"Se Ronaldinho com seus milhões de dólares sofre de stress, pobres de nós, mortais assalariados brasileiros."
Leonildo Libério Alves da Silva
liberio@brhs.com.br

Stress

Assistir a uma convulsão é dramático e comovente até para um médico tarimbado, quanto mais para um leigo. Nunca li na literatura médica nem ouvi dizer que o stress pudesse levar o indivíduo a ter convulsões. As formas de "ataques de angústia" identificadas por Freud, entre as quais ele cita "tremores e convulsões", são únicas na literatura médica e não convencem. O que Ronaldinho teve foi realmente convulsão e ficará na história do futebol pelo ineditismo, incompetência e inabilidade com que foi tratada ("Pressão demais", 22 de julho).
Joaquim Paiva Martins
João Pessoa, PB

Solucionado o mistério: Ronaldinho declara que no almoço, antes do jogo, comeu uma maçã. Como no velho conto em que também existiam um Dunga, um Soneca, um Zangado, um Atchim, um Feliz e até um Mestre, ali estava o veneno. Só falta achar a Feiticeira.
Geraldo Tasso
Brasília, DF

Será que um jogador de futebol pode ser mais importante que um cientista? Nada justifica toda essa idolatria em torno de Ronaldo, um mero jogador de futebol, não contribuindo em nada para o crescimento e engrandecimento do Brasil e, por conseguinte, não servindo de exemplo a ninguém. Precisamos de ciência e educação, e não de circo. É mister investir em nossos cientistas, concedendo-lhes a Ordem Nacional do Mérito, e não a um bando de jogadores que nada fizeram pelo país.
Vladimir Antonini
Curitiba, PR

Fazendo um apanhado de tudo que a imprensa disse na tentativa de explicar a derrota, chega-se à conclusão de que o Brasil teve uma seleção de um único jogador: Ronaldinho. Ele não se apresentou bem em nenhuma partida da Copa. Entretanto, para esclarecer sua péssima atuação na partida decisiva, surgiram mil teorias, todas indeglutíveis. Mas todas podem ser resumidas assim: jogou pessimamente mal, perdeu descaradamente e pronto. Essa história de stress e crise nervosa cheira muito mal. Se Ronaldinho, com seus milhões de dólares, com sua loiríssima namorada que pediu a Deus, sofre de stress e crise nervosa, pobres de nós mortais assalariados brasileiros. Se assim fosse, o Brasil sofreria convulsões coletivas, seria uma epidemia infernal. Há algo de podre no reino do futebol.
Leonildo Libério Alves da Silva
liberio@brhs.com.br

Oscar Schmidt

Lendo a entrevista do nosso "ídolo do basquete" percebe-se quão grande é sua insipiência política. Acho que ele deveria ficar recluso ao nobre título acima. Não sabe ele que, como senador, enfrentará problemas complexos que exigem conhecimentos de finanças a sociais. Temas esses que irão além de uma "cesta de 3", ou que não se resolverão só com o seu repetitivo chavão "família, religião e país". Ou será que ele pensa que se fará substituir pelo lendário Maluf diante da complexidade desses assuntos? Sem dúvida, ele será uma presa facilmente "encestável" pelas velhas raposas políticas (Amarelas, 22 de julho).
Marcone Edson Galiza da Silva
mesilva@zaz.com.br

Oscar não é novato na política, participou como secretário de Esportes da pior administração que São Paulo já teve. Como o entrevistado era o candidato Oscar, e não o jogador, o mínimo que se esperava era que se perguntasse o que ele fez na única experiência que teve na vida pública. Estranhei que VEJA não tivesse questionado a incoerência de seu discurso moralista com as práticas de seu patrocinador político, Paulo Maluf. Não vejo nada de patriótico em agredir a Constituição e desviar mais de 1 bilhão de reais dos precatórios, ou comprar frango de seu cunhado, ou passar trotes na polícia e por aí afora.
Bazileu Margarido
bazileu@uol.com.br

Faz muito tempo que acompanho e torço pelo mito Oscar, um dos "atletas heróis" que tanto fizeram pelo nome do Brasil. Acredito que, agora, o Oscar vai entrar numa "furada", já que ele acha que vai eleger-se senador apenas porque as pessoas gostam dele. É muito pouco.
Francisco Palma A. Neto
fpalma@aol.com.br

Senadores

Oscar Schmidt está mais para professor de educação moral e cívica do triste período do "Ame-o ou deixe-o". Mas, tudo bem, ele tem todo o direito de se candidatar, e vota nele quem quiser. Triste mesmo é a indústria da suplência. Aqui em Goiás, além do irmão suplente de Iris Rezende, que, com certeza, assume no próximo ano, tem a esposa, Iris Araújo, suplente do candidato a senador, o ex-governador Maguito Vilela. O grito de luta do antigo MDB mudou para "família unida jamais será vencida" ("Os parentes suplentes", 22 de julho).
Carlos Alberto de Oliveira
Goiânia, GO

Universidade

VEJA se excedeu na reportagem "Briga estudantil" (22 de julho), que em seu subtítulo anuncia: "Alunos e professores da UFRJ querem o reitor mais amigo". A lista tríplice, à qual a revista se refere, é um resquício da ditadura militar, que só não foi erradicado porque havia uma espécie de "acordo entre cavalheiros" entre as universidades e o MEC: o ministério nomeava sempre o mais votado, e, dessa forma, as universidades não reclamavam do fato de ser obrigadas a enviar a lista com três nomes, o que fere totalmente a autonomia das mesmas. Desta vez, porém, o MEC se decidiu a favor do terceiro colocado, que obteve, pela eleição realizada para a escolha do novo reitor, apenas 11% dos votos do colégio eleitoral. É praxe que os candidatos assinem um documento abrindo mão da indicação na lista caso não sejam o primeiro colocado. O doutor Vilhena não o fez, por já saber que, qualquer que fosse a sua votação, seria o indicado, por ser o mais conivente com a política do MEC e, por extensão, do governo do senhor Fernando Henrique Cardoso.
Max Wolosker
maxw@mandic.com.br

Remédios

A Hospfar, Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares, com sede em Goiânia, não tem nenhuma relação comercial, societária ou qualquer outro vínculo com a sua homônima de Curitiba, citada na reportagem "O reincidente" (22 de julho). Somos uma empresa sólida que atua no mercado hospitalar há mais de sete anos com princípios éticos e respeito ao consumidor.
Flavio Goulart de Alcantara Campos
Goiânia, GO

Com referência à reportagem "O paraíso dos remédios falsificados" (8 de julho), causou-nos espécie a afirmação "mas o que acontece é que muitos propagandistas revendem a preço de ocasião para os falsários". Ocorre que a reportagem generalizou, atingindo a imagem de corretos e honestos trabalhadores que não podem ser confundidos com outros, que usufruem suas atividades para fins escusos.
Angelo Levatte
São Paulo, SP

Obesidade

Esclareço que sou pediatra, professor titular da disciplina de nutrição e metabolismo do departamento de pediatria da Universidade Federal de São Paulo e primeiro vice-presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo, e não endocrinologista, como equivocadamente foi publicado na reportagem "Criança X balança" (17 de junho).
Fábio Ancona Lopez
São Paulo, SP

Bichos de estimação

Na reportagem "Escolha seu animal de estimação" (Guia, 22 de julho) foi publicado erroneamente que um cão da raça lhasa apso tem 20 quilos. Essa raça possui peso muito inferior, entre 5 e 7 quilos.
José Orlando T. Ribeiro
jorlando@uol.com.br


CORREÇÕES: Pela Lei das Execuções Penais, cada três dias trabalhados pelo condenado valem um dia de desconto na pena (Veja Minas Gerais, 22 de julho). Na reportagem "Admirável novíssimo mundo" (8 de julho), foi publicado que a rede de telescópios Very Large Array localiza-se em Socorro, no México. Na verdade ela está situada na cidade de Socorro, Estado de Novo México, Estados Unidos. Na reportagem "Vazio, vazio" (22 de julho), sobre o filme O Despertar do Desejo, o encanador é marido da personagem interpretada por Julie Christie, e não seu amante.


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Stress 67
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O sonho de muitos cirurgiões cardiovasculares é visitar Stanford. É onde se encontram os profissionais mais brilhantes no manejo do bisturi. Foi procurando novidades tecnológicas que rumei para San Francisco, na Califórnia. Em San Francisco vi amarelos, brancos, negros, ricos, miseráveis seguindo a vida em paz, numa cosmopolita convivência. Não havia como não ficar emocionado diante da tolerância e do exuberante respeito às pessoas existentes naquela cidade. Segui para Stanford e lá aprendi como aplicar o desenvolvimento tecnológico. Provaram-me que boa técnica, rica aparelhagem e organização impecável garantem bons resultados cirúrgicos. Aprendi, portanto, duas coisas: que é possível praticar o respeito ao ser humano e como utilizar a tecnologia de ponta na nossa luta médica diária. De volta ao Brasil, encontro um alarido constrangedor de inúmeras denúncias de falsificação de remédios. Percebo que, menos do que tecnologia, o que precisamos é implantar definitivamente por aqui o respeito ao ser humano.
Dielson Teixeira Sampaio
Belo Horizonte, MG


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