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Inglaterra
A premonição de
Diana
Carta guardada por mordomo mostra
que a princesa temia complô
para
envolvê-la em acidente de carro
Fotos AP
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| A
princesa Diana e o confidente Burrell: suspeitas em carta guardada
pelo mordomo |
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As circunstâncias da morte da princesa Diana, num acidente
de carro em Paris, há seis anos, têm os ingredientes
necessários para alimentar teorias conspiratórias.
Divorciada do príncipe Charles e às turras com a família
real inglesa, Diana mantinha na época um namoro com o playboy
egípcio Dodi Fayed, que, além de filho de um desafeto
da realeza, representava o risco potencial de a mãe do herdeiro
do trono (e, nessa condição, futuro chefe da Igreja
Anglicana) vir a se casar com um muçulmano. Quem gosta de
especular sobre o complô não poderia ter recebido melhor
reforço para as suspeitas: a própria Diana temia ser
vítima de um acidente de carro forjado pelo serviço
secreto inglês. Numa carta escrita em 1996, dez meses antes
de morrer num desastre de carro num túnel de Paris, a princesa
previu um plano maligno para assassiná-la. Falava em um acidente
de carro, provocado por falha nos freios, que a deixaria com "ferimentos
graves na cabeça". O objetivo? Diana acreditava que seria
tirá-la do caminho de Charles para que ele pudesse se casar
com a amante, Camilla Parker-Bowles. A princesa morreu num Mercedes-Benz
em que viajava com Fayed, o motorista e um guarda-costas.
A carta só foi divulgada na semana passada. Estava em poder
de Paul Burrell, mordomo de Diana por dez anos. Nesse período,
o serviçal não apenas se transformou em confidente.
Também foi cúmplice da princesa ao acobertar seus
namoros secretos. Agora, está fazendo fortuna com os segredos
da alcova real. Burrell incluiu a carta num livro de memórias,
A Royal Duty ("Um Dever Real", numa tradução
livre), que será lançado nesta semana. O tablóide
sensacionalista inglês Daily Mirror pagou 2,4 milhões
de reais pelo direito de antecipar trechos do livro em forma seriada.
Diana escreveu a carta de próprio punho, num papel com sua
logomarca, e colocou o nome do mordomo no envelope. "Quero que você
a guarde, para qualquer eventualidade", disse ela, segundo relato
de Burrell. Diana identifica quem estaria por trás do complô
nome que Burrell achou melhor omitir para evitar um processo
judicial. A imprensa inglesa afirma ser um agente do serviço
secreto ligado à família real.
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| Os
destroços do carro: a perícia disse que foi só uma fatalidade
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Será
possível que Diana tenha sido vítima da conspiração
assassina que ela só contou ao mordomo? A investigação
oficial francesa descartou a possibilidade de atentado e concluiu
que a culpa foi do motorista. Ele dirigia em alta velocidade, estava
bêbado e sob o efeito de tranqüilizantes na hora do acidente,
ao qual apenas o guarda-costas sobreviveu. Ou seja, foi uma fatalidade.
Mesmo porque seria difícil planejar um acidente com um batalhão
de fotógrafos como testemunha. Guarda-costas da princesa
durante vários anos, o inglês Ken Wharfe acha que a
carta não deve ser levada a sério. "Diana era paranóica
com complôs inexistentes. Via conspirações em
todo lugar", disse ao jornal Guardian. "Burrell era um bajulador,
que nunca diria a verdade a ela." Num trecho do livro, o mordomo
admite ter ajudado a princesa a procurar microfones escondidos sob
o tapete e nos armários do Palácio de Highgrove.
Há dois anos, Burrell chegou a ser preso sob a acusação
de haver roubado objetos pessoais da princesa após sua morte.
Só foi inocentado depois que a rainha Elizabeth II, de maneira
inesperada, o defendeu. Na época, surgiram rumores de que
ele tinha em seu poder uma fita de vídeo gravada por Diana
que comprometia um assessor de Charles, acusado de violentar outro
funcionário da família real. O mordomo realmente sabe
demais sobre os bastidores da realeza. Ele diz que antes de a separação
de Charles e Diana ser oficializada, em 1992, o casal já
recebia seus amantes no Palácio de Highgrove. Charles se
encontrava com Camilla; e Diana, com o major James Hewitt. Burrell
conta que, após o divórcio, a princesa recebeu nove
propostas de casamento. Mas desmente que ela estivesse grávida
de Fayed e também que pretendia se casar com ele sua
maior paixão, garante o mordomo, era o cirurgião paquistanês
Hasnat Khan, um amante que a desprezou.
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