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Comércio exterior Alívio externoMelhoram os resultados da balança comercial brasileira O governo anunciou na semana passada uma boa notícia sobre o comércio exterior brasileiro. Melhorou o resultado da balança comercial. O déficit no primeiro semestre deste ano foi 46% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Contrariando a expectativa de que seria mais difícil vender produtos brasileiros para um mundo abalado pela crise nos mercados asiáticos, as exportações cresceram 5%. Ao mesmo tempo, as importações diminuíram. Apesar da melhoria nas contas externas, o saldo brasileiro continua desfavorável. O semestre fechou com déficit de 2 bilhões de dólares. Mas os sinais de recuperação da economia ajudaram a colocar uma pedra sobre as previsões catastrofistas de um rombo comercial de 7 bilhões de dólares para este ano. Caso não aconteça um novo terremoto no cenário mundial, o déficit deve ficar em 4,5 bilhões de dólares (veja quadro abaixo).
Um dos pontos mais sensíveis do Plano Real, o déficit da balança comercial aumenta a dependência do Brasil em relação ao capital externo e alimenta a fogueira dos juros altos, que inibem a retomada do crescimento econômico. Não é simples desatar esse nó, mas os últimos números abrem caminho para algum otimismo. As mudanças no câmbio e a redução dos juros, em ritmo lento e gradual, têm ajudado muito os exportadores. Outro fator importante é o processo de reestruturação do parque industrial brasileiro, iniciado com a abertura econômica do começo da década. Um caso exemplar é a Embraer, fabricante de pequenos jatos, que estava quebrada alguns anos atrás, foi privatizada, voltou a funcionar bem e se tornou uma grande exportadora. Além disso, o governo dobrou as linhas de crédito para exportação, e hoje há 1,3 bilhão de reais para ajudar as empresas a vender no exterior. "Pretendemos zerar o déficit da balança comercial em três anos", planeja o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria e Comércio, Maurício Cortes.
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