Edição 1826 . 29 de outubro de 2003

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A tetéia das seis

Dedicada, talentosa e bonita,
Mariana Ximenes alavanca a
audiência de Chocolate com Pimenta


Ricardo Valladares


Oscar Cabral
ATIVA E RESPONSÁVEL
Aos 22 anos, Mariana encabeça uma novela de sucesso, ganha salário acima de 35 000 reais, ajuda a ganhar audiência junto ao público jovem e ainda arranja tempo para fazer terapia


Galeria de fotos: Mariana Ximenes

Boa parte do sucesso de Chocolate com Pimenta, a novela das 6 da Globo, deve-se ao talento da atriz paulista Mariana Ximenes, de 22 anos. No papel da jovem e rica viúva Ana Francisca, ela vem ajudando a novela a conquistar a melhor audiência entre as últimas três do horário, com média de 36 pontos. "Escrevi a sinopse pensando nela. Seu personagem será fundamental para todas as histórias paralelas. É difícil arranjar uma atriz jovem, bonita e que saiba interpretar com humor e romantismo quando necessário. Ela é uma tetéia", diz o autor Walcyr Carrasco, usando uma expressão dos anos 20, época em que a trama se passa. Mariana encabeça o elenco da novela cômico-romântica, que também conta com as atrizes Priscila Fantin, Samara Felipo e Nívea Stelman – todas, à exceção de Mariana, vindas do seriado Malhação. A direção da Globo acredita que, quando Malhação acaba, o público jovem continua ligado na novela por se identificar com a protagonista e suas colegas.

A loirinha de olhos verdes pegou gosto pelo palco aos 6 anos, quando interpretou uma minhoca – isso mesmo – numa pecinha escolar. Desde então, ela já está em sua quinta novela. Mariana fez ainda cinco filmes (com ótimo desempenho, por exemplo, em O Invasor), uma minissérie e teve participações em especiais da Globo. Boa vendedora de produtos, desde os 12 anos já fez mais de 200 comerciais, por cachês que hoje batem nos 300.000 reais. Também seu salário na Globo é de veterana: acima dos 35.000 reais. Filha de um procurador do Estado e de uma fonoaudióloga, que apoiaram sua opção artística desde que começou a fazer teatro amador, aos 12 anos, Mariana conheceu Walcyr Carrasco, que viria a se tornar seu "padrinho", por causa de um namorico com o ator Caio Blat. "Lembro de Mariana novinha, em casa, comendo churrasco com o Caio", diz o autor. Foi numa novela sua, Fascinação, exibida em 1998 pelo SBT, que Mariana debutou na televisão. Em apenas dois anos, ela já se mudara para a Globo, onde fez Uga-Uga e estourou com o papel da freirinha Celi, de Andando nas Nuvens. Na ocasião, Mariana havia acabado de ser aprovada no vestibular da faculdade de cinema, em São Paulo. "Eu era muito nova, e foi uma decisão difícil deixar tudo e ir morar no Rio de Janeiro sozinha. Mas sempre fui muito responsável e ativa", diz. Na Globo, a sua reputação é de uma atriz que não se dá a estrelismos, é pontual e não tem preguiça de ensaiar. Aliás, não tem preguiça de nada. Mariana estuda história da arte, mitologia grega e artes plásticas e adora assistir a filmes antigos em companhia do marido, Pedro Buarque de Hollanda, empresário da produtora Conspiração Filmes. "Também faço terapia. É preciso cuidar também da cabeça", acrescenta. Porque o resto vai muito bem, obrigada.

 
 
 
 
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