|
|
Cartas
 |
"Quem tem dificuldade
para engravidar não escolhe o sexo. Apenas espera que
o sonho de ter um filho se torne realidade. Tudo tem limite!"
Maria
Helena Concato Maruiti
Vila
Velha, ES |
A escolha do sexo dos filhos
Depois
de descobrir que não poderíamos engravidar por meios
naturais, procuramos a reprodução assistida para nos
ajudar. Estou no quinto mês de gestação e muito
feliz. Concordo plenamente que casais que têm problemas para
ter filhos procurem profissionais sérios e éticos.
Mas utilizar-se da reprodução assistida para escolher
o sexo do bebê? Até onde vai o egocentrismo do ser
humano ("Menino ou menina? Você já pode escolher",
22 de setembro)?
Ester Cristina Zomer
Rio
de Janeiro, RJ
Cada vez
mais me surpreendo com os avanços da medicina, mas ao mesmo
tempo me assusto com a degradação da ética
médica e com a amoralidade dos pretensos pais. A maternidade
deixou de ser um desejo e passou a ser um capricho, já que
o marketing médico vende a mercadoria conforme a vontade
da clientela.
Alexandra Zuqui Auler
Por
e-mail
É
necessário alertar os pacientes e os profissionais para o
fato de que o uso de técnicas de reprodução
assistida para a escolha do sexo dos bebês é proibido
pelo código de ética da medicina, além de condenado
pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.
A sexagem dos embriões é aceita exclusivamente em
casos em que há risco de transmissão de doenças
genéticas ligadas aos cromossomos sexuais. Dessa maneira,
o "balanço ou equilíbrio familiar" não é
uma justificativa aceitável para a prática. Estamos
convencidos de que esse procedimento não é usual na
grande maioria das clínicas que trabalham dignamente e corretamente
com reprodução assistida no Brasil.
Doutor
Selmo Geber
Presidente
da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
Belo Horizonte, MG
Considero
importante enfatizar que a escolha do sexo do bebê não
faz parte da rotina diária de um serviço de reprodução
assistida, que é ajudar casais inférteis a obter uma
gravidez que, de outra forma, seria impossível e ter um filho
saudável, independentemente do sexo.
Mario Cavagna
Diretor
da divisão de Reprodução Humana do Hospital
Pérola Byington
São Paulo, SP
Roberto DaMatta
Um primor
de lucidez e bom senso. Assim se pode qualificar a entrevista de
Roberto DaMatta nas Páginas Amarelas (22 de setembro). Destaque
para a análise da relação da sociedade brasileira
com essa entidade mal definida, mal-entendida a que chamamos governo.
Venerado pelos ingênuos como provedor de tudo a todos, fracassa
em suas obrigações fundamentais, malbarata nosso patrimônio,
inferniza-nos com sua burocracia e adota uma absurda postura imperial,
como se fosse ele o patrão, e não o empregado dos
cidadãos.
Carlos A. Salles
Rio de Janeiro, RJ
O entrevistado
expõe de maneira clara e inteligente como somos vistos lá
fora e quais são as possíveis saídas para muitos
de nossos problemas. São poucas as vezes que temos a oportunidade
de ler uma entrevista com tamanho conteúdo.
Cláudio Deodato de Almeida
Jaboatão
dos Guararapes, PE
Millôr
Nunca fui
fã de Millôr. Sou a Mariazinha do Passo Certo, sendo
leitora de VEJA desde seu início. Pois hoje 19 de
setembro estendo um tapete vermelho, sem brincadeiras, para
ele por sua isenção naquilo que escreveu ("Imprensando",
22 de setembro). Pode ser petista, lulista ou seja lá o que
for, mas é antes de tudo um jornalista engajado na luta pela
liberdade de expressão. Parabéns, Millôr, ganhaste
mais uma fã!
Susana Menda
São
Paulo, SP
Imagine
qual foi minha felicidade ao abrir a primeira página de VEJA
e encontrar na seção Carta ao leitor (15 de setembro)
um espaço que me presenteava com o retorno de Millôr.
Fui rapidamente até a página que tinha sua coluna
e me deliciei. Era exatamente o que esperava encontrar. Quando terminei
de ler, levantei a cabeça e, olhando para o teto, fiquei
refletindo de fato VEJA pensa em seus leitores. Meu Deus,
que presente! Millôr, obrigado por ter voltado. VEJA, obrigado
por trazê-lo de volta.
Valter Vicenzi
Por
e-mail
Estamos de parabéns pela
presença da genialidade de Millôr. VEJA, que já
era boa, ficou ótima, insubstituível. Como é
possível ser assim tão jovem aos oitentanos? Para
o rei do haicai, nossa homenagem: nesta altura da viagem, contar
a idade é contar vantagem.
Maria Cândida Guimarães
Aguiar
Divinópolis, MG
Lya Luft
Muito me encantam a pureza, a simplicidade
e a maestria com que Lya Luft expõe assuntos tão profundos.
Concordando com ela em todos os aspectos, só me resta dizer
que a morte é certa. Mas cabe a cada um de nós escrever
durante a vida se ela, a tão temida morte, será nosso
início, nosso fim ou apenas uma continuação
de uma vida bem vivida, em seus muitos motivos (Ponto de vista,
22 de setembro).
Aletheia Vitorino Soares Diaz Horta
Nova Venécia, ES
Gente
Sobre a nota "Sucesso na carreira,
briga em casa" (Gente, 22 de setembro), esclareço que o filho
do casal Álvaro Jacomossi Júnior e Isabeli Bergossi
Fontana está sob "poder familiar", tendo sido o mesmo entregue,
voluntariamente, pela mãe, aos cuidados do pai. Não
é verdade que Álvaro Jacomossi Júnior tenha
dado início a uma demanda judicial contra sua ex-companheira,
limitando-se a exercer seu direito legal de se defender. Por outro
lado, as partes e seus procuradores judiciais estão compondo
acerca da guarda (compartilhada) do filho. Álvaro Jacomossi
Júnior desconhece a existência de qualquer demanda
envolvendo o patrimônio das partes.
Luiz Carlos Cercato Padilha
Por e-mail
CORREÇÕES: O antropólogo
Roberto DaMatta, entrevistado nas Páginas Amarelas por VEJA
em 22 de setembro, é também professor da PUC do Rio
de Janeiro. • A frase "Embora apenas alguns poucos possam
produzir políticas públicas, todos podem criticá-las
e julgá-las", atribuída a Aristóteles (384
a.C.-322 a.C.), na verdade aparece na obra de Tucídides (360
a.C.-395 a.C.), que a atribui ao estadista e general romano Péricles
(495 a.C.-429 a.C.) (Carta ao leitor, 18 de agosto). • Na
revista VEJA Brasília (setembro de 2004), na matéria
"Siga os mestres", no destaque Árvores sob medida, consta
que Mendo Barreto é "arquiteto e paisagista"; na verdade,
ele é artista plástico e paisagista.
|
A
PRIMEIRA REFINARIA PRIVADA
Na
nota "Para que dinheiro público?" (Radar, 22
de setembro) foi dito que o Espírito Santo está
concluindo negociações para ter a primeira
refinaria privada de petróleo do Brasil. José
Antonio Penteado Vignoli, de São Paulo, escreveu
para dizer que "a primeira refinaria de petróleo
privada do Brasil foi a Indústria Matarazzo de
Energia S.A. (IME), parte integrante das Indústrias
Reunidas Francisco Matarazzo, que funcionava junto ao
complexo industrial de São Caetano do Sul. A
IME entrou em operação em 1939". José
Roberto Medeiros, de Bauru, Desiree Ottoni, de Campinas,
e Ruy Edy Iglesias da Silveira, de São Paulo,
dão outra informação: "O Brasil
já possui uma refinaria de petróleo privada
há 67 anos: a refinaria de petróleo Ipiranga,
em Rio Grande", escreveu Desiree. O site da companhia
de petróleo Ipiranga (www.ipiranga.com.br)
confirma que sua primeira refinaria, uma associação
de empresários brasileiros, argentinos e uruguaios,
entrou em operação no dia 7 de setembro
de 1937, na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
|
|
|