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Guia
Vestibular
A fórmula
dos campeões
Nos próximos meses, mais de 5 milhões
de jovens brasileiros estarão diante de
um dos desafios mais difíceis na vida
estudantil: o vestibular.

Monica Weinberg
Nunca tantas universidades abriram concursos nesse
período do ano entre os meses de maio e julho. Com
o objetivo de fornecer pistas sobre como obter sucesso no vestibular,
VEJA conversou com estudantes que alcançaram a maior pontuação
em suas respectivas áreas, em três dos concursos mais
concorridos do país: os das universidades federais de Minas
Gerais e do Rio Grande do Sul e o da Fuvest, em São Paulo.
Eles fizeram, de forma bastante prática, uma avaliação
sobre o que pesou em favor do bom resultado no vestibular. Os três
casos chamam atenção por dois motivos: são
exemplos claros de esforço e disciplina, mas também
jogam luz na importância da preservação de um
tempo para o lazer. O excesso de estudo costuma atrapalhar, afirmam
os especialistas ouvidos por VEJA. Na página 120, eles também
falam sobre as estratégias que consideram mais eficientes
para que os jovens vençam sem traumas essa difícil
etapa da vida acadêmica.
Regis Filho
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DIEGO DOS SANTOS SENISE,
18 anos, primeiro lugar no curso de publicidade da
Fuvest
Rotina de estudos: além
da escola, estudava em média cinco horas diárias por
conta própria
Como relaxava: jogava
futebol com os amigos
O que foi decisivo para o
bom desempenho no concurso, segundo ele:
Assistir a aulas especiais dadas em um cursinho sobre as obras literárias
que seriam citadas no vestibular da Fuvest (informação
publicada no manual do concurso)
Prestar o vestibular duas vezes antes dessa, apenas para treinar
e fazer um diagnóstico de suas lacunas acadêmicas
Método que usou para
resolver a prova:
Leu o teste inteiro para detectar as perguntas mais fáceis.
Responder a elas antes deu-lhe segurança para enfrentar as
questões mais difíceis
O que o ajudou na escolha
da carreira: na dúvida entre publicidade e administração
de empresas, ele foi à universidade, conversou com professores
e assistiu a aulas dos dois cursos. "Isso me ajudou a tomar essa
decisão tão difícil"
Liane Neves
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ANDRESSA CARDOSO DE AZEREDO,
18 anos, primeiro lugar no curso de medicina da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Rotina de estudos: como
não passou para a faculdade que mais queria na primeira tentativa,
ficou um ano inteiro voltada para o vestibular assistiu a
aulas num cursinho em período integral
Como relaxava: nos fins
de semana, visitava os pais em uma cidade do interior do Rio Grande
do Sul e saía com o namorado
O que foi decisivo para o
bom desempenho no concurso, segundo ela:
Ter estudado todas as matérias com a mesma dedicação
e não apenas aquelas ligadas às ciências
biomédicas
Fazer com seriedade os simulados aplicados pelo cursinho
Método que usou para
resolver a prova:
Nas questões de múltipla escolha, quando não
sabia a resposta de pronto, adotou como técnica a eliminação
daquelas que pareciam mais ilógicas
O que a ajudou na escolha
da carreira: o fato de ter acompanhado de perto a carreira do
pai, inclusive freqüentando hospitais
Nelio Rodrigues/1º Plano
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FRANCIELE
ANTONIETA LEIDENZ, 18 anos, primeiro lugar no curso
de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais
Rotina de estudos: como
não passou para a faculdade que mais queria na primeira tentativa,
decidiu dedicar-se exclusivamente ao vestibular no ano seguinte
fazia cursinho pela manhã e estudava em casa à
tarde
Como relaxava: navegava
na internet e saía com os amigos nos fins de semana
O que foi decisivo para o
bom desempenho no concurso, segundo ela:
Além do cursinho, fez aulas de reforço em química
e história matérias em que apresentava mais
deficiências
Acompanhou com disciplina o noticiário diário na televisão
e nos jornais
Método que usou para
resolver a prova:
Leu o enunciado das questões mais de uma vez. Segundo ela,
muitos de seus colegas erraram porque, por distração,
não leram a pergunta com atenção
O que a ajudou na escolha
da carreira: o fato de ter convivido com médicos em sua
família. "Optei pela medicina com uma idéia bastante
concreta do que era a profissão"
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O PERFIL DOS VESTIBULANDOS
Quem são
os jovens que chegam ao
vestibular e como eles mudam de
hábito ao estudar para o concurso
63% são
do sexo feminino
A maioria vem de
famílias cuja renda é
de 600 a 1 500 reais por mês
60% trabalham,
além de estudar
80% fizeram
o ensino médio em escola pública
80% dormem
menos e têm a vida social alterada
A metade muda a rotina
alimentar
Fontes:
MEC e pesquisa realizada pelo especialista Daniel
Guzinski
com base em uma amostra de 1046 estudantes
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ONDE A DISPUTA É
MAIOR
Os dez cursos
mais concorridos no
vestibular, segundo levantamento
do Ministério da Educação (MEC)
1º Medicina
2º Agronomia
3º Mecânica
4º Geologia
5º Veterinária
6º Odontologia
7º Biblioteconomia
8º Ciências
Sociais
9º Estatística
10º Física
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