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Negócios A Microsoft conquistou
a liderança nesse segmento
A estrela da propaganda, exibida nos Estados Unidos há um mês, é Lauren, uma jovem simpática de cabelos avermelhados. Ela quer pagar pouco por um notebook. Vai a uma loja da Apple e sai correndo. "Não sou bacana o bastante para ter um Mac", diz. A história termina com a compra de um laptop de 699 dólares, equipado com Windows. E Lauren, orgulhosa, observa: "Eu tenho um PC e tenho o que quero". Bem-humorada, essa é a resposta da Microsoft a uma campanha da Apple, na qual um sujeito certinho e convencional, chamado de PC, é constantemente ridicularizado por um garotão, o Mac. Com esse inusitado contra-ataque, a Microsoft sugere que pode não ser descolada como a concorrente, mas está em sintonia com o espírito do tempo: em meio à crise econômica, gastar pouco é a palavra de ordem. A mensagem é tanto mais significativa dada a ascensão dos netbooks, aparelhos ainda mais baratos do que aquele que Lauren leva para casa e que, dizem os analistas, devem ser os computadores com o maior crescimento de vendas nos próximos anos. Desde meados de 2008, a Microsoft age para dominar esse mercado. Já alcançou um feito extraordinário: com uma política de preços agressiva, que disponibiliza o Windows XP por 15 dólares para os fabricantes de netbooks, ela conseguiu embutir o seu sistema operacional em 96% desses computadores portáteis sua fatia de mercado, dez meses atrás, era de apenas 10% (veja o quadro abaixo). Seu objetivo, no entanto, é manter a hegemonia depois do lançamento de seu novo software, o Windows 7, previsto para janeiro de 2010. Para encorajar a adoção do Windows 7 nos netbooks, a Microsoft desenvolveu uma versão ultraleve do programa, a Starter. A companhia reconhece que ela é limitada: com mais de dois programas em funcionamento simultâneo, o computador já deverá ter uma queda brutal de desempenho. Net-books novos equipados com o sistema operacional, no entanto, terão "dormentes" duas versões mais robustas do Windows 7 a Home Premium e a Ultimate. Para ativá-las, bastará comprar um código pela internet. Há certo ceticismo no mercado em relação a essa estratégia. Poucas das grandes fabricantes de net-books divulgaram até agora planos de aderir ao Windows 7. A maioria ainda tem dúvidas se os consumidores vão aceitar a ideia de comprar um produto limitado e depois gastar mais dinheiro para incrementá-lo. Elas dizem, além disso, que o Windows XP já funciona bem o bastante em seus equipamentos. Esse é, portanto, o dilema para a Microsoft: se não convencer a indústria a aderir ao novo sistema que está para lançar, ela talvez se veja obrigada, para não perder mercado, a continuar a venda do velho XP a preço de saldão. Péssima notícia, visto que a linha Windows representa mais da metade de seu lucro operacional.
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