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28 de novembro de 2007
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Saúde
O sal também faz mal?

Os EUA fecham o cerco ao sódio
usado na comida industrializada

Biscoito aperitivo: o perigo da vez é o sal "escondido"

Depois do fumo e das gorduras trans, chegou a vez de o sal entrar na lista negra da Food and Drug Administration (FDA), agência que regula a venda de alimentos e remédios nos Estados Unidos. Há tempos os médicos recomendam moderação no uso do tempero, particularmente nocivo para quem tem predisposição a hipertensão arterial – uma das principais causas de infarto e doenças cardiovasculares. Mas, agora, o alvo não é o saleiro à mesa. A FDA começa, ainda neste mês, a rever suas políticas em relação à utilização de sódio (o principal componente do sal de cozinha) pela indústria. A Associação Americana de Medicina pressiona para que a agência restrinja a quantidade adicionada aos alimentos prontos e exija que as embalagens venham com informações sobre possíveis danos à saúde, a exemplo do cigarro. Em média, os americanos ingerem 3 400 miligramas de sódio por dia. O nível recomendado é 2 300 miligramas. Boa parte vem do sal "escondido" em produtos industrializados. Isso não acontece só com os previsíveis tira-gostos: como é excelente conservante, o sal está presente até nas fórmulas de adoçantes.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária estuda mudanças na regulamentação da publicidade e da venda de alimentos com quantidade elevada de sódio. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), nove em cada dez produtos submetidos à entidade, que confere um selo de certificação de alimentos, são reprovados no quesito sal. "Normalmente, eles têm o dobro da quantidade recomendada", diz Marcus Bolívar Malachias, diretor de hipertensão arterial da SBC. É mesmo de amargar.




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