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DVD
Clássicos revistos
As vendagens de DVDs dão novo alento
aos mercados de jazz e música erudita
AFP
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| Cena de La Traviata: ópera vende mais
em DVD que em CD |
Surgido há apenas nove
anos, o DVD provocou uma revolução no mundo do entretenimento.
Suas vendas já ultrapassaram as bilheterias de cinema nos
Estados Unidos, onde o setor fatura mais de 15 bilhões de
dólares anuais. O Brasil trilha o mesmo caminho por
aqui, as vendas de DVDs foram de 650 milhões de reais em
2005. Esse efeito revitalizador também se faz sentir na indústria
fonográfica. No mercado nacional, a comercialização
de DVDs musicais cresceu mais de 1.300% entre 2000 e 2004, último
dado divulgado pela Associação Brasileira dos Produtores
de Discos (ABPD). Foram 7,2 milhões de unidades em 2004,
contra 500.000 em 2000, o que fez do Brasil o sétimo no ranking
dos países que mais consomem DVDs musicais. Um fenômeno
peculiar ocorre nessa área. Os DVDs de shows e clipes de
música pop representam uma fonte de lucros para as gravadoras,
mas não são peças essenciais de seus catálogos.
Em nichos como a música clássica e o jazz, contudo,
eles se tornaram uma tábua de salvação.
Sabe-se que hoje a vendagem média
de um DVD de música erudita na Europa e nos Estados Unidos
chega a 50.000 unidades três vezes mais que a dos CDs.
O DVD leva várias vantagens sobre os CDs nesses nichos. Para
as gravadoras, o custo de produção é mais baixo
que o de um disco em vez de gastar meses em estúdio,
basta filmar uma apresentação ao vivo. Casas de ópera
se unem a produtoras de TV para registrar e lançar seus espetáculos.
Para os consumidores, é mais atraente comprar um disco que,
além de sons, contém imagens. Quem possuía
gravações de óperas, concertos e shows de jazz
em disco ou em vídeo agora as adquire em DVD, num fenômeno
semelhante ao da troca dos vinis por CDs nos anos 90. Na contramão
das tendências, as companhias brasileiras ainda não
se animaram a investir. Apenas a EMI e a Universal lançam
DVDs de ópera e o jazz é defendido por selos independentes
como o ST2. Mas demanda não falta. No ano passado, a rede
Fnac vendeu mais de 10 000 DVDs de música erudita. "Como
tenho poucos produtos nacionais, vendo os importados", diz Márcio
Custódio, gerente da empresa.
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