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O básico da gravata

Como renovar o estoque ou começar
a primeira coleção deste acessório que
resiste à expansão do casual day

Fernanda Colavitti

 
Fotos J. Miranda

1) Geométricas
Gravatas estampadas com desenhos geométricos e em cores vivas estão em alta. Essas tonalidades vestem bem com terno marinho, preto e grafite. Recomendadas para homens que gostam de estar próximo do que é sempre mais atual
2) Em quadradinhos
Esse estilo é mais clássico e por isso pode ser usado sem receio. Vai bem com qualquer tipo de terno. Para homens que gostam de uma aparência mais sóbria

3) Regimentais
Inspiradas nos regimentos ingleses, são as mais tradicionais. Ficam bem com camisa branca, pois ganham mais destaque. Para aqueles que preferem um visual mais formal
4) De bolinhas
Estão sempre na moda. Ficam bem com terno marinho, bege, cinza e camisa lisa, nos tons creme, azul e branco. Recomendadas para os que gostam de um visual chique
5) Estreitas
As gravatas com cerca de 9 centímetros de largura, em cores vivas e brilhantes, são a tendência deste verão. Combinam com ternos de algodão acinturados e compõem a aparência de quem faz um gênero mais atirado
6) Falso liso
As gravatas em falso liso são uma variação mais contemporânea das tradicionais lisas. Vestem bem com ternos em tons de bege e ternos de risca de giz. Indicadas para os que têm afinidade com a modernidade
7) Seda pura
Têm o tecido fino e desenhos miúdos estampados. Seu uso exige muito cuidado com as cores, que devem ser combinadas de maneira harmoniosa. Ficam bem com camisa social de algodão. Recomendadas para os que valorizam o lado clássico da aparência
8) Lisas
Consideradas a salvação dos homens naqueles momentos de falta de imaginação, podem ser usadas com qualquer tipo de terno. As cores vivas, como rosa, vermelho e verde, em alta neste verão, dão um toque mais descontraído ao look clássico

Alguns homens a vêem como sinônimo de elegância, outros estremecem só de pensar em ter de vesti-la e passar o dia com o pescoço oprimido, depois de variados ensaios para acertar o nó. Desde que surgiu, na França do século XVII, a gravata resistiu, galhardamente, a todas as tentativas de ser abolida do vestuário masculino. E impávida permanecerá mesmo após a mais recente investida para aposentá-la – a extensão do casual day, dia em que as pessoas vão ao trabalho vestidas esportivamente, para a adoção da roupa casual em todo o resto da semana. Essa tendência avança nas grandes empresas e substitui o terno pela praticidade da dupla calça-e-camisa, como atesta um dos craques do estilo no Brasil, o veterano Fernando de Barros, autor dos livros Elegância e O Homem Casual, além de editor de moda da revista Playboy. Renovando sua crença na gravata, a pedido de VEJA Fernando de Barros escolheu oito padrões básicos, que permitem aos interessados atualizar o estoque ou começar a primeira coleção – os modelos estão exibidos nesta reportagem.

"A maneira de escolher e combinar essa peça pode ajudar a demonstrar o grau de criatividade de um homem", define Fernando de Barros, dono de uma formidável coleção de 300 exemplares. "Para saber se eles têm imaginação, a primeira coisa que as mulheres olham são a gravata e os sapatos." O acessório serve também para identificar a personalidade ou mesmo a área de trabalho de quem o usa. Houve época, por exemplo, em que as versões mais espalhafatosas e coloridas pendiam quase sempre do pescoço dos publicitários. Já as mais tradicionais geralmente apareciam associadas a executivos ou banqueiros, em circulação por ambientes de trabalho mais rígidos.

Um dos consultores de moda mais requisitados do momento, Claudio Vaz, responsável pelo visual do presidente Fernando Henrique Cardoso, ensina que em um guarda-roupa masculino não podem faltar as gravatas lisas de cores sóbrias, como azul-marinho e vinho; regimentais ou listradas; de bolinhas; as estampadas com motivos geométricos pequenos e discretos. "Vestindo qualquer uma dessas, o risco de errar é praticamente nulo, já que nunca saem de moda", recomenda. Nesse caso, a principal preocupação deve ser com relação à combinação das cores do terno com as da gravata. Aí vale o bom senso. Para os homens mais ousados, que gostam de inovar no visual, a última tendência são as gravatas 3 centímetros mais estreitas que as convencionais, de 12 centímetros na parte mais larga, feitas de tecido brilhante e cores vivas, como vermelho, verde, lilás e amarelo. O consultor ressalta que, apesar da maior liberdade e descontração no uso das gravatas, é preciso ter cuidado para não cair no ridículo. É o caso das que trazem as famosas estampas do Mickey Mouse e Pato Donald, ou ainda flores e estampas grandes, no estilo do cantor e compositor Falcão. "Esse tipo de gravata só pode ser usado em baile a fantasia", prescreve Claudio Vaz.

Para aqueles que estão começando a se familiarizar com a peça, a recomendação é atenção às padronizações. Em seu livro O Homem Casual, Fernando de Barros explica que camisa casual não combina com gravata social, e vice-versa. Gravatas leves, como as de seda e seda jacquard, de melhor qualidade, cujo desenho é formado pela própria trama dos fios, não combinam com roupas de algodão. Já as peças de lã pedem camisa de flanela e paletó esporte, especialmente os de tweed, portanto são para o inverno. Em relação ao equilíbrio de cores, uma boa solução fica com as gravatas de fundo neutro, do mesmo tom do paletó, e algumas cores complementares no desenho. Fernando de Barros lembra ainda que a ponta delas deve ficar na altura do cinto. Os mais gordinhos precisam ter cuidado redobrado na hora de dar o nó, pois, segundo os especialistas em elegância, cada centímetro da ponta da gravata que fica acima da linha do cinto faz com que a pessoa aparente ter 1 quilo a mais. "Embora não haja normas rígidas, é bom evitar os excessos", alerta.

 
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