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Educação
Parece
clube.
É faculdade
Universidades
americanas investem
em conforto e lazer para seus alunos

Paulo
Cunha
Divulgação
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| Universidade
de Washington: hidromassagem gigante |
Os
Estados Unidos têm 2.364 universidades e 15 milhões
de alunos no 3º grau. No topo do ranking está uma dezena
de escolas de reconhecida excelência acadêmica e tradição,
como Harvard e Yale, que reúnem perto de 200 000 alunos e
cobram anuidades em torno de 30 000 dólares. Seguem-se centenas
de instituições que, embora não pertençam
ao primeiríssimo time, também merecem respeito. É
exatamente nesse cenário que a disputa por alunos é
travada palmo a palmo. Com qualidade acadêmica e preços
(entre 10 000 e 15 000 dólares) similares, muitas estão
tentando se diferenciar com investimentos em conforto e lazer dignos
de um resort. A Universidade de Houston, no Estado do Texas, gastou
53 milhões de dólares em seu "centro de bem-estar",
inaugurado neste ano. A maior atração é uma
parede para escalada, com altura equivalente à de cinco andares.
A Universidade Estadual de Washington tem agora a maior banheira
de hidromassagem da Costa Oeste dos Estados Unidos, para cinqüenta
pessoas. Na Universidade Indiana da Pensilvânia, os alunos
podem relaxar treinando golfe num dos 52 simuladores disponíveis,
que reproduzem paisagens dos mais famosos campos do mundo.
Uma
pesquisa recente realizada entre candidatos a universidades americanas
mostrou que os alunos viraram consumidores exigentes e fazem questão
de tais amenidades. Como pagam caro pelo curso, querem o melhor
que podem ter, tanto em termos acadêmicos quanto em relação
às comodidades e aos serviços oferecidos pelo campus.
"Nós valorizamos a qualidade de vida do aluno", disse a VEJA
Kathy Anzivino, diretora de recreação da Universidade
de Houston. A mera existência de um cargo como esse numa faculdade
já mostra que a moda veio para ficar. Nessa escola, por ser
pública, foi necessário realizar um plebiscito interno.
A maioria dos 5.000 alunos votou pela obra. Para financiar todo
esse investimento, as universidades estão contraindo empréstimos
como nunca fizeram. De acordo com a Moody's, uma empresa que presta
serviços a investidores, as escolas despejaram 12 bilhões
de dólares em obras só nos primeiros nove meses de
2003 um aumento de 22% em relação ao ano passado
e quase três vezes mais do que em 2000. Há ainda inúmeros
projetos em fase de construção. A Universidade do
Estado de Ohio gastará 140 milhões de dólares
para tornar seu campus mais atraente. A Universidade do Mississippi
vai contra-atacar com um parque aquático, com quedas-d'água
e rios artificiais.
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