Língua
traída
Estudo
do MEC dá bomba em
onze minidicionários
Maurício
Oliveira
Marcos Sá
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| Vocabulário
à prova nas salas de aula: erros, falta de critério
e até racismo |
Silencioso
fenômeno editorial, os minidicionários da língua
portuguesa inundaram as prateleiras das livrarias em todo o país,
destinados a um público bem amplo. Passam de duas dezenas
os títulos concorrentes no mercado. Agora, quem quiser saber
qual deles escolher, pode recorrer a um estudo feito pelo Ministério
da Educação, que aprovou seis, mandou para "recuperação"
outros seis e deu bomba em nada menos que onze (veja lista ao
lado). A análise foi realizada para ajudar as escolas
públicas a escolher os minidicionários para 18,5 milhões
de alunos de 1ª a 4ª série, mas os resultados servem
para orientar qualquer interessado. Um dos pontos vulneráveis
dos reprovados é a falta de critério na escolha dos
verbetes, ao trazer vocábulos como abantesma, hipoestesia
e achavascar mas não conter os corriqueiros mulher, adolescente
ou laranja. Erros de grafia ou revisão, descaso com inovações
do mundo da informática, aberrações como definir
chupeta como "objeto para criança chupar" e até mesmo
racismo foram detectados pelo MEC. "É um quadro preocupante,
esperamos que as editoras corrijam as falhas até a próxima
avaliação", diz a secretária executiva do Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Mônica
Messenberg. A língua pátria agradece.
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