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O rei sou eu
Gates
deixa o trono mas fica no poder
Aos 42 anos e com
uma fortuna estimada em 51 bilhões de dólares, que o
torna o homem mais rico do mundo, o americano Bill Gates
poderia, mais do que ninguém, levar uma vida de sombra e
água fresca. Foi essa a impressão que deu, na semana
passada, ao passar a presidência executiva da Microsoft
para seu antigo vice, Steve Ballmer. Gates deu ainda
claros sinais de que nos próximos dez anos deixará
também o cargo de presidente do conselho de
administração da companhia. Engana-se, porém, quem
imaginar que ele passará o resto de seus dias
descansando em sua casa multimilionária à beira do Lago
Washington ou numa ilha secreta no Pacífico. Bill Gates
não quer nem ouvir falar em aposentadoria. "De
jeito algum este é um passo atrás ou a redução de
minhas atividades", disse.
Por meio de um
memorando, Gates explicou que vai dedicar a maior parte
de seu tempo ao desenvolvimento de produtos, a área
vital do seu negócio. Além disso, seus interesses
também começam a se estender por outras áreas, como
uma futura rede de satélites, emissoras de TV nos
Estados Unidos, empresas de telefonia e até de cinema.
Ballmer, que também tem 42 anos, foi colega de Gates na
Universidade Harvard, trabalha com ele desde 1980 e já
era considerado o número 2 da empresa. Agora, sua
missão será aumentar ainda mais o faturamento da
Microsoft, que cresceu 28% em 1997 e chegou à marca de
14,5 bilhões de dólares.

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