Edição 1 642 - 29/3/2000

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Taipé

A guerra de palavras entre
as duas Chinas

As guerras de palavras levam uma grande vantagem sobre as de canhões: são muito mais baratas. Enquanto era apenas candidato à Presidência de Taiwan, o empresário Chen Shui-bian se constituía no maior advogado da independência da ilha capitalista em relação à China comunista. Por esse motivo as autoridades chinesas ameaçavam invadir Taiwan caso Chen ganhasse as eleições. Chen ganhou, e o que aconteceu? Uma de suas primeiras providências foi desfraldar a bandeira da paz. Depois de confirmado o resultado, fez questão de esclarecer que Taiwan só vai proclamar a independência se for atacada. Ao que as autoridades chinesas responderam que nunca pensaram em agredir Taiwan. Os dois países, separados desde a revolução comunista em 1949, continuam negociando a melhor forma de convivência. E a guerra que não houve acabou.

 

Londres

As peripécias da família real

Quem se deu bem Quatro meses atrás, a rainha Elizabeth investiu 160.000 dólares na getmapping.com, uma empresa virtual da Inglaterra especializada em mapeamento aéreo. O negócio chega à bolsa no mês que vem valorizadíssimo, e o pacote de ações de sua majestade já está valendo 1,9 milhão de dólares.

Quem atrapalhou Em visita de cortesia a uma fábrica de queijo na Austrália, o príncipe Philip, marido da rainha, deu vexame. Ele entrou no recinto de produção sem a touca e o guarda-pó recomendados. Por contrariar as regras de higiene do local, sua alteza pôs a perder toda a produção de queijo daquele dia.

Quem escapou Um tarado invadiu o Aiglon College, uma escola para moças de fino trato na Suíça, e dopou três adolescentes que descansavam no dormitório. O rapaz fugiu do local quando uma delas acordou e gritou por socorro. A escola, que cobra 27.000 dólares de anuidade, foi a escolhida pelo príncipe Andrew e sua ex-mulher Sarah Ferguson para receber a filha do casal, Beatrice. Por sorte, a princesinha, de 11 anos, só começa a estudar lá em setembro.

 

Washington

Fim da queda-de-braço

A polêmica para a escolha do novo chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegou ao fim na quinta-feira passada, com a escolha, por unanimidade, do alemão Horst Koehler para o cargo. A nomeação de Koehler é uma vitória para os Estados Unidos, que rejeitaram anteriormente o nome de Caio Koch-Weser, alemão nascido no Brasil. O japonês Eisuke Sakakibara e o americano Stanley Fischer, atual número 2 do FMI, desistiram da candidatura, abrindo o caminho para Koehler e mantendo a tradição de um europeu no comando da instituição.

As primeiras-filhas

Na falta das titulares, algumas filhas assumem o papel protocolar de primeira-dama. Em sua viagem à Índia na semana passada, o presidente americano Bill Clinton levou a tiracolo a adolescente Chelsea. O peruano Alberto Fujimori, depois de sua tumultuada separação, passou a andar acompanhado de Keiko Sofia. Carlos Menem, da Argentina, fez o mesmo com a filha Zulemita.