De volta ao passado

Prédios antigos restaurados, centros
históricos recuperados: é o Brasil
aprendendo a valorizar o seu patrimônio

Celso Masson

Fotos: Claudio Rossi
A Basílica de Nossa Senhora do Carmo, no Recife (acima), cuja restauração conta com o empenho da população, e a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, na vizinha Olinda (abaixo), com problemas de estrutura e aguardando recursos para ser recuperada: contraste ilustra o atual momento do patrimônio histórico no Brasil, entre novos investimentos e velhos problemas

o Brasil, sempre vigorou um desprezo assustador pelas construções do passado. Com poucas exceções, elas costumavam ser derrubadas e substituídas por prédios novos. Ou simplesmente abandonadas. Essa mentalidade de terra arrasada felizmente está mudando. Expressões como "preservação" e "patrimônio histórico", que faziam pouco sentido para o brasileiro médio, agora se materializam em obras espalhadas por várias cidades do país. O patrimônio histórico é a área que mais recebe investimentos no Brasil hoje, por meio da lei federal de incentivo à cultura. Atualmente, 60% dos pedidos de verbas feitos por prefeituras e governos estaduais ao Ministério da Cultura são para algum tipo de restauração. "Ficamos surpresos ao ver a quantidade de solicitações para reformas em igrejas, monumentos e sítios arqueológicos", diz o ministro da Cultura, Francisco Weffort. "A preocupação com a ecologia começou mais cedo, mas agora chegou a nossa vez", comemora Luiz Antônio Custódio, diretor de promoções do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. Cerca de 500 empresas, tanto públicas quanto da iniciativa privada, apóiam algum projeto do gênero. Ou seja, finalmente os brasileiros percebem que esse tipo de investimento estimula o turismo, gera empregos, aumenta as opções de lazer e tem até o efeito de aumentar a auto-estima dos moradores de uma cidade.

Um bom exemplo dessa mudança está em Santos, onde fica o maior porto do país, que era considerada uma das cidades mais feias do Estado de São Paulo, dado o nível de deterioração de seu centro histórico. Lá, a restauração de uma fortaleza do século XVI ilustra quanto pode ser intenso o envolvimento da população com a reabilitação de um de seus marcos. A obra, estimada em 750 000 reais, teve a metade dos custos arcada por instituições locais, principalmente pequenos comerciantes. "A ressurreição do monumento tem um efeito positivo na auto-avaliação da comunidade. É como se ela própria estivesse reagindo contra o descaso, o abandono e o vandalismo que castigaram aquela edificação", acredita o arquiteto Victor Hugo Mori, autor do projeto de recuperação da Fortaleza da Barra Grande. As reformas não têm apenas o objetivo de fazer uma plástica em prédios ameaçados pelo abandono ou pela falta de manutenção. Em muitos casos, a intervenção é feita para destacar, no cenário urbano, aquilo que os arquitetos chamam de "memória edificada". Toda cidade, mesmo as que passaram por transformações radicais, guarda na arquitetura as marcas de sua história, das tradições culturais e sociais da gente que a ergueu. Os laços sentimentais e ancestrais com a cidade costumam ser reforçados quando um monumento recupera o brilho do passado.

No Pelourinho, em
Salvador, antigos casarões
foram recuperados e
começam a sediar
instituições, como os
consulados de Portugal
e Grécia
. Já em Mariana (abaixo.), o desinteresse
dos proprietários de um
bem tombado transforma
história em ruínas
Foto: Fernando Vivas  

Atrações turísticas — Se a recuperação de um único monumento já produz uma reação positiva nos moradores de uma cidade, imagine-se o efeito provocado pela revitalização de um centro histórico inteiro. Nos arredores da Rua Bom Jesus, no Recife, antigos edifícios foram convertidos em novas opções de lazer, com bares, restaurantes, danceterias, teatros e galerias de arte onde antes só havia prostíbulos. O chamado corredor cultural, na região da Candelária, no Rio de Janeiro, é outro exemplo bem-sucedido nesse terreno. Nesses projetos, os caprichos dos técnicos integrados no trabalho são apenas um dos ingredientes envolvidos. Recuperar prédios ou áreas antigas é, hoje, uma tendência mundial, sustentada por duplo propósito. De um lado, segue-se o impulso óbvio de respeitar o passado, trazendo-o de volta. Além disso, existe o objetivo econômico. Cada área deteriorada que passa pelo processo volta a ser visitada. Pode, portanto, abrigar bancos, comércio e escritórios. No Brasil, um convênio protocolado entre o Ministério da Cultura e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) prevê a abertura de uma linha de crédito para financiar a revitalização dos centros históricos de sete cidades. Serão 200 milhões de reais para obras em quatro capitais — Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo —, além de Ouro Preto, Olinda e São Luís. Os planos de onde aplicar o dinheiro já estão prontos.

A restauração de edificações antes negligenciadas tem estimulado também o turismo. Em Florianópolis, cidade que tem nas praias o seu ponto forte, a recuperação de um conjunto de fortalezas que atravessaram o século completamente abandonadas mostra como esse tipo de investimento dá retorno. Desde que foram restaurados, os monumentos, que datam da primeira metade do século XVIII, tornaram-se a segunda maior atração turística da capital catarinense. Perdem apenas para o conjunto das praias. Entre dezembro de 1997 e março deste ano, 130.000 turistas visitaram os monumentos. Detalhe: só se chega a eles de barco. Cerca de vinte agências de turismo oferecem o passeio. Essa atividade gerou empregos e circulação de dinheiro.

No mesmo Estado, a pequena São Francisco do Sul, próxima a Joinville, tem um centro histórico tombado desde 1986. Até o início da década, o tombamento parecia ter levado mais transtornos que benefícios à cidade. Com a criação do Museu Nacional do Mar, em 1992, essa situação começou a mudar. Pólo de atração turística e de lazer para a população dos arredores, o museu passou a funcionar como elo entre a cidade e seu patrimônio, até então abandonado. Mostrando a diversidade das embarcações utilizadas no Brasil, como canoas, jangadas, baleeiras e saveiros, o museu foi apadrinhado pelo navegador Amyr Klink, que já fez várias doações para o acervo. "Acreditamos que a preservação atrai turistas e gera emprego", sustenta o criador do museu, Dalmo Vieira Filho.

Construída em 1744 e abandonada desde os anos 50, a Fortaleza de Santa Cruz, próxima a Florianópolis, foi recuperada e vem sendo mantida pela Universidade Federal de Santa Catarina. Com 130.000 visitantes apenas no último verão, o monumento gerou cerca de 100 empregos diretos na área de turismo

Oficina-escola — Um dos modelos de estímulo ao setor turístico é a revitalização do Pelourinho, em Salvador. Promessa de campanha feita em 1990, quando o senador Antonio Carlos Magalhães era candidato ao governo da Bahia, a obra começou em 1993 e deverá consumir 90 milhões de reais até o final. Já foram recuperadas 618 construções e há previsão de que outras 140 sejam restauradas. Nesses imóveis, estão se instalando lojas finas, bares, restaurantes e até consulados. Estima-se que os 3.600 eventos culturais realizados ali nos últimos três anos tenham reunido um público de 1,6 milhão de pessoas. Antes de ser restaurado, o Pelourinho despertava o interesse de apenas 8% dos turistas que visitavam Salvador. Não se admira. O lugar era sujo, mal freqüentado. Havia casas semidestruídas, sem telhados. Havia cortiços e um ar geral de decadência. Hoje, 40% das pessoas que vão conhecer Salvador aparecem para um giro no Pelourinho.

O turismo não é o único setor da economia a ser diretamente beneficiado pelo investimento em patrimônio. A própria mão-de-obra que os canteiros de restauração movimentam pode representar muito, sobretudo em regiões carentes. Goiana, cidade histórica a 70 quilômetros do Recife, é um dos lugares do país onde funciona uma das chamadas oficinas-escolas. Por meio de um convênio com o Iphan, o governo do Estado paga bolsas de um salário mínimo a sessenta estudantes, com idade entre 14 e 18 anos, para que eles trabalhem nas obras de recuperação das igrejas da cidade. "Em muitos casos, essa bolsa equivale à metade da renda familiar", calcula a arquiteta Marta Alves, responsável pelo projeto de restauração dos monumentos de Goiana. Em sistema de rodízio, cada aluno da oficina-escola aprende os fundamentos de todas as etapas de uma restauração. Além da remuneração, eles ganham o aprendizado de um ofício que pode até virar profissão.

Reboco à moda antiga — Com as atuais obras de restauração estão surgindo até novas técnicas. A arquiteta Maria Isabel Kanan, especialista em materiais de restauro, com cursos de especialização na Itália e na Inglaterra, desenvolveu em Santa Catarina o projeto TerraCal. Ali, o objetivo é recuperar uma tecnologia de construção utilizada no passado que caiu em desuso devido à introdução no mercado de novos materiais. "Buscamos devolver à edificação as qualidades do material utilizado originalmente, inclusive sob o ponto de vista estético", explica. Um desses materiais é a argamassa de cal, usada no reboco de vários edifícios históricos. A Casa da Alfândega, em Florianópolis, construída na década de 1870, está sendo restaurada com essa argamassa. Técnicos vieram da Alemanha para fazer o diagnóstico de cada detalhe. Até o grau de salinização das paredes foi examinado, porque esse é um fator que põe em risco a estrutura do edifício.

A combinação de técnicas novas com antigas é uma das vantagens que as restaurações atuais levam em relação às do passado. O Convento de Santo Antônio, na cidade histórica de Igarassu, em Pernambuco, está sendo restaurado por uma força-tarefa formada por quatro fundações de três países e financiada com recursos da União Européia e dos bancos Itaú e BNDES. A obra faz parte do programa Rafael, empreendido pela União Européia para valorização do patrimônio barroco ao redor do mundo. Para garantir a qualidade da obra, técnicos brasileiros, portugueses e espanhóis passaram por um treinamento de três meses, dado por especialistas. Desde maio de 1997, uma equipe de artífices portugueses trabalha na igreja do convento, que será integralmente restaurada a um custo de 1,5 milhão de reais. Para recuperar os amplos painéis de azulejos que adornam as laterais da nave, estão sendo aplicadas duas técnicas. Uma é a reconfecção integral das peças danificadas. Outra é a restauração a frio, com tintas especiais, das áreas menos danificadas (veja quadro).

É sensacional que o dinheiro esteja chegando e que as obras sejam tocadas com maior rigor. Nada disso, porém, resolve um problema grave no setor, que é a falta de mão-de-obra qualificada. As oficinas-escolas são ótimas para minorá-lo, mas estão longe de ser suficientes para resolvê-lo. Para contornar essa dificuldade, o jeito é apostar em iniciativas individuais. Rosália Albuquerque de Menezes, a única restauradora do Iphan em Pernambuco, vem treinando, no próprio canteiro, os interessados em aprender a profissão. No ano passado ela trabalhou com trinta auxiliares. Hoje emprega 22 na recuperação dos móveis da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, no Recife. Os mais experientes já coordenam grupos novos. "Muitos problemas podem surgir quando não se usa mão-de-obra especializada", adverte Rosália, que já foi chamada para socorrer às pressas restaurações que vinham sendo conduzidas de modo incorreto.

Remendos grosseiros — Se uma mão de tinta espalhada sobre um monumento pode ajudar a eleger um político, ela não traz benefício algum para o patrimônio. Em certos casos, mesmo sobrando dinheiro, a intervenção é desastrosa. Um exemplo visível de serviço malfeito, que pode ter conseqüências drásticas para a própria saúde da edificação, é a obra que se encontra em andamento na Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto. Viabilizada pela Fundação Roberto Marinho a um custo de 470.000 reais, ela está sendo conduzida sem os cuidados mínimos. As irregularidades na colocação das telhas chegam a dar pena. Refeito há pouco tempo, o telhado já apresenta goteiras, que podem gerar problemas de infiltração e umidade excessiva. Nem é preciso ser especialista para notar os grosseiros remendos do assoalho, principalmente no piso da área reservada ao coro. Também em Ouro Preto, a Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia foi entregue como restaurada pelo Iphan em 1984. A obra feita na época deixou seqüelas como uma infiltração de água pelo desvão do telhado, o que quase comprometeu a edificação. "Havia muito peso da cobertura sobre as paredes, que poderiam desmoronar", relata o restaurador Geraldo Victor Cotta, hoje encarregado de uma nova restauração da igreja, feita com uma doação de 100.000 dólares da Fundação American Express.

A preocupação com o patrimônio histórico e cultural é recente no Brasil. Surgiu no final dos anos 30, quando o então ministro Gustavo Capanema criou uma secretaria para cuidar do assunto. Formada por modernistas como o arquiteto Lúcio Costa e o escritor Mário de Andrade, a Sphan deu o primeiro passo ao realizar o tombamento, no âmbito federal, de uma enorme quantidade de monumentos históricos. Foi o primeiro órgão do gênero em todo o mundo a tombar, de uma só canetada, seis cidades inteiras — todas em Minas Gerais. O tombamento é um recurso jurídico para que um determinado bem, móvel ou imóvel, seja preservado. Ele não tira o direito de propriedade, apenas enquadra o bem em leis específicas. Isso para garantir que não sejam feitas intervenções que descaracterizem o objeto, o que poderia ameaçar sua história.

Não basta, no entanto, tombar. É preciso dinheiro para evitar que as construções se deteriorem. Nem todo proprietário de um imóvel tombado pode arcar com os custos de manutenção, que costumam ser altos. Em Mariana, uma das cidades tombadas pelos modernistas nos anos 30, um casarão histórico desmoronou há cerca de quatro meses pelo total descaso dos donos. Apesar de o investimento no setor ter crescido significativamente nos últimos anos, o orçamento do Iphan, órgão subordinado ao Ministério da Cultura, diminuiu 40% neste ano. Enquanto a iniciativa privada investe cada vez mais e a população demonstra um crescente interesse por sua memória, fazendo dos monumentos atrações turísticas, o governo age na contramão, cortando verbas. Pode significar um retorno perigoso à mentalidade que fez com que o patrimônio virasse sinônimo de "prédio velho".

Uma restauração, passo a passo

A Igreja do Convento de Santo Antônio, construída em 1588, em Igarassu (PE), onde hoje funciona o Museu de Arte Sacra, passa por uma restauração completa. As técnicas adotadas foram desenvolvidas em colaboração com espanhóis e portugueses

Bisturi, espátula de dentista e solventes são usados para remover as camadas de repintura que, com o passar do tempo, foram acrescidas à ornamentação original do forro, altar e oratórios. A camada pictórica mais antiga é então fixada

A recomposição dos azulejos que decoram as laterais da nave é feita por meio de duas técnicas. Uma é a reconfecção das peças, seguindo o modelo danificado. Outra, é o retoque a frio, com tintas especiais

As talhas, danificadas por umidade, fungo e cupins, são recuperadas e recebem tratamento para evitar novas infestações. Por último, vem a aplicação de ouro 23 quilates. As peças mais degradadas (apenas 0,5% do total) serão substituídas por réplicas e ficarão expostas em um museu


Deu certo

A Capela do Padre Faria, construída entre 1701 e 1710, é considerada a mais antiga de Ouro Preto. Estava praticamente arruinada quando a prefeitura, em 1995, decidiu recuperá-la. As obras foram orçadas em 280.000 reais por uma empreiteira de Belo Horizonte. Feita por técnicos recém-formados em um curso local, a intervenção custou bem menos. A prefeitura desembolsou apenas 15.000 reais. Outros 40.000, doados pelo banco francês CCF, possibilitaram a recuperação do altar e do assoalho. Satisfeito com o resultado do investimento, o banco destina 15.000 reais anualmente para a manutenção da capela

Deu errado

Uma reforma feita às pressas na Igreja de Nossa Senhora das Mercês, em Ouro Preto (acima), quase provoca seu desabamento. Concluída em 1984, a obra deixou seqüelas que exigiram nova intervenção, do telhado ao piso. Também em Ouro Preto, os 470.000 reais para restaurar a Igreja de Nossa Senhora do Rosário estão tendo péssimo destino. O descuido na colocação das telhas (à dir.) é um exemplo da baixa qualidade do serviço, que pode ter graves conseqüências


A memória feita de papel

A Biblioteca Nacional,
que foi alagada logo
depois da reforma:
conservação complicada
Foto: Oscar Cabral  

O prédio que abriga a Biblioteca Nacional, no centro do Rio de Janeiro, ilustra o quanto a preservação de bens culturais é um desafio constante para o Brasil. Inaugurado em 1910, o edifício foi tombado em 1973 pelo Iphan. Há cerca de quatro anos, a Fundação Roberto Marinho e o Banco Real investiram 3 milhões de dólares em obras de restauro da fachada e do saguão de entrada e na recuperação do telhado. Logo depois da reforma, uma chuvarada inundou o armazém geral, que fica no sexto e último andar. No ano passado, a cobertura teve de passar por nova reforma. Sem ter como resistir às tempestades torrenciais que costumam desabar no verão carioca, o telhado representava uma ameaça para o colossal acervo da biblioteca, a oitava maior do mundo, com 8,5 milhões de peças.

A difícil conservação das obras tornou-se a prioridade da direção da biblioteca. Ainda assim, é quase inevitável que itens do chamado acervo especializado, que reúne as seções de obras raras, manuscritos, iconografia e música, abarrotem as mesas do laboratório de restauração. Na Biblioteca Nacional, a obra impressa mais antiga é a Bíblia de Mogúncia, de 1462, publicada por Johann Fust e Peter Schoeffer na cidade em que Gutenberg inventou a imprensa cerca de doze anos antes. Dos sessenta exemplares que restam no mundo, impressos em pergaminho, a Biblioteca Nacional guarda dois. Relíquias assim ficam protegidas num cofre. A maior parte do acervo, porém, acaba sofrendo os efeitos nocivos da umidade excessiva e da poluição do centro do Rio.

Na maioria das vezes, é possível dar vida nova a peças deterioradas. A limpeza é feita com pó de borracha e banhos, o papel é tratado com hidróxido de cálcio para torná-lo menos quebradiço e até os furos deixados por traças são preenchidos com polpa de papel. Desde 1993, o laboratório dedicou-se a recuperar grandes coleções: mais de 250 gravuras italianas, 800 estampas retratando a fauna e a flora brasileiras feitas durante uma expedição científica de Alexandre Rodrigues Ferreira, no século XVIII, e 200 gravuras do alemão Albrecht Dürer (1471-1528), um dos grandes nomes do Renascimento. Há planos de restaurar uma coleção de antigos mapas. Alguns deles, feitos por holandeses no século XVIII, são consultados com freqüência por caçadores de tesouros perdidos, interessados em coletar dados sobre navios naufragados e suas cargas. O trabalho de conservação e restauração feito atualmente pela biblioteca é fundamental para que o seu riquíssimo acervo não tenha o mesmo destino daqueles tesouros.

Virginie Leite

Com reportagem de Cíntia Campos, de Salvador




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