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LONDRES

A rainha mata com as próprias mãos


A morte do faisão na primeira página: "um gesto nobre"

A estação de caça deste ano foi aberta na Inglaterra e a primeira polêmica da temporada já estourou. Desta vez, quem provocou a ira das sociedades protetoras de animais não foi o príncipe Philip – fã incondicional da caça e alvo preferido dos ecochatos –, mas a própria rainha. Um jornal sensacionalista estampou na primeira página um flagrante de Elizabeth II no exato momento em que estrangulava um faisão. O que foi registrado pela câmara: o cão perdigueiro aproxima-se da dona levando entre os dentes a ave ferida por bala. A rainha abaixa-se, apanha o faisão e torce-lhe o pescoço com as próprias mãos. Normalmente, o Palácio de Buckingham não responde a críticas feitas a sua majestade. Desta vez, porém, divulgou comunicado explicando que o ato teve uma finalidade nobre. Foi para abreviar o sofrimento do bicho agonizante.

 

CIDADE DO CABO

Foi dor de ouvido

A morte do escritor irlandês Oscar Wilde sempre foi atribuída à sífilis. Pesquisadores sul-africanos que analisaram os diagnósticos da época têm outra hipótese: ele morreu em 1900 de uma simples otite, agravada durante os anos de prisão a que foi condenado por sodomia. Otite era uma doença grave antes da descoberta dos antibióticos. O boato sobre a sífilis foi aceito na época porque combinava com o escândalo que cercou o homossexualismo do escritor.

 

BERLIM

Armadilha fatal nos arquivos da Stasi

Remexer no passado da Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental, pode ser perigoso mesmo em tempos de democracia. Três dos cinco funcionários encarregados de analisar os arquivos dos anos de chumbo adoeceram depois de manusear documentos confidenciais. Os sintomas são de envenenamento: insônia, sangramentos no nariz, dores de estômago, dificuldade de concentração e problemas respiratórios. O conteúdo dos papéis não foi revelado pelas autoridades alemãs que investigam maus-tratos a prisioneiros políticos. Não se sabe se a contaminação dos arquivos foi proposital, mas, tratando-se da Stasi, deve-se esperar o pior.

 
Reuters

TEMPO QUENTE
– Em conferência da ONU sobre o aquecimento global, na semana passada em Haia, na Holanda, a temperatura subiu quando manifestantes conseguiram entrar no prédio para bagunçar, quer dizer, protestar contra a emissão dos gases causadores do efeito estufa. Acabou sobrando para o representante americano Frank Loy, atingido em cheio no rosto por uma torta cremosa de chocolate. A autora do atentado foi embora caminhando calmamente, enquanto Loy tentava limpar-se da lambança. O americano não perdeu o rebolado e disse preferir tortas de abóbora.

 

 

 

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