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Brasil Quem
será o vice de Alckmin? O PFL
discute o nome para compor a chapa com o PSDB e cobra o apoio dos tucanos
nos estados  Marcelo
Carneiro Fotos
Alaor Filho/AE, Gustavo Miranda/Ag. O Globo e Celso Junior/AE
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a vice: os senadores José Jorge e José Agripino (de óculos)
e seus padrinhos Jorge Bornhausen e Antonio Carlos Magalhães
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Depois
do duelo José Serra versus Geraldo Alckmin, um novo embate movimenta o
cenário eleitoral: a disputa, dentro do PFL, para saber quem será
o vice na chapa do governador Alckmin, o escolhido dos tucanos para enfrentar
Lula nas eleições de outubro. Até o momento, dois senadores
da bancada pefelista no Nordeste surgem como os nomes mais prováveis: José
Agripino Maia, do Rio Grande do Norte, e José Jorge, de Pernambuco
cada um deles já devidamente apadrinhado. O senador Antonio Carlos Magalhães
abraçou o nome de Agripino assim que ele surgiu. Para o ex-governador baiano,
apadrinhar o vice numa chapa presidencial seria uma forma de "dar a volta por
cima". Isso porque o poder do senador, assim como sua influência dentro
do PFL, segue em rota declinante desde que ele teve de renunciar ao mandato, em
2001, acusado de violar o painel de votação do Senado. Já
com Jorge Bornhausen aconteceu o contrário. O presidente do PFL ganhou
força dentro do partido na medida em que conseguiu fazer com que ele fosse
alçado à categoria de "verdadeira oposição" ao governo
no último ano. Ajudaram-no, além da eclosão do escândalo
do mensalão, a pusilanimidade com que os tucanos trataram a questão.
Na semana passada, ficou decidido que a escolha do vice do PFL será feita
a partir de uma lista com cerca de dez nomes, a ser apresentada em breve. Com
lista ou sem lista, no entanto, o pano de fundo da questão continua sendo
a briga pela hegemonia do partido. Nela, até agora, quem leva vantagem
é Bornhausen e, claro, seu candidato, José Jorge.
A parceria com o PFL é fundamental para Alckmin. O partido de Bornhausen
e ACM é especialmente forte no Nordeste (mais da metade da bancada pefelista
no Congresso vem de lá), região em que o governador de São
Paulo apresenta seu pior desempenho no confronto direto com Lula. Com a decisão
do Supremo Tribunal Federal de manter a verticalização, na semana
passada, os partidos que fizerem coligações para a corrida presidencial
ficarão impedidos de contrariá-las nas disputas estaduais. Com isso,
tucanos e pefelistas, caso selem mesmo uma aliança no plano federal, terão
duas alternativas nos estados: não lançar candidato e apoiar o nome
da sigla aliada ou lançar candidato próprio, sabendo do impedimento
de se coligar com qualquer sigla adversária da chapa na disputa presidencial.
A partir de agora, portanto, a prioridade
do PSDB passa a ser conciliar os seus interesses com os dos futuros aliados nos
estados. As negociações começaram bem. Na semana passada,
o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), que havia prometido só desistir da
própria candidatura à Presidência no caso de ser Serra o presidenciável
tucano, recebeu Alckmin. Depois de uma conversa para lá de amistosa, anunciou
que abre mão da candidatura. Ele prometeu a Alckmin que coordenará,
no Rio, a montagem de um "muro blindado" em torno da candidatura do tucano. Dessa
união de forças poderão participar, além do PFL e
do PSDB, o PP e o PMDB, caso a governadora Rosinha Garotinho não concorra
à reeleição. Maia disse ainda ao governador paulista que
aceita até mesmo que os tucanos lancem candidato próprio ao governo
do Rio. A única coisa que ele não quer de jeito nenhum é
que o PSDB apóie uma eventual candidatura da deputada federal Denise Frossard
(PPS). Com a questão fluminense
bem encaminhada, permanece o impasse, em maior ou em menor grau, em pelo menos
outros seis estados (veja o quadro abaixo). Nesses casos, o papel de conciliador
deve caber ao presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati. Ele e Alckmin iniciarão
nesta semana uma série de conversas com lideranças tucanas de todo
o país. Ao pedir o apoio de Tasso para lidar com o imbróglio das
alianças regionais, Alckmin mostra que está atento a outro problema:
a baixa densidade política do grupo que hoje gravita em torno de sua candidatura.
O governador já se deu conta de que, para eleger-se presidente, terá
de ampliar o leque de articulações. Nos primeiros dias após
a sua vitória, chegou-se a ensaiar a criação de uma espécie
de República de Pindamonhangaba alusão ao grupo formado por
assessores que acompanham o governador desde os tempos em que fazia política
na cidade natal. A idéia não prosperou. O secretário estadual
de Ciência e Tecnologia, João Carlos Meirelles, que sonhava com o
papel de coordenador nacional da campanha, por exemplo, foi logo chamado à
realidade. O posto, claro, é de Tasso. O PSDB sabe que não tem tempo
a perder. |