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Tecnologia
De roupa nova
O Exército
americano
apresenta seu
novo uniforme, o primeiro em vinte anos
Reuters
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| Velcro no lugar de zíper:
a maior mudança, junto com a estampa digitalizada |
Presença constante no noticiário mundial há
quase um século, a farda de combate do Exército americano
acaba de ganhar uma nova versão. A mudança, que até
dezembro de 2007 estará implementada em todas as bases e
missões americanas do mundo, não tem obviamente nada
a ver com estética embora, pela eliminação
de detalhes e pelo uso de novos materiais, tenha algo do visual
clean que ocupa um nicho importante na moda civil. Tudo é
puramente funcional, buscando reunir as três qualidades essenciais
à vestimenta militar: eficiência, durabilidade e conforto.
A idéia de uniformes rígidos e até pomposos
há muito foi arquivada. "O uniforme deve ampliar as habilidades
do soldado e ajudá-lo a executar suas missões", diz
o coronel John Norwood, gerente da área de vestimenta e equipamento
individual das Forças Armadas americanas. A mudança
mais visível é no próprio padrão da
camuflagem, baseado em pixels de imagens digitalizadas, numa mistura
de tons de cinza, verde e marrom capaz portanto, como convém
a uma corporação praticamente multinacional, de se
integrar tanto a ambiente de deserto quanto de cidade e mata. Os
zíperes foram substituídos por velcro. Vantagem: não
machuca quando fica embaixo do pesado colete à prova de bala.
Desvantagem, apontada por soldados em carta à revista Army
Times: faz um barulho o treeect do velcro
especialmente inconveniente em missões na surdina. A farda
tem novos bolsos nos braços, pernas e peito e nada em preto
a cor foi abolida por ser considerada "não natural".
Até a bandeirinha americana ganhou uma tonalidade mais fosca,
e também uma função: pode ser lida com equipamento
infravermelho, para facilitar a identificação de camaradas.
Lançada
durante as comemorações do 229º aniversário
do Exército americano, a nova farda substitui o modelo criado
há vinte anos, cujo tom escuro de camuflagem provou ser inadequado
na primeira Guerra do Golfo, por contrastar com o ambiente desértico,
e foi rapidamente trocado. Mudanças no figurino militar americano
não são incomuns. Os uniformes de lona cáqui
com polaina e capacete tipo prato fundo da I Guerra Mundial viraram
coisa muito diferente (e mais prática) na II Guerra, quando
se adotou a indumentária que todo mundo conhece do cinema.
Esta, por sua vez, apareceu modificada na Guerra do Vietnã
(quando a camuflagem na selva se tornou essencial) e, posteriormente,
nas guerras do Oriente Médio. No Exército brasileiro,
a última mudança ocorreu em 1986 basicamente,
no tecido e na camuflagem mais disseminada. Tudo muito verde, já
que, pela doutrina militar brasileira, a farda se destina, antes
de tudo, ao combate na selva.
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Comandos em
várias ações
I GUERRA MUNDIAL
Lona cáqui
e polaina
II
GUERRA MUNDIAL
Na trincheira e
em Hollywood
GUERRA
DO VIETNÃ
Camuflagem
na mata vira prioridade
GUERRA
DO GOLFO
Padrão escuro
demais para a areia do deserto
GUERRA
NO IRAQUE
Até
2007, o
novo modelo entrará em vigor
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