Carreira
Lazer é trabalho
O turismo cresce e cria empregos no setor
hoteleiro
Monica Gailewitch
A área de turismo e hotelaria passa por grande expansão.
Prevêem-se para os próximos dois anos investimentos
da ordem de 6 bilhões de dólares. São
300 hotéis em construção e dez novos
parques temáticos. O crescimento vai acontecer basicamente
pela atuação de grandes grupos estrangeiros.
O conglomerado mexicano Posadas, que há dois anos
adquiriu a rede Caesar Park, está construindo cinco
hotéis em São Paulo. O grupo Accor pretende
abrir 57 flats e hotéis. Outras grandes redes internacionais,
como Holiday Inn, Meliá e Marriott, também
irão ampliar seus negócios no Brasil. Serão
400.000 empregos diretos. Dessas
vagas, cerca de 20% se destinarão àqueles
com formação especializada, sendo 24% para
cargos de chefia média e 12% para postos de gerência.
"É um dos setores que mais se desenvolvem atualmente,
com enorme potencial de crescimento", avalia Herculano Iglesias,
presidente da Associação Brasileira da Indústria
de Hotéis.
De
acordo com a Embratur, no ano passado um em cada doze brasileiros
empregados trabalhava em alguma área ligada ao turismo.
Neste ano a previsão é de um para dez. As
possibilidades de atuação nos hotéis
são várias: recepção, governança,
eventos e lazer, vendas e marketing, administração
ou alimentos e bebidas. O salário inicial para profissionais
com nível superior é de 1.000
reais. Gerentes e supervisores ganham de 4.000
a 10.000 reais; diretores de
grandes hotéis, cerca de 12.000;
e diretores internacionais, a partir de 21.000
reais. Por crescer a uma velocidade assombrosa, ainda faltam
profissionais qualificados. Não é à
toa que estão proliferando os cursos de hotelaria
no país. Nos últimos nove anos, as escolas
cadastradas com curso superior em turismo cresceram três
vezes. Uma das mais tradicionais e bem equipadas no Brasil
é a do Senac, no Grande Hotel de Águas de
São Pedro, a 203 quilômetros da capital paulista.
A instituição mantém convênio
com escolas de prestígio internacional, como a École
Hôtelière, de Lausanne, na Suíça.
Além dos cursos superiores existem os livres, conhecidos
como técnicos ou de aperfeiçoamento. São
mais de 2.000 espalhados por
27 Estados, com duração que varia entre uma
semana e dezoito meses. Esses cursos, em geral, exigem somente
o 2º grau, e o aluno pode escolher apenas as áreas
de seu interesse, como atendimento ao cliente, marketing
e comercialização, gestão empresarial
ou alimentação e bebidas. Como não
há regulamentação da profissão,
os hotéis não exigem diploma para a contratação.
Mas, com ou sem diploma, para ingressar no ramo hoteleiro
é preciso falar no mínimo outra língua
e lidar bem com informática. Depois, é aprender
a trabalhar enquanto os outros se divertem.
Saiba
mais |
|
|
|