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Turismo
Mordomia
no mato
Hotéis confortáveis e preços
mais baixos
aumentam a popularidade do ecoturismo

Rosana Zakabi
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Valdemir Cunha

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CHAPADA
DOS GUIMARÃES
A 69 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso Pacote-padrão:
sete dias de hospedagem em Cuiabá e em hotéis e pousadas do
Pantanal, passeios de barco e caminhadas com guias turísticos
Preço médio por pessoa:
2 000 reais*
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O
Brasil sempre ofereceu paisagens excelentes para a prática
do ecoturismo, mas só nos últimos anos, com a construção
de melhores hotéis e estradas e o aumento na oferta de lazer
organizado, esse tipo de passeio entrou realmente na programação
do turista brasileiro. O número de viajantes que trocam a
cidade por uma temporada em ambiente rústico cresce 15% a
cada ano desde 1998, o dobro da média do turismo convencional,
de acordo com a Embratur. A expectativa é que a procura dê
novo salto neste verão, em decorrência de duas novidades:
a primeira é a multiplicação da oferta de pacotes
de ecoturismo oferecidos pelas agências de viagem. A segunda
são os preços mais em conta. Graças ao aumento
da demanda, os pacotes saem em média 20% mais barato em relação
à temporada passada. Só a CVC, a maior operadora de
turismo do país, proporciona trinta pacotes de ecoturismo,
o dobro dos anos anteriores. Há três semanas, a TAM
Viagens, empresa do mesmo grupo da companhia aérea, lançou
68 pacotes, incluindo roteiros da selva amazônica, no extremo
norte, aos Aparados da Serra, região de cânions no
Rio Grande do Sul. A operadora paulista Ambiental Expedições,
especializada em ecoturismo, oferece oitenta opções
de roteiro, trinta a mais que três anos atrás.
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Dorival Elze

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PETAR
Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, a 300 quilômetros
de São Paulo Pacote-padrão: quatro dias de hospedagem em pousadas,
com café-da-manhã, locação de carro e passeios
Preço médio por pessoa:
1 100 reais*
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Boa parte dos passeios está localizada a menos de 100 quilômetros
de uma metrópole. Por isso, muitos pacotes podem proporcionar
o conforto da hospedagem na cidade grande. O turista sai para os
passeios todas as manhãs, em ônibus fretado, e volta
ao hotel no início da noite. Os roteiros preferidos dos brasileiros
estão bem estabelecidos. A maioria procura Itacaré,
Morro de São Paulo e Chapada Diamantina, na Bahia, Pantanal
e Bonito, em Mato Grosso do Sul, Jericoacoara, no Ceará,
Chapada dos Veadeiros, em Goiás, Chapada dos Guimarães,
em Mato Grosso, e Lençóis Maranhenses. Faz bem pouco
tempo que se pode chegar a esses locais de avião, com traslados,
guias e hotéis confortáveis. O passeio é rústico,
mas no fim do dia se volta para o ar condicionado, para as quadras
poliesportivas, para o salão de jogos e para a piscina aquecida.
Ilha de Marajó e Alter do Chão, uma vila de pescadores,
no Pará, também estão em voga entre os ecoturistas.
"A procura por esses destinos cresceu tanto que vamos começar
a oferecer vôos fretados", diz Luciano Castanho, gerente de
ecoturismo da CVC, que trabalha na área há dez anos.
Os Lençóis Maranhenses também devem ganhar
vôos fretados da CVC até o fim do ano. Os pacotes de
oito dias para a Ilha de Marajó e Alter do Chão ou
para os Lençóis Maranhenses custam em média
1 500 reais por pessoa, saindo de São Paulo.
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Felipe Goffman

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LENÇÓIS
MARANHENSES
Barreirinhas, a 272 quilômetros de São Luís, no Maranhão
Pacote-padrão: oito dias de hospedagem em São Luís e Barreirinhas
com café-da-manhã, passeio de lancha e de jipe
Preço médio por
pessoa: 1 500 reais*
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O preço das viagens varia de acordo com a distância,
evidentemente. Um dos roteiros mais baratos para quem sai de São
Paulo é o passeio para as Cavernas do Petar, a 300 quilômetros
da capital. O pacote de quatro dias da TAM Viagens, que inclui hospedagem,
locação de carro e prática de esportes radicais
com instrutores, custa 1 100 reais. Passar oito dias na Chapada
Diamantina, na Bahia, um dos locais mais procurados, sai por 2.000
reais. Para Bonito, em Mato Grosso do Sul, o valor cobrado é
1.500 reais, em média. Quase todas as operadoras oferecem
os dois roteiros. Um local que está na moda é Jalapão,
no leste do Tocantins. É um lugar lotado de cachoeiras, dunas,
praias de areias brancas, lagoas e rios excelentes para a prática
de caiaque e rafting. O pacote de seis dias da Ambiental Expedições
sai por 2.000 reais.
Luciano Candisani
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BONITO
A 278 quilômetros de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul
Pacote-padrão: cinco dias de hospedagem em hotéis ou fazendas-pousadas,
café-da-manhã e passeios com guias
Preço médio por pessoa:
1 500 reais* |
Um levantamento da Bahiatursa, empresa de turismo do governo da
Bahia, mostrou que o turista de ecoturismo (aliás, de acordo
com a pesquisa, ele é o mesmo que pratica esportes radicais)
tem poder aquisitivo maior que a média dos turistas brasileiros
e gosta de retornar sempre para os mesmos locais. São homens
e mulheres com dinheiro para gastar em equipamentos de mergulho,
jipes, aparelhos para a prática de rapel, canoagem, motos
e bicicletas especiais. No ano passado, os principais pontos de
ecoturismo da Bahia receberam 610.000 turistas, que geraram receita
de 120 milhões de dólares. Isso representa 15% de
todo o turismo no Estado. "Cinco anos atrás, era um número
irrelevante", diz Cláudio Taboada, presidente da Bahiatursa.
Segundo ele, o fluxo de turistas cresceu na mesma velocidade que
o número de hotéis e restaurantes nos locais de ecoturismo
da Bahia. Hoje há 15.000 hotéis e pousadas nas principais
regiões, 10.000 a mais que em 1998. Um dos lugares mais bem
estruturados é a Chapada Diamantina, que conta com hotéis
de qualidade, entre eles um cinco-estrelas, o Portal Lençóis,
e vários restaurantes, desde pizzarias até churrascarias.
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Preços com saída de São Paulo
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