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Fitoterapia Farmácia naturalRemédios de plantas são distribuídos pelo SUS
O uso de plantas medicinais é uma prática antiga no Brasil uma herança indígena, perpetuada na cultura popular. Nos últimos anos, no entanto, o que era tido como curandeirismo conquistou espaço nas prateleiras dos ambulatórios públicos. Em Vitória, no Espírito Santo, a prefeitura investiu 15 000 reais na instalação de um laboratório para a produção de medicamentos fitoterápicos. Em menos de dois anos, 200.000 cápsulas e 25.000 frascos de tinturas feitas à base de plantas medicinais foram produzidos e distribuídos pelo Sistema Único de Saúde, SUS. "Antes, todos os medicamentos aviados aqui eram alopáticos, que são muito mais caros", afirma o secretário de Saúde de Vitória, Anselmo Tose. Hoje, os fitofármacos representam cerca de 5% das 30.000 receitas expedidas mensalmente nos ambulatórios municipais da capital capixaba (veja alguns exemplos). A principal inspiração para grande parte desses projetos públicos de fabricação e distribuição de remédios à base de plantas é o programa Farmácias Vivas, criado pela Universidade Federal do Ceará. "O mais importante disso é que transferimos o conhecimento científico produzido na universidade para a comunidade", afirma o professor e criador do projeto, Francisco de Abreu Matos. Atualmente, 37 Farmácias Vivas atendem a oito bairros de Fortaleza e 29 cidades do interior do Estado. Em geral, cada uma tem um viveiro de plantas e um laboratório em que elas são transformadas em remédios. "Sem enjôo" A funcionária pública Ladimar Meireles, 41 anos, é uma das 1.200 pessoas que usam regularmente medicamentos fabricados pelo laboratório de fitoterapia da prefeitura de Vitória. Para tratar de uma gastrite crônica, ela sempre usou alopatia. Em julho do ano passado, substituiu-a com sucesso por cápsulas de espinheira-santa. "Os remédios comuns faziam efeito, mas me causavam enjôos e indisposição", conta. Em Minas Gerais, um programa semelhante foi instalado há três anos na cidade de Ipatinga. Os remédios fitoterápicos são distribuídos para seis unidades do SUS e para grupos de diabéticos e hipertensos. Na empresa paranaense Klabin, que fabrica papel e celulose, 70% dos funcionários que buscam auxílio médico são tratados com fitofármacos produzidos no próprio horto. Os gastos com medicamentos caíram à metade. José Edward
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