Edição 1873 . 29 de setembro de 2004

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Gatinha, mas com garras

Reuters
Avril produzida: divisão


Até o joelho, uma patricinha, do vestido ao cabelo. Nos pés, de coturnos, seu eu habitual. Assim dividida, Avril Lavigne, a menina brigona do rock, chega aos 20 anos nesta segunda-feira. Falando a VEJA, Avril confirmou o tempero agridoce – açúcar no visual ("Foi a primeira vez que pus vestido em uma festa e achei legal. Também tenho uns pares de sapato alto e estou tentando me acostumar com eles"), pimenta na avaliação de (algumas) colegas. Confira.

Celine Dion: "Não sei. Não conheço".

k.d. lang: "k.d. quem?".

Norah Jones: "Essa eu sei quem é".

Alanis Morissette: "Adoro".

Madonna: "Gosto de tudo nela".

Pink: "Adoro".

Britney Spears: "Somos tipos diferentes de artista. As pessoas sempre nos comparam, mas somos opostas".

 

O branco do rap à mostra

O enfezado rapper Eminem está a ponto de revelar um segredo: sob a calça largona e camiseta mais ainda existe um corpinho que não faz nada feio para quem faz o gênero loiro-negro. A revelação deve acontecer (se acontecer) no clipe de lançamento do CD Encore, em outubro, gravado por um Eminem só de tênis e três pés de meia (um enrolado em partes imencionáveis). Ainda não se sabe se a seqüência – que o cantor fez numa rua de Los Angeles, totalmente à vontade diante da equipe de filmagem – irá ou não ao ar. Se for, atentem para um detalhe muito comentado por quem viu de perto: ele praticamente não tem pêlos no corpo.

 

A arma do general para ficar rico

 
AP
Kalashnikov apresenta sua vodca: no Brasil em 2005

Durante sessenta anos de comunismo, o general russo Mikhail Kalashnikov, inventor do fuzil preferido de dez entre dez guerrilheiros (e traficantes), desfrutou muita fama e pouco dinheiro. "Ganhei condecorações, mas sempre vivi de salário. A patente ficou com o governo", conta. Agora, aos 87 anos, prepara-se para lucrar algum com o nome famoso: lançou a vodca Kalashnikov, idéia do empresário inglês John Florey. "Sou presidente honorário da empresa e tenho participação nos lucros", orgulhou-se Kalashnikov em entrevista a VEJA, na qual informou que bebe, sim ("Ainda sou muito jovem!"), e garantiu que as duas, arma e bebida, "serão igualmente famosas". A vodca e seu general devem desembarcar no Brasil no ano que vem.

 

Anúncio que faz currículo

 
Santoro: ajudando a vender perfume no comercial com Nicole


Marcos Ramos/Ag. Globo


Em outubro, Rodrigo Santoro volta às telas internacionais. Serão apenas dois minutos de um comercial – mas daqueles que podem mudar uma carreira. Motivos: 1) seu par é Nicole Kidman; 2) o produto é o perfume Chanel nº 5; 3) o diretor é Baz Luhrmann, o mesmo de Moulin Rouge; 4) o papel, de escritor jovem com quem artista famosa tem tórrido romance, exigia "um ator de peso", que não tivesse "um ataque de nervos" diante da estrela. "Fizemos um teste", relata Luhrmann, "e ele mostrou por que é um dos maiores atores do Brasil." O comercial, acredita, será um sucesso: as mulheres vão sonhar ser Nicole e acordar com Rodrigo.

 

 

 

Dupla comemoração

 
Divulgação
Os noivos cumprimentam Bethy: cota de Krug

Radiante com o casamento da filha caçula, Patrícia, com o empresário paulista André Germanos, e também com as recentes vitórias nos tribunais (em março, foi inocentado de crime contra o sistema financeiro; em agosto, a Justiça Federal se disse incompetente para julgá-lo por crime contra a economia popular), o ex-megainvestidor Naji Nahas, hoje "consultor", acusado de quebrar a Bolsa de Valores do Rio em 1989, superou-se na comemoração. Calcula-se que tenha gasto 1 milhão de dólares – quase 3 milhões de reais – com a festa para 1.200 pessoas ("Não foi nem metade disso", rebate ele). Dos 160 convidados estrangeiros, três chegaram em Boeings particulares. A grã-viúva Bethy Lagardère veio de Paris; de blazer brilhante Pierre Cardin, sentou-se bem no fundo da Catedral da Sé (sim, o religioso foi na Sé, centro de São Paulo, e não, não é verdade que havia mais seguranças que convidados). "Queria ser a primeira a ver a noiva entrar na igreja", explicou. Para a festa, em uma tenda de 1.800 metros quadrados e 12 metros de pé-direito no jardim de sua casa, Nahas arrematou a cota anual inteira de champanhe Krug da importadora: 600 garrafas, a 150 dólares cada uma. Ao microfone, o canadense Paul Anka, ídolo dos anos 60 (tradução: a paleológica Diana cantada no original). Enfim, muito "mais Paris do que Campinas", como exigiam decoradores envolvidos na saga – sem saber que podiam, pela comparação, iniciar uma guerra de dar inveja a libanês.

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui, Sandra Brasil e, de Londres, Silvia Rogar

 
 
 
 
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