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Planos de saúde Socorro em casaCresce a oferta de planos que atendem em domicílio
O sistema público de saúde funciona mal. É uma razão pela qual empresas privadas oferecem planos e seguros de saúde a 40 milhões de brasileiros. Os prontos-socorros, no entanto, mesmo os privados, também não atendem a contento. Portanto, existe mais uma brecha de mercado a ser explorada. Com a promessa de acabar com o problema de quem precisa de cuidados médicos emergenciais mas não quer submeter-se às agruras de um pronto-socorro, um novo tipo de plano de saúde está fazendo sucesso. Vinte empresas que oferecem serviço de emergências em domicílio atendem 2 milhões de usuários em várias cidades do Brasil. A maior delas, a Ecco-Salva, atua em Curitiba desde 1992, faz 300 atendimentos diários e já tem 210.000 clientes, ou seja, quase 14% da população da cidade.
Esse tipo de plano tem alguma semelhança com os antigos médicos de família. A diferença básica é que, no caso dos planos, o médico não faz consultas nem prevenção. Atende apenas em situações de emergência. A equipe de atendimento vai até onde está o paciente, diagnostica o problema, faz os primeiros socorros e, se necessário, o leva ao hospital. A cobertura do plano termina aí. Para ser atendido no hospital, é preciso ter cobertura de um outro plano, convencional. No caso de fraturas, por exemplo, a pessoa recebe os primeiros socorros do plano de emergência, é imobilizada com talas infláveis e levada a um hospital. Ataques de asma e bronquite, comuns em crianças, são atendidos com inaladores e centrais de oxigênio no próprio local. A equipe que está com o paciente é orientada por um médico supervisor por meio de uma central de rádio. Em 93% dos casos o problema é resolvido em casa. Derrame na Copa Nos planos convencionais, paga-se para ter a cobertura de consultas, atendimento em prontos-socorros e internações hospitalares, mas poucos oferecem também transporte até o hospital. O novo modelo funciona como um complemento. É mais barato (em Curitiba custa, em média, 10 reais por mês), mas inclui apenas o transporte, quando necessário, e os cuidados que podem ser feitos em casa. O policial civil aposentado João Gois Padilha chamou o serviço durante o primeiro jogo do Brasil na Copa, quando teve um derrame cerebral. O atendimento rápido que recebeu em sua própria cama, antes de ser levado ao hospital, salvou-lhe a vida. Na última terça-feira, teve uma recaída e pediu socorro de novo. Foi medicado, recebeu inalação e a equipe foi embora. Raul Juste Lores
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