Procura-se um
ministro Lula decidiu nomear um novo ministro
de Minas e Energia, antes da votação da CPMF.
Concluiu o óbvio: não dá para reconduzir
o encrencado Silas Rondeau ao posto nem efetivar o interino,
Nelson Hubner. Já avisou a alguns interlocutores que
nos próximos dias começa a negociar a indicação
do nome com a bancada do PMDB no Senado ou seja, José
Sarney e Romero Jucá.
Chega de ministério Está prevista para
os próximos dias a conversa entre Lula e Gilberto Gil,
em que o ministro da Cultura dirá, mais uma vez, ao
presidente que quer cair fora. Na semana passada, diante de
sua mulher, Flora, Gil disse a um interlocutor: "Quero
voltar a acordar tarde e dormir sem tantos problemas na cabeça".
Lula quer falar Lula dará entrevista
às redes de TV na quarta-feira. E sua assessoria estuda
uma nova entrevista coletiva de fim de ano em meados de dezembro.
Preconceito
de classe
Beto Barata/AE
Lula: problemas com a
classe média
A classe média
continua sendo o calo na popularidade de Lula. As pesquisas
que o governo tem em mãos mostram que ela resiste
ao discurso lulista. O Planalto não se conforma
com a falta de unanimidade. Atribui essa insatisfação
a dois fatores. Em primeiro lugar, a classe média
ainda não teria se dado conta de que também
está ganhando com o crescimento do país.
Por isso, as campanhas publicitárias do governo
baterão mais e mais nessa tecla. Até aí,
o.k. O problema é o suposto segundo motivo para
o nariz torcido: segundo assessores graduados de Lula,
por puro preconceito a classe média "tradicional"
estaria incomodada com a classe média "emergente",
surgida neste governo. Isso explica a demagógica
frase que Lula disse dias atrás: "Toda vez
que a gente tenta ajudar os pobres aparece uma ciumeira".
BAHIA
Paz no clã Guilherme Laager, ex-presidente
da Varig e ex-diretor da Vale e da AmBev, foi escolhido pelos
herdeiros de ACM para ser o superintendente dos negócios
do clã que incluem um jornal, rádios
e a TV Bahia, retransmissora da Globo. Desde a morte de ACM,
havia uma guerra surda na família pela hegemonia na
administração das empresas. Agora, decidiu-se
profissionalizar e tirar a família das empresas.
BRASIL
Zuleido voltou Na semana passada, Zuleido
Veras, o "Charles Bronson" paraibano, circulou por
alguns gabinetes de Brasília sempre ao lado
de sua inseparável mala 007. Na quinta-feira, aparentemente
satisfeito com a garimpagem, deixou a capital federal.
A bancada do
Kakay Sabe quantos senadores
são clientes do advogado brasiliense Antônio
Carlos de Almeida Castro, o Kakay? Doze. É uma bancada
semelhante à dos grandes partidos. Só perde
para as do PMDB e do DEM.
Só daqui
a 215 anos O saneamento básico
é um problema que já deveria ter sido resolvido
no século passado, mas afetará o Brasil no próximo
século se for mantido o ritmo atual, a universalização
do acesso só acontecerá no ano de 2222. A revelação,
chocante, consta de um detalhado estudo que será lançado
pela FGV/RJ nos próximos dias. Hoje, 47% dos brasileiros
não têm acesso ao saneamento básico. Entre
os dados regionais, impressiona, por exemplo, saber que 85%
do esgoto do Rio Grande do Sul não é tratado.
AVIAÇÃO
Até quando? Atenção,
ministro Jobim: os controladores continuam operando para atrasar
os vôos e atazanar a vida dos passageiros. Eles querem
porque querem a desmilitarização da carreira.
Mas o governo tirou o assunto de pauta.
Feliz ano novo?
Ele está pessimista
Beto Barata/AE
Armínio: até onde ele
vê, 2008 não vai ser fácil
Muito cuidado, investidores:
2008 não será essa beleza que foi 2007.
A advertência é de Arminio Fraga, de olho
atento na economia americana. "É uma crise
séria. Haverá uma boa desacelerada na
economia, que se estenderá por todo o 2008."
E o Brasil? As conseqüências já mostram
a sua cara. E a mais visível será o fim
da farra de investimentos dos estrangeiros. Eles voltarão,
por exemplo, a prestar mais atenção nos
gastos públicos, um cuidado que foi deixado de
lado na onda da recente exuberância de liquidez.
ECONOMIA
Longe, mas nem
tanto A compra da siderúrgica
americana MacSteel pela Gerdau por 1,45 bilhão de dólares
foi acompanhada passo a passo por Jorge Gerdau. Em janeiro,
a Gerdau anunciou que o comando do grupo passara às
mãos de André, filho de Jorge, que durante décadas
foi o número 1 da siderúrgica. A participação
direta de Jorge Gerdau é a prova de que a sucessão
foi feita, mas a sua mão forte ainda dá o tom
na empresa.
100 bilhões
de dólares O ano no Brasil fechará
com um recorde de fusões e aquisições:
400 operações até agora, um total de
quase 100 bilhões de dólares. Entre os bancos,
há uma disputa cabeça a cabeça por esses
negócios. O Citibank lidera o ranking: fechou 24 negócios,
que somam 12,71 bilhões de dólares. No seu calcanhar
estão o Credit Suisse (12,68 bilhões de dólares)
e o Real (12,38 bilhões de dólares).
FUTEBOL
Disputa feroz O comitê executivo
da Fifa reuniu-se em Zurique, duas semanas atrás, para
tratar da Copa de... 2018. Veja só os países
que demonstraram interesse, pedindo informações
sobre as inscrições: EUA, China, Inglaterra,
Rússia, Austrália, Canadá e Espanha.
Como acabou o rodízio de continentes, todos esses podem
se candidatar. Com essa turma o Brasil não teria fôlego
nem para começar o jogo.
INTERNET
Favela wi-fi Em janeiro, um projeto
piloto do Ministério das Comunicações
levará o sinal de internet sem fio para as favelas
de Belo Horizonte. Depois, mas ainda em 2008, o wi-fi se estenderá
para as favelas cariocas e paulistanas.