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Terrorismo
Mais um crime
Organizador dos ataques
de 11 de setembro é
suspeito
de degolar jornalista americano
Fotos AFP
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| Mohammed:
terrorista está sendo interrogado pela CIA |
Khalid
Shaikh Mohammed é considerado o autor intelectual do ataque
terrorista às torres gêmeas do World Trade Center,
em 11 de setembro de 2001. Agora ele tem outra atrocidade para incluir
em seu currículo. O serviço secreto dos Estados Unidos
está convicto de que Mohammed cortou pessoalmente a garganta
do jornalista Daniel Pearl, seqüestrado no Paquistão
em janeiro do ano passado. Correspondente do The Wall Street
Journal na Ásia, Pearl fazia uma reportagem sobre o fundamentalismo
islâmico quando desapareceu em Karachi. Seu assassinato foi
comunicado de modo especialmente bárbaro: os terroristas
distribuíram uma fita de vídeo com o registro de sua
execução e decapitação. Foi feito de
tal forma que não se vê o rosto do assassino, só
suas mãos passando a faca no pescoço do jornalista.
Capturado em março no Paquistão, Mohammed está
preso em local não divulgado nos Estados Unidos, onde é
constantemente interrogado. É possível que ele tenha
confessado o crime exatamente num desses interrogatórios.
Como se trata de um caso de terrorismo, seu processo judicial é
secreto.
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| Daniel
Pearl no cativeiro: seqüestro e morte brutal |
Até
a nova revelação, o principal suspeito do bárbaro
crime era Ahmed Omar Saeed Sheikh, nascido na Inglaterra numa família
paquistanesa, condenado à morte no Paquistão, em julho.
Mohammed é um peixe muito maior que Sheikh. Ele era o chefe
de operações da Al Qaeda e trabalhava diretamente
com o chefão terrorista Osama bin Laden. Segundo a investigação
feita pela polícia paquistanesa, o jornalista foi morto por
membros de uma organização fundamentalista islâmica
que mantinha vínculos com Osama. O envolvimento direto da
Al Qaeda é uma novidade. Khalid Shaikh Mohammed é
mistério. De origem paquistanesa, ele é cidadão
do Kuwait. Foi estudante nos Estados Unidos nos anos 80 e
os colegas americanos lembram-se dele como um jovem afável
e acham difícil acreditar que tenha se transformado num dos
mais perigosos terroristas da atualidade A pesquisadora americana
Laurie Mylroie, autora de um livro recente sobre o esforço
da CIA para acabar com o terrorismo, vai mais longe: especula que
talvez ele nem sequer exista. Ela acredita que o homem preso nos
Estados Unidos não seja realmente Khalid Shaikh, mas um agente
iraquiano enviado por Saddam Hussein para dirigir a Al Qaeda. Nessa
especulação, ele usaria os documentos de Mohammed
capturados pelos iraquianos durante a ocupação do
Kuwait, nos anos 90. Será possível?
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