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Estados Unidos De cara limpaNova York acaba com a pornografia em Times Square Nova York não é nenhuma cidade santa, mas se depender do prefeito Rudolph Giuliani, pornografia e sexo explícito estão para sempre banidos de Times Square, a região de Manhattan que concentra as casas de massagem, os clubes de strip-tease e as lojas de artigos eróticos da metrópole. Depois de anos de disputa judicial com os donos dos negócios pornográficos, o prefeito obteve na semana passada autorização da Justiça para fazer valer uma lei que proíbe esse tipo de comércio a menos de 150 metros de residências, escolas, creches e igrejas a definição foi feita de encomenda para incluir 159 dos 164 estabelecimentos pornográficos da região. A última esperança dos comerciantes do sexo é um recurso à Suprema Corte, sob o argumento de que a prefeitura está exercendo censura à liberdade de expressão, o que seria inconstitucional. Por enquanto, está valendo a lei do prefeito. A semana foi de corre-corre no comércio pornô. Cinemas de sexo explícito substituíram os títulos dos filmes, boates de strip-tease cobriram letreiros e vestiram garotas de programa com biquíni e camiseta. Aura de depravação A vitória judicial era o que faltava para acabar de vez com a aura de depravação que durante décadas envolveu Times Square, a fervilhante região entre a Sétima Avenida e a Broadway onde estão os teatros mais famosos. Desde que assumiu o cargo, em 1994, Giuliani tem feito o que pode para acabar com a pornografia em Nova York. Times Square, a praça propriamente dita, que os nova-iorquinos consideram o coração da cidade, está irreconhecível. Depois de fechar os locais barras-pesadas e acabar com a prostituição prendendo clientes em flagrantes, a prefeitura convenceu empresas respeitáveis, como a Disney, a se instalar no local. Reeleito no ano passado com maioria esmagadora dos votos, Giuliani transformou Nova York numa cidade limpa e mais segura. Reduziu de tal forma a criminalidade que a cidade nem sequer aparece na lista em que era líder há dez anos, a das 150 cidades mais perigosas dos Estados Unidos. A política de combate ao crime que aplicou (e que está servindo de modelo no resto do país) é conhecida por "tolerância zero". Baseia-se na idéia de que os crimes mais pesados diminuem quando se coíbe com rigor mesmo os pequenos delitos. Os policiais são premiados por produtividade, medida não pelo número de prisões que fazem, mas pela diminuição da criminalidade na sua área de trabalho. Agora, finalmente, chegou a vez de Times Square.
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