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Saúde
A
nova arma contra
ossos fracos
Chega
ao Brasil droga contra a
osteoporose capaz de reconstituir
parcialmente o tecido ósseo

Paula
Neiva
Na
próxima semana, chega ao Brasil o primeiro de uma nova classe
de medicamentos contra a osteoporose. Desenvolvido pelo laboratório
Eli Lilly, o Fortéo é o único remédio
capaz de estimular a formação de massa óssea.
Até agora, o arsenal disponível para o tratamento
do mal dos ossos fracos contava apenas com drogas que diminuem o
ritmo de destruição óssea. Chamadas de anti-reabsortivas,
essas substâncias não conseguem reconstruir a anatomia
interna do osso. Por isso, não são indicadas para
pacientes em estágios avançados da doença.
O Fortéo tem esse poder. Dessa forma, revelou-se extremamente
eficaz no combate a uma das conseqüências mais perigosas
da osteoporose, especialmente entre os doentes mais graves. Um estudo
publicado no The New England Journal of Medicine, uma das
revistas científicas mais importantes do mundo, mostrou que,
depois de quase dois anos de tratamento, o remédio reduziu
em até 90% os riscos de fraturas severas da coluna vertebral.
"Ao que tudo indica, os medicamentos mais antigos não oferecem
um grau de proteção tão alto para pacientes
em fases muito avançadas da osteoporose", diz o médico
Luiz Henrique de Gregório, presidente da Sociedade de Endocrinologia
e Metabologia do Rio de Janeiro. Calcula-se que o Fortéo
deva beneficiar cerca de 15% do total de vítimas de osteoporose.
Há no Brasil 5,5 milhões de doentes (veja quadro).
Aplicados os 15%, estima-se que 825 000 pessoas possam se valer
do remédio.
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O osso
é um tecido em constante transformação. Desde
a infância, o organismo troca tecido ósseo velho por
novo. Num organismo sadio, as células de construção
do esqueleto trabalham em sintonia com as de destruição.
Com o avançar da idade, é natural que as construtoras
reduzam seu ritmo de trabalho. Na osteoporose, elas ficam ainda
mais lentas, enquanto as células de corrosão funcionam
a pleno vapor. Resultado: ossos fracos como gravetos.
"Exames
indicam que o Fortéo consegue triplicar a ação
das células construtoras de osso", afirma a endocrinologista
Marcia Kayath, gerente médica do laboratório Eli Lilly.
É um avanço e tanto. O problema está no custo
e na forma de administração do novo produto. Diferentemente
dos remédios tradicionais, disponíveis em comprimidos,
o Fortéo só funciona como injeção. Além
disso, 28 dias de tratamento com Fortéo devem custar entre
1.700 e 2.300
reais. Com os outros, os gastos não passam de 150 reais.
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