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Taipé
A
guerra de palavras entre
as duas Chinas
As guerras de palavras levam uma
grande vantagem sobre as de canhões: são muito
mais baratas. Enquanto era apenas candidato à Presidência
de Taiwan, o empresário Chen Shui-bian se constituía
no maior advogado da independência da ilha capitalista
em relação à China comunista. Por esse
motivo as autoridades chinesas ameaçavam invadir
Taiwan caso Chen ganhasse as eleições. Chen
ganhou, e o que aconteceu? Uma de suas primeiras providências
foi desfraldar a bandeira da paz. Depois de confirmado o
resultado, fez questão de esclarecer que Taiwan só
vai proclamar a independência se for atacada. Ao que
as autoridades chinesas responderam que nunca pensaram em
agredir Taiwan. Os dois países, separados desde a
revolução comunista em 1949, continuam negociando
a melhor forma de convivência. E a guerra que não
houve acabou.
Londres
As peripécias
da família
real

Quem se deu bem –
Quatro meses atrás, a rainha Elizabeth investiu 160.000
dólares na getmapping.com, uma empresa virtual da
Inglaterra especializada em mapeamento aéreo. O negócio
chega à bolsa no mês que vem valorizadíssimo,
e o pacote de ações de sua majestade já
está valendo 1,9 milhão de dólares.
Quem atrapalhou –
Em visita de cortesia a uma
fábrica de queijo na Austrália, o príncipe
Philip, marido da rainha, deu vexame. Ele entrou no recinto
de produção sem a touca e o guarda-pó
recomendados. Por contrariar as regras de higiene do local,
sua alteza pôs a perder toda a produção
de queijo daquele dia.
Quem escapou –
Um tarado invadiu o Aiglon College, uma escola para moças
de fino trato na Suíça, e dopou três
adolescentes que descansavam no dormitório. O rapaz
fugiu do local quando uma delas acordou e gritou por socorro.
A escola, que cobra 27.000 dólares de anuidade, foi
a escolhida pelo príncipe Andrew e sua ex-mulher
Sarah Ferguson para receber a filha do casal, Beatrice.
Por sorte, a princesinha, de 11 anos, só começa
a estudar lá em setembro.
Washington
Fim da queda-de-braço
A polêmica para a escolha do
novo chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI)
chegou ao fim na quinta-feira passada, com a escolha, por
unanimidade, do alemão Horst Koehler para o cargo.
A nomeação de Koehler é uma vitória
para os Estados Unidos, que rejeitaram anteriormente o nome
de Caio Koch-Weser, alemão nascido no Brasil. O japonês
Eisuke Sakakibara e o americano Stanley Fischer, atual número
2 do FMI, desistiram da candidatura, abrindo o caminho para
Koehler e mantendo a tradição de um europeu
no comando da instituição.
As primeiras-filhas
Na falta das titulares, algumas
filhas assumem o papel protocolar de primeira-dama.
Em sua viagem à Índia na semana passada,
o presidente americano Bill Clinton levou a tiracolo
a adolescente Chelsea. O peruano Alberto Fujimori,
depois de sua tumultuada separação,
passou a andar acompanhado de Keiko Sofia. Carlos
Menem, da Argentina, fez o mesmo com a filha Zulemita.
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