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Vietnã Atrás da cenaFotógrafo diz que general do Vietnã não foi um monstro A Guerra do Vietnã custou 2 milhões de vidas, mas nenhuma delas fez história como a do prisioneiro vietcongue morto por um tiro à queima-roupa pelo general Nguyen Ngoc Loan, chefe de polícia sul-vietnamita, no dia 1º de fevereiro de 1968. A cena foi registrada por um cinegrafista de televisão e por um fotógrafo da AP. Converteu-se no símbolo da selvageria da guerra. Feita no momento exato do disparo, a foto valeu ao fotógrafo Eddie Adams o Prêmio Pulitzer, o Oscar do jornalismo americano. Ao morrer de câncer, duas semanas atrás, o general Loan foi descrito em tons sombrios nos necrológios, com a notável exceção do elogio fúnebre feito pelo próprio Adams na revista Time. "Duas pessoas morrem naquela foto", escreveu. "O receptor da bala e o general." Sem a foto, diz Adams, teria sido mais uma morte anônima. Como virou escândalo internacional, pôs fim à carreira do general. Exilado nos Estados Unidos, o militar quase foi deportado como criminoso de guerra. Adams diz que a foto não conta toda a verdade: Loan era um soldado respeitado que agiu no calor da Ofensiva do Tet, indignado com a chacina de civis pelos vietcongues. "Não estou dizendo que o que ele fez estava certo, mas você tem de se pôr em seu lugar." É um julgamento para a História.
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