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StressAssistir a uma
convulsão é dramático e comovente até para um médico
tarimbado, quanto mais para um leigo. Nunca li na
literatura médica nem ouvi dizer que o stress pudesse
levar o indivíduo a ter convulsões. As formas de
"ataques de angústia" identificadas por Freud,
entre as quais ele cita "tremores e
convulsões", são únicas na literatura médica e
não convencem. O que Ronaldinho teve foi realmente
convulsão e ficará na história do futebol pelo
ineditismo, incompetência e inabilidade com que foi
tratada ("Pressão demais", 22 de julho). Solucionado o
mistério: Ronaldinho declara que no almoço, antes do
jogo, comeu uma maçã. Como no velho conto em que
também existiam um Dunga, um Soneca, um Zangado, um
Atchim, um Feliz e até um Mestre, ali estava o veneno.
Só falta achar a Feiticeira. Será que um
jogador de futebol pode ser mais importante que um
cientista? Nada justifica toda essa idolatria em torno de
Ronaldo, um mero jogador de futebol, não contribuindo em
nada para o crescimento e engrandecimento do Brasil e,
por conseguinte, não servindo de exemplo a ninguém.
Precisamos de ciência e educação, e não de circo. É
mister investir em nossos cientistas, concedendo-lhes a
Ordem Nacional do Mérito, e não a um bando de jogadores
que nada fizeram pelo país. Fazendo um apanhado
de tudo que a imprensa disse na tentativa de explicar a
derrota, chega-se à conclusão de que o Brasil teve uma
seleção de um único jogador: Ronaldinho. Ele não se
apresentou bem em nenhuma partida da Copa. Entretanto,
para esclarecer sua péssima atuação na partida
decisiva, surgiram mil teorias, todas indeglutíveis. Mas
todas podem ser resumidas assim: jogou pessimamente mal,
perdeu descaradamente e pronto. Essa história de stress
e crise nervosa cheira muito mal. Se Ronaldinho, com seus
milhões de dólares, com sua loiríssima namorada que
pediu a Deus, sofre de stress e crise nervosa, pobres de
nós mortais assalariados brasileiros. Se assim fosse, o
Brasil sofreria convulsões coletivas, seria uma epidemia
infernal. Há algo de podre no reino do futebol. Oscar SchmidtLendo a entrevista
do nosso "ídolo do basquete" percebe-se quão
grande é sua insipiência política. Acho que ele
deveria ficar recluso ao nobre título acima. Não sabe
ele que, como senador, enfrentará problemas complexos
que exigem conhecimentos de finanças a sociais. Temas
esses que irão além de uma "cesta de 3", ou
que não se resolverão só com o seu repetitivo chavão
"família, religião e país". Ou será que ele
pensa que se fará substituir pelo lendário Maluf diante
da complexidade desses assuntos? Sem dúvida, ele será
uma presa facilmente "encestável" pelas velhas
raposas políticas (Amarelas, 22 de julho). Oscar não é
novato na política, participou como secretário de
Esportes da pior administração que São Paulo já teve.
Como o entrevistado era o candidato Oscar, e não o
jogador, o mínimo que se esperava era que se perguntasse
o que ele fez na única experiência que teve na vida
pública. Estranhei que VEJA não tivesse questionado a
incoerência de seu discurso moralista com as práticas
de seu patrocinador político, Paulo Maluf. Não vejo
nada de patriótico em agredir a Constituição e desviar
mais de 1 bilhão de reais dos precatórios, ou comprar
frango de seu cunhado, ou passar trotes na polícia e por
aí afora. Faz muito tempo que
acompanho e torço pelo mito Oscar, um dos "atletas
heróis" que tanto fizeram pelo nome do Brasil.
Acredito que, agora, o Oscar vai entrar numa
"furada", já que ele acha que vai eleger-se
senador apenas porque as pessoas gostam dele. É muito
pouco. SenadoresOscar Schmidt está
mais para professor de educação moral e cívica do
triste período do "Ame-o ou deixe-o". Mas,
tudo bem, ele tem todo o direito de se candidatar, e vota
nele quem quiser. Triste mesmo é a indústria da
suplência. Aqui em Goiás, além do irmão suplente de
Iris Rezende, que, com certeza, assume no próximo ano,
tem a esposa, Iris Araújo, suplente do candidato a
senador, o ex-governador Maguito Vilela. O grito de luta
do antigo MDB mudou para "família unida jamais
será vencida" ("Os parentes suplentes",
22 de julho). UniversidadeVEJA se excedeu na
reportagem "Briga estudantil" (22 de julho),
que em seu subtítulo anuncia: "Alunos e professores
da UFRJ querem o reitor mais amigo". A lista
tríplice, à qual a revista se refere, é um resquício
da ditadura militar, que só não foi erradicado porque
havia uma espécie de "acordo entre
cavalheiros" entre as universidades e o MEC: o
ministério nomeava sempre o mais votado, e, dessa forma,
as universidades não reclamavam do fato de ser obrigadas
a enviar a lista com três nomes, o que fere totalmente a
autonomia das mesmas. Desta vez, porém, o MEC se decidiu
a favor do terceiro colocado, que obteve, pela eleição
realizada para a escolha do novo reitor, apenas 11% dos
votos do colégio eleitoral. É praxe que os candidatos
assinem um documento abrindo mão da indicação na lista
caso não sejam o primeiro colocado. O doutor Vilhena
não o fez, por já saber que, qualquer que fosse a sua
votação, seria o indicado, por ser o mais conivente com
a política do MEC e, por extensão, do governo do senhor
Fernando Henrique Cardoso. RemédiosA Hospfar,
Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares, com sede
em Goiânia, não tem nenhuma relação comercial,
societária ou qualquer outro vínculo com a sua
homônima de Curitiba, citada na reportagem "O
reincidente" (22 de julho). Somos uma empresa
sólida que atua no mercado hospitalar há mais de sete
anos com princípios éticos e respeito ao consumidor. Com referência à
reportagem "O paraíso dos remédios
falsificados" (8 de julho), causou-nos espécie a
afirmação "mas o que acontece é que muitos
propagandistas revendem a preço de ocasião para os
falsários". Ocorre que a reportagem generalizou,
atingindo a imagem de corretos e honestos trabalhadores
que não podem ser confundidos com outros, que usufruem
suas atividades para fins escusos. ObesidadeEsclareço que sou
pediatra, professor titular da disciplina de nutrição e
metabolismo do departamento de pediatria da Universidade
Federal de São Paulo e primeiro vice-presidente da
Sociedade de Pediatria de São Paulo, e não
endocrinologista, como equivocadamente foi publicado na
reportagem "Criança X balança" (17 de junho). Bichos de estimaçãoNa reportagem
"Escolha seu animal de estimação" (Guia, 22
de julho) foi publicado erroneamente que um cão da raça
lhasa apso tem 20 quilos. Essa raça possui peso muito
inferior, entre 5 e 7 quilos. CORREÇÕES:
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