
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Outro
deixa-disso
Nem Carter convence Chávez e oposição
a
negociar um compromisso na Venezuela
Fotos AP
 |
| Passeata
pró-Chávez: ele não negocia com os grevistas |

Veja também |
|
|
|
Como
a turma do deixa-disso pode apartar uma briga se os dois lados só
pensam em trocar sopapos? Na semana passada, mais um mediador de peso
surgiu para tentar o diálogo entre o presidente Hugo Chávez
e a barulhenta oposição venezuelana, que há sete
semanas mantém o país paralisado por uma greve geral: o
ex-presidente americano Jimmy Carter, Nobel da Paz de 2002. Ele apresentou
duas propostas: a realização de um referendo em agosto que
decidiria a permanência de Chávez ou uma emenda constitucional
que encurtaria seu mandato de seis anos e meio para quatro, com eleições
presidenciais no ano que vem. Governo e oposição só
viram defeitos na proposta.
O que não falta na crise da Venezuela são mediadores internacionais
e propostas sensatas. A iniciativa mais importante é a do Clube
de Amigos, formado por Brasil, Estados Unidos, México e Chile,
com Espanha e Portugal como observadores. Sua primeira reunião
foi na sexta-feira passada mas sua eficácia está
ameaçada pela má vontade de Chávez. Apesar de o Clube
ser o resultado de uma sugestão sua ao governo brasileiro, o presidente
venezuelano não está satisfeito com sua composição.
Chávez insiste que reúne mais inimigos do que amigos dentro
do Clube e quer incluir Rússia, França e China. No sábado
18, ele apareceu em Brasília para pedir ao presidente Lula uma
nova composição do grupo de mediadores. Lula mandou-o de
volta a Caracas sem lhe dar nada em troca ele já descobriu
que Chávez é uma amolação.
 |
| Carter:
referendo em agosto ou mandato menor |
Chávez
também era esperado no Fórum Social Mundial de Porto Alegre,
no fim de semana sua terceira viagem ao Brasil em pouco mais de
vinte dias. O impasse continua a destruir a economia da Venezuela. O bolívar,
a moeda venezuelana, desvalorizou-se 30% ante o dólar em apenas
vinte dias. Na quarta-feira passada, Chávez suspendeu o mercado
cambial por cinco dias para evitar mais uma desvalorização
da moeda nacional. Nem o estrangulamento econômico faz o presidente
pensar em negociar. "Chávez percebeu que a greve geral perde fôlego
e se sente vitorioso. Ele nunca quis negociar, não faz seu estilo",
disse a VEJA o professor de ciências políticas Vicente Carrasquero,
da Universidade Simón Bolívar, em Caracas. Como demonstração
de força, Chávez organizou uma manifestação
enorme, que reuniu 300.000 pessoas na capital venezuelana para apoiar
seu governo. Os dois lados insistem em continuar no caos.
|
|
 |