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Polícia A polícia da Dinamarca está pedindo às autoridades brasileiras para ajudá-la numa investigação cabeluda. Uma Fundação de Proteção do Meio Ambiente arrecadou de incautos algo como 3 milhões de dólares para combater a devastação das florestas no Brasil. Era golpe. Eleição A Volkswagen está distribuindo carros da marca Gol a candidatos amigos. Só um ex-ministro recebeu trinta. Sindicalismo O movimento operário anda gelado. Em 1995, a Justiça julgou nove dissídios trabalhistas por dia, em média. No ano passado, esse número caiu para 4,2. Cresceram, portanto, os acordos entre patrões e empregados. Também em 1995, havia, em média, 94 greves mensais. No ano passado a média caiu para 57 e neste ano (de janeiro a abril) desceu ainda mais: 36. Diplomacia O americano Peter Romero, secretário adjunto de Estado para assuntos latino-americanos, pediu ao governo brasileiro empenho no controle da população de origem árabe da cidade de Foz do Iguaçu. Faz eco a uma crença da polícia argentina de que saíram dessa cidade brasileira os terroristas que mataram quase 100 pessoas numa sinagoga de Buenos Aires. Mas o Itamaraty desconfia um pouquinho da eficiência dessa investigação, que começou tumultuada. O então ministro da Justiça argentino, Rodolfo Barra, tinha, ele próprio, participado de um atentado contra uma sinagoga nos anos 60. Crescendo A TAM comprou a empresa de aviação regional da Itapemirim, que é uma espécie de Varig do setor de transporte rodoviário de passageiros. Economia O destino do capitalismo brasileiro muitas vezes é discutido nas ceias de Natal aquelas que reúnem toda a parentada. O economista Regis Bonelli, do Ipea, concluiu um trabalho mostrando que quase 90% dos 300 maiores grupos privados nacionais têm controle familiar. Dinheiro de plástico A estabilidade levou o brasileiro a descobrir o cheque eletrônico e o cartão de crédito. Até dezembro, o volume de transações sem usar dinheiro vivo ou cheque deve chegar ao equivalente a 100 bilhões de dólares. Em 1993 não passou de l,4 bilhão. Bote Uma grande cadeia de varejo americana está assediando a Arapuã. Retorno O empresário Jorge Paulo Lemann com o bolso reforçado depois da venda do Banco Garantia para o Credit Suisse First Boston vai entrar no leilão de privatização da Fepasa, em setembro. O lance mínimo é de 230 milhões de reais. Água no chope Gorou a idéia de a Antarctica e a Coca-Cola juntarem forças, garante um dos lados. Pelo acordo sonhado, a Antarctica daria seu guaraná para a Coca-Cola (em troca receberia a cerveja Kaiser). O pessoal da Antarctica teve medo que a Coca-Cola tratasse com desdém seu tradicional guaraná. Educação O Brasil tem quase uma Argentina e meia de gente estudando. São 48,8 milhões de pessoas matriculadas, como acaba de revelar o Ministério da Educação. De 1994 para cá, o número de matrículas cresceu 25,8% mais de quatro vezes o crescimento da população no período. O ensino médio, que é o xodó do ministro da Educação, Paulo Renato, foi o que mais cresceu: 33,1%. Cheques Brasília é a campeã de cheques sem fundos. O índice de cheques devolvidos na capital federal chega a 4,5%. No resto do país está em 3,1%. O negócio saiu do controle. A Febraban vai distribuir na primeira semana de agosto 500.000 exemplares de uma cartilha para o comércio de todo o país, contendo cuidados adicionais contra caloteiros.
Comportamento Um em cada cinco brasileiros (mais exatamente 21%) gostaria de morar em outro país. Se tivesse recursos. A pesquisa é da Vox Populi. Privatização A venda de estatal faz diminuir a força política do governo para o bem ou para mal sobre os fundos de pensão. Em 1990, nove entre os dez maiores fundos eram patrocinados por estatais. Até dezembro próximo, os fundos de empresa pública terão apenas quatro vagas entre os dez mais. Só que o mamute Previ, do Banco do Brasil, ainda faz a diferença. Tem sozinho um patrimônio de 21,6 bilhões dólares bem mais do que a soma dos seis sócios privados do clube dos dez. Profissão Com sinal verde de Pelé e do Ministério do Trabalho, está saindo do forno um projeto de lei que transforma a profissão de peão de boiadeiro numa atividade igual à do atleta profissional, com direito a seguro-saúde e participação na renda dos espetáculos. O autor do projeto é o deputado Jair Meneghelli, que é filho de peão e chamava os operários do ABC de peãozada.
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