Edição 1873 . 29 de setembro de 2004

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Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
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Radar

Felipe Patury (fpatury@abril.com.br)

• GOVERNO

É bom parar já
Lula acredita que a equipe do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, municiou as críticas de Tasso Jereissati ao projeto de parcerias público-privadas, as PPPs. Chamou o ministro, reclamou e mandou enquadrar a turma.

 

• ELEIÇÃO

Quero sua ajuda
O assessor da prefeitura de São Paulo Edson Ferreira trabalhou sem parar no jantar oferecido por Ivo Rosset a Marta Suplicy, na semana passada. Passou a noite avisando aos empresários presentes que telefonaria para pedir doações para a campanha.

Ameaça argentina
Tem um argentino que anda prejudicando Marta Suplicy. Não, não é aquele. É o presidente Néstor Kirchner. Ele espalhou que ouviu de Lula que Marta perderá a eleição porque é "muito auto-suficiente".

 

• POLÍTICA

A conta das usinas
Apareceu na briga do PTB pernambucano com o governo uma conta de 500 milhões de reais cobrada por usineiros pernambucanos muito simpáticos ao petebismo de resultados. O deputado José Múcio Monteiro, representante da classe, quer que o governo pague de qualquer jeito.

Só em novembro
O processo de expulsão de ACM do PFL só vai andar depois das eleições. O pedido foi feito por César Borges, candidato em Salvador, que acha que a expulsão pode atrapalhar ainda mais sua campanha. O partido concordou.

 

"Não durma, Lula"

Reuters
AFP
Lula e Bush: "Ô, Bush, você contou as mesmas piadas"

Quem disse que Lula e seu colega americano, George W. Bush, não falam a mesma língua? Os dois trocaram gracejos na semana passada, ao se encontrarem na sessão de abertura da Assembléia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. Ao passar por Lula, Bush brincou: "Lula, por favor, vê se não dorme durante o meu discurso". Depois da fala do americano, foi a vez de o brasileiro fazer graça: "Ô, Bush, eu fiquei acordado, mas você contou as mesmas piadas do ano passado".

 

• BANCOS

Eles voltaram
O Banco do Brasil mudou os diretores financeiros de três de suas quatro empresas de seguridade. Todos haviam sido escolhidos pelo PT. Os novos ocupavam postos importantes na gestão tucana.

 

• CONCORRÊNCIA

Decurso de prazo
A Nestlé acha que leva a Garoto porque o Cade simplesmente não terminou de julgar o processo no prazo legal. Os advogados da Nestlé já têm um documento oficial que comprova o atraso.

 

• AVIAÇÃO

Viva a gaveta!
O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, vinha pressionando para que o BNDES desengavetasse um pedido de financiamento da US Airways feito em maio. A companhia americana queria 200 milhões de reais para comprar aviões da Embraer. O BNDES foi salvo pela demora: há quinze dias, a US Airways pediu concordata.

 

• TRIBUNAIS

Rebelião no TCU
Os funcionários do Tribunal de Contas da União querem evitar na Justiça a posse do senador Luiz Otávio como ministro. O motivo é bastante razoável: ele responde a processos judiciais. A rebelião beneficia Raimundo Carreiro, candidato de Sarney derrotado pelo senador.

 

• SAÚDE

Disque-denúncia
A Agência Nacional de Saúde Suplementar vai passar a telefonar para os associados dos planos de saúde que, segundo os registros oficiais, teriam sido atendidos em hospitais públicos. Se foram mesmo, seus planos terão de pagar as despesas – o que não acontece hoje. O cliente, claro, não terá prejuízo.

 

• EXPORTAÇÃO

Lufada nos lucros
Algumas contas preliminares apontam para um lucro extra de 50 milhões de dólares para os exportadores brasileiros de suco de laranja. É 20% além do que estava previsto. Os ganhos são resultado da destruição da safra e das laranjeiras da Flórida, atingidas pelo furacão Ivan.

 

• PIRATARIA

A novela do selo
A Receita Federal diz que o selo fiscal é a prova de que nem sempre interessa às empresas combater a pirataria. Ele seria colocado em CDs e DVDs, para evitar fraudes e tornar obrigatório o pagamento de direitos autorais. As gravadoras recorreram à Justiça para não usá-lo.

 

• GREVE

Acharam um culpado
Os bancos privados culpam o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal pela greve dos bancários. Dizem que seus funcionários aceitam o reajuste de 8,5%, e que o problema está na reivindicação dos empregados dos bancos oficiais: como não teve reajuste no governo FHC, a turma do BB e da CEF, que passou a ser beneficiada pelo dissídio dos bancários neste ano, quer mais.

 

• ARTE

O bafafá do Tuk-Tuk
A Alfândega apreendeu uma instalação do escultor argentino Rirkrit Tiravanija que usa dois Tuk-Tuk, um táxi tailandês puxado por lambreta. Os fiscais explicam que os Tuk-Tuk estão presos porque a lei não permite importar carros usados. Será que eles acham que alguém quer fazer uma frota de Tuk-Tuk no Brasil?

 

E o barquinho vai, e na continha cai...


Dida Sampaio/AE
Machado: o Brasil a ver navios


Não há empresa de navegação do Brasil que não tenha uma cópia do edital para a compra de 22 petroleiros pela Transpetro, a companhia de navegação da Petrobras. O dado no mínimo curioso é que o documento oficial só sairá dentro de quinze dias. Apócrifa, a versão do edital que circula na praça diz que os treze estaleiros nacionais não terão vantagens na disputa dos cinco lotes de navios. Eles concorrerão em pé de igualdade com empreiteiras que nunca fizeram nem um caiaque. Os vencedores contarão com um financiamento de 170 milhões de reais do BNDES. Segundo o presidente da estatal, Sergio Machado, quem já fabrica navios terá dinheiro para modernizar suas instalações. Quem não fabrica levará um bom montante para construir seus próprios estaleiros. A condição é que tenha um sócio com tradição no setor.

 

 

 

 
 
 
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