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"É
preciso haver um meio de conciliar o progresso do país
com a ordem no meio ambiente."
André
Schaeffer Xavier
Cariacica, ES |
Amazônia
É
sempre triste ler uma reportagem como essa ("Até onde a
Amazônia pode resistir?", 22 de novembro). No fundo, todos
nós temos uma relação de muito amor com a
natureza. Para mim a atual situação da Amazônia
é igual à de um irmão à beira da morte.
Um irmão distante, triste e abandonado.
Reinaldo
Filho
Goiânia,
GO
Pareceria
absurdo se não fosse real. A consagrada VEJA faz sua quinta
capa-denúncia sobre as agressões ambientais a nossa
Amazônia. O que será que o Congresso Nacional está
esperando para impedir o cruel avanço da destruição
do verde mais importante da Terra?
Antonio
Kämpffe
Rio
de Janeiro, RJ
A
história da humanidade, já disse alguém,
tem sido a marcha da insensatez. E de certa forma tem demonstrado
um desfile de insanidade. Isso é inimaginável em
um país que fala tanto em conservação da
biodiversidade, possui órgãos como o Ibama e o Ministério
do Meio Ambiente e tem na Constituição artigo específico
sobre preservação do meio ambiente. As coisas acontecem
com a aceitação das autoridades, principalmente
do governo federal, que emite guias de exportação
da madeira, produto da devastação, e dos governos
que permitem a importação desses mesmos produtos.
É muita cretinice essa gente falar de preocupação
em preservar a natureza. A destruição da Amazônia
é crime de lesa-humanidade. Onde estão as ONGs,
que não acionam o Ministério Público enquadrando
essa marginalidade nos rigores da lei?
Ananias Baracuhy
João Pessoa, PB
É
lamentável verificar, mesmo na hipótese otimista
do biólogo Laurance, que a Amazônia poderá
ser destruída caso não sejam adotadas medidas enérgicas
e eficazes. Uma reserva com a biodiversidade que ela tem, como
bem demonstra a reportagem, deve merecer atenção
especial por parte do Ministério do Meio Ambiente.
Vagner
Sicala
São Paulo, SP
Previdência
Gostaríamos
de informar que a notícia publicada na reportagem "Aposentadoria
só aos 68 anos" (15 de novembro), de que seríamos
favoráveis a um limite de idade de 68 anos para as aposentadorias
no Brasil, não corresponde às nossas posições
técnicas. O que afirmamos é que os Estados Unidos
estão gradualmente elevando a idade de 65 para 68 anos,
tanto para homens quanto para mulheres. Esse é apenas um
dado ilustrativo de como o problema previdenciário tem
sido levado a sério em outros países. Não
significa, entretanto, que, dadas as enormes diferenças
socioeconômicas que nos separam, experiências americanas
possam ser transplantadas para o Brasil.
Francisco Oliveira e Kaizô Beltrão
chico@ipea.gov.br
Luiz
Felipe de Alencastro
Luiz
Felipe de Alencastro (Ponto de vista, 22 de novembro) toca em
um ponto importante do qual a sociedade brasileira não
tem tomado conhecimento. O papel dos missionários evangélicos
brasileiros tem proporcionado uma imagem internacional positiva.
Além do aspecto mencionado no artigo, a contribuição
social dessa gente demonstra o esforço interno no auxílio
à solução dos problemas mais graves de nossa
sociedade. Esse esforço tem mobilizado organizações
internacionais a cooperar com o Brasil, pela credibilidade e pela
confiança que têm nas organizações
missionárias brasileiras.
Dr. Ágabo Borges de Sousa
Reitor
do Seminário Teológico Batista do Nordeste
Feira de Santana, BA
Arc
Sou
uma grande admiradora sua e queria dizer que achei bem melhor
você voltar à sua forma normal (Arc, 22 de novembro).
Seria realmente perigoso se se identificasse com a gente. Queria
dizer-lhe que, na minha opinião, é melhor você
não vir para a Terra definitivamente. Aqui não é
o lugar ideal para morar. Por isso, se você decidir levar
algumas pessoas para Marte, coloque-me na lista, o.k.?
Renata
renatabarboza@yahoo.com.br
Carlos
Menem
O
ex-presidente argentino Carlos Menem é de fato um número.
Porém de tango, e muito mal ensaiado. O governo de De la
Rúa herdou a economia em pandarecos, à beira do
caos. Não vejo autoridade moral alguma nesse senhor, cujo
único diferencial é um par de ridículas costeletas,
para criticar quem quer que seja, intitulando-se o salvador da
pátria e da América do Sul. Não me admiro
nem um pouco que ele surja agora, das cinzas, fazendo pose de
herói injustiçado. Mais um gol de placa para VEJA.
Memoráveis Páginas Amarelas (22 de novembro).
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE
mmconsul@elogica.com.br
Acerca
da entrevista com o ex-presidente da Argentina Carlos Menem, fiquei
horrorizado com tanta demagogia. Ele atribui a crise atual ao
presidente Fernando De la Rúa. Isso é uma bobagem.
Quem entende o mínimo de economia sabe que a brutal recessão
em que a Argentina mergulhou nesses últimos anos tem sua
principal causa nas características recessivas e monetaristas
do plano econômico implantado desde 1990, em que a subserviência
aos interesses americanos levou a economia argentina ao caos.
Fernando
Antônio Agra Santos
Viçosa,
MG
Ordem
dos Advogados do Brasil
A
Ordem dos Advogados do Brasil continua sendo vanguarda na luta
pela moralização administrativa e pública
no país. As iniciativas do conselho federal e da seccional
paulista permitiram, dentre outros fatos, reverter a anistia a
multas eleitorais que os políticos tinham autoconcedido
e denunciar, antes da CPI do Judiciário, os desvios de
verba na construção do prédio-sede do Tribunal
Regional do Trabalho. A prova de que a OAB não está
centrada unicamente na defesa de assuntos corporativos está
nas páginas da própria Veja São Paulo,
que deu ampla cobertura às denúncias de corrupção
contra o chefe do Executivo municipal e à extensa petição
apresentada pela seccional paulista contra o prefeito Celso Pitta,
que, acatada, deflagrou seu processo de impeachment (Radar, 8
de novembro).
Rubens Approbato Machado
Presidente da OAB-SP
presidencia@oabsp.org.br
Amazônia
2
Quero congratular-me com VEJA pela excelente reportagem assinada
pelo jornalista Christian Schwartz, na edição de
22 de novembro, sobre a Amazônia. Ao mesmo tempo que enfoca
a questão dos desmatamentos da região, a reportagem
abre uma discussão realista e corajosa sobre alternativas
para deter as agressões ambientais à floresta, citando,
por exemplo, a exploração racional das florestas
nacionais por meio de planos de manejo. Matérias como essa
reforçam a necessidade da criação de uma
consciência nacional em favor da preservação
da Amazônia, que necessita de permanente vigilância,
pois do contrário as perspectivas de destruição
da área passam a ser hipóteses viáveis, o
que seria uma catástrofe para o Brasil e para o mundo.
Sarney Filho
Ministro
do Meio Ambiente
Brasília, DF
Laços
de Família
Mais uma vez somos obrigados a conviver com a censura e com as
vontades impostas de cima para baixo. Proibir crianças
de aparecer em uma novela popular é um absurdo que há
muito tempo não se via no Brasil ("Sob fogo cerrado", 22
de novembro).
Sérgio J. C. Silva
Passo
Fundo, RS
Excelente a reportagem sobre a novela Laços de Família.
O texto é bastante pertinente quando recrimina os atos
desse juiz, Siro Darlan, que foi bastante "exagerado" em sua liminar;
mas não isenta a Rede Globo dos notórios excessos
que comete em suas novelas, principalmente Uga Uga, com
todo mundo nu. E aí, doutor Darlan, vai encarar os índios?
Guilherme Rego Barros
Recife,
PE
Como ficam os conceitos sobre ética e moral? Quantas "Capitus"
foram encorajadas por influência do modelo proposto na novela?
Antonio Carlos Santos
tonifox@uol.com.br
Holofote
São falsos os termos da nota "A sala à prova de
espionagem", publicada na seção Holofote, na última
edição de VEJA. É absurdo e inverossímil
um ministro (e diplomata de carreira) utilizar a sala da embaixada
americana ou qualquer outra para tratar de temas confidenciais.
Ronaldo Sardenberg
Ministro
da Ciência e Tecnologia
Haia, Holanda
Roberto
Carlos
Torço, como todo mundo, para que o nosso rei supere sua
dor logo ("Amor além da vida", 22 de novembro).
Sergio Giavarina
sertagia@onda.com.br
Para
usar
No quadro "O preço do copo" (Para usar, 15 de novembro),
todo o mérito da pesquisa (com acidentados alcoolizados
atendidos no pronto-socorro do Hospital das Clínicas) foi
atribuído a mim. O trabalho foi multidepartamental da Faculdade
de Medicina da Universidade de São Paulo, da Faculdade
de Farmácia da USP e do Instituto Médico Legal de
São Paulo, com financiamento da Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp),
coordenado por mim, mas executado por várias pessoas.
Júlia
Maria D'Andréa Greve
Departamento
de Ortopedia e Traumatologia
São Paulo, SP
CORREÇÃO:
Ao contrário do que informou a Coordenadoria de Controle
Interno do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, em documento
oficial enviado a VEJA, o deputado Nelson Otoch gastou
72.435 reais em sua campanha eleitoral
em 1998, e não 7.200 reais ("O
caixa dois de volta à luz", 22 de novembro).
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Boi
na linha
A
reportagem "Vai sair do mercado" (15 de novembro), sobre
o fim da fabricação do aparelho de telefonia
celular Nokia 8860, teve repercussão em meio aos
leitores que são usuários do aparelho. A gerente
de comunicação corporativa da Nokia do Brasil,
Paula Barifouse, escreveu à redação
para dizer que "a descontinuidade da fabricação
não é um procedimento incomum, já que,
como todos os produtos de consumo, os celulares têm
um ciclo de vida específico (doze a dezoito meses)".
Os leitores, no entanto, acham que nesse angu tem caroço.
"Comprei o modelo em maio deste ano e ele já apresentou
os defeitos mencionados na reportagem", escreveu Paulo Hala.
Nesses casos, a gerente Paula aconselha aos clientes "que
se dirijam às assistências técnicas
autorizadas, que irão analisar o produto, elaborar
um laudo técnico e tomar todas as providências
para a resolução da ocorrência". Foi
o que fez a leitora Maria Caminha Muniz, com péssimo
resultado: "Há mais de um mês meu celular está
na assistência técnica autorizada, sem solução.
Por diversas vezes tentei contato com a Nokia em São
Paulo, porém fui pessimamente atendida". Maria não
é a única insatisfeita com o atendimento técnico.
"Em vez de fazer um recall dos equipamentos defeituosos,
a empresa fica nos enrolando e alegando o fim do período
de garantia", reclama Álvaro Augusto Neto, de São
José dos Campos, São Paulo. Já na seção
de cartas dos leitores da edição passada de
VEJA, Guilherme Kalil, de Belo Horizonte, reclamava que
ao procurar assistência para seu aparelho 8860 na
Carolina do Sul, nos Estados Unidos, o vendedor informou-lhe
que o modelo havia sido retirado do mercado americano por
apresentar muitos defeitos. "Ele falou ainda que a Nokia
só distribuía esses aparelhos para a América
Latina." Os problemas não se restringem ao modelo
citado na reportagem. Proprietários de outros modelos
e de outras marcas também reclamam. "Possuo um aparelho
5120 da Nokia que em menos de um ano de uso já passou
quatro vezes pela assistência técnica, voltando
sempre com o mesmo defeito", conta a paraense Samarina Minas,
que diz estar notificando extrajudicialmente a empresa.
Luiz Pimenta Vieira teve problemas com o modelo Chroma da
Gradiente, concorrente direto do Nokia 8860: "Meu aparelho
descascou inteiramente, sua bateria dura no máximo
uma manhã". O catarinense Norberto José Kienen
é outro que comprou o modelo Gradiente e se deu tão
mal quanto os consumidores do 8860: "Ele apresenta os mesmos
defeitos", constatou, depois de ler a reportagem. Aos leitores
que ainda têm problemas com o aparelho e queiram entrar
em contato direto com a Nokia, Paula Barifouse pede que
liguem para o telefone 3039-3443, em São Paulo, ou
entrem no site da empresa na internet: www.nokia.com.br.
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