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Cuidados Praga domésticaOs cupins
são uma das maiores ameaças à
Se você tem reparado a presença de grãos minúsculos ao lado da cômoda ou percebeu uma camada fina de terra nos cantos mais escuros da casa, prepare-se. Esses são alguns sinais da visita desagradável de uma das mais devastadoras pragas urbanas, os cupins. Se não forem combatidos da forma correta, podem inutilizar os móveis ou comprometer em poucos meses as vigas do telhado e as estruturas de madeira da casa. Isso significa prejuízo. Um levantamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, que analisou a ação dos cupins em 240 casos registrados num prazo de vinte anos, calculou em 14.000 dólares o preço médio da recuperação de uma casa infestada. Impedir que a praga tome conta da casa é mais simples e barato do que tirá-la de lá (veja fichário). A melhor época para fazer a prevenção é agora, antes do fim do inverno. Os insetos atacam durante todo o ano, mas na primavera começam a formar novas colônias. Os bichinhos que voam ao redor das lâmpadas nas noites quentes e úmidas são cupins em busca de um lugar para se aninhar. A fase da revoada é a única em que eles não são sensíveis à luz. E se escolherem a sua casa? "O ideal é tratar os móveis e o madeirame da construção com inseticida para impedir a formação de colônias", diz o agrônomo Hilton Luvison Pinto, que trabalha numa empresa de São Paulo especializada no combate a pragas. Quem ainda não tomou essa providência e já percebeu os sinais do inseto deve começar a agir. Uma única rainha, a responsável pela reprodução da espécie, pode pôr até 10 000 ovos por dia. Como a rainha vive em média vinte anos, isso significa outros 70 milhões de descendentes cupins. Entre eles, novas rainhas que deixarão o ninho para tentar criar novas colônias. "Os cupins são devastadores e estão em atividade constante", afirma o biólogo Flávio Carlos Geraldo, diretor da Associação Paulista dos Controladores de Pragas Urbanas. "O problema é que as pessoas só se preocupam depois que eles se instalam." Veneno O primeiro passo para combater os insetos nas casas já atacadas é identificar o tipo e a extensão da colônia. "O diagnóstico feito por um técnico é essencial para definir o tratamento", conta o biólogo Antonio Tadeu Lelis, consultor da divisão de produtos florestais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo. Além de atacar a madeira, os cupins procuram também os livros, as caixas de papelão e qualquer outro material à base de celulose, sua fonte de alimento. A espécie que faz ninhos subterrâneos invade as casas e os apartamentos através das frestas que encontra na estrutura. Na busca pelo alimento, sobe pelos canos da rede elétrica e destrói o que encontra pela frente. Aproveita as pequenas falhas no concreto e nos tijolos e pode destruí-los.
Os venenos utilizados são muito tóxicos. Por isso, é melhor nem tentar fazer o serviço por conta própria. Os móveis que recebem o veneno contra o cupim de madeira devem ficar isolados por pelo menos 48 horas. O tratamento contra o cupim subterrâneo é feito com outro tipo de inseticida, e as casas devem ser desocupadas por um dia. Tanto o processo de prevenção quanto o combate à praga devem ser orientados e executados por especialistas. Antes de encomendar o serviço convém observar alguns detalhes. É bom verificar, primeiro, se a firma tem alvará de funcionamento da vigilância sanitária da cidade a que atende. Também é recomendável solicitar uma lista de clientes atendidos pela empresa, com endereço e telefone. Não deixe de ligar para um ou dois para checar se foram bem atendidos. Exija também um certificado de garantia do serviço. Algumas empresas verificam de três em três meses, durante um ano, se os cupins não voltaram. Com um inimigo tão perigoso como esse, convém não facilitar. |
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