
e a terapia de reposição hormonal. O serviço
começa a funcionar na próxima semana. De acordo
com a ginecologista Ângela Maggio da Fonseca, do Hospital
das Clínicas de São Paulo, a maioria das mulheres
precisa de reposição hormonal e tem benefícios
de curto prazo com ela.
MÁ
NOTÍCIA
Fumaça
machista
Após
dois anos acompanhando mais de 65.000
pessoas, médicos do Instituto Nacional de Saúde
Pública da Noruega revelaram que as mulheres sofrem
mais com os efeitos do cigarro que os homens. De maneira
geral, os fumantes tinham o dobro de probabilidade de desenvolver
problemas respiratórios, como chiados, falta de ar
e tosse crônica, sendo que entre o sexo feminino o
risco foi 50% maior. Uma em cada dez mulheres também
reclamou de asma, tendência que não se repetiu
com os homens. A razão da diferença estaria
no menor tamanho das vias aéreas femininas, permitindo
maior acúmulo de substâncias nocivas nos pulmões.
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Superproteção
arriscada
Oscar Cabral
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Proteger excessivamente seu filho pode levá-lo a
sofrer com a fobia social, de acordo com as conclusões
do Instituto Max Planck de Psiquiatria, de Munique, que
analisou dados de 1.000 adolescentes
de 14 a 17 anos. Entre os sintomas da fobia social, classificada
como um "transtorno de ansiedade", foram verificadas timidez
excessiva e sensações físicas, como
taquicardia, excesso de suor, tonturas e tremores, sempre
que o jovem se vê em uma situação que
exija interação social, desde simples conversas
até assinar um cheque na frente dos outros.
Sem
crime nem castigo
O
trivial xixi na cama na infância problema que
atinge uma em cada cinco crianças entre os 4 e 5
anos pode ter causas físicas ou psicológicas,
mas, em ambos os casos, punição e castigo
não resolvem. A advertência é da psicóloga
Magdalena Ramos, coordenadora do Núcleo de Casal
e Família da Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo. "Urinar na cama é um reflexo
de que algo se passa com a criança e faz com que
ela não consiga ter o controle esperado nessa idade",
explica.
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Editado
por Cesar Baima.
Colaboraram Angela Nunes e Maurício Oliveira
e-mail: parausar@abril.com.br
Fotos: François Calil,
Ricardo Rollo, Marco de Bari, Divulgação e Germano
Luders
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Foto: Gui Von Schimidt Daniela Picoral
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