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VEJA Recomenda
CINEMA
Divulgação
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Virgem de 40 Anos: aflições masculinas viram motivo de piada
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O Virgem de 40 Anos (The
40-Year-Old Virgin, Estados Unidos, 2005. Desde sexta-feira em cartaz no país)
O protagonista dessa comédia é exatamente o que o título
anuncia: um sujeito que chegou invicto à metade da vida. Não porque
lhe falte desejo bem ao contrário. Mas porque, a cada tentativa
malsucedida de iniciar um relacionamento amoroso, sua ansiedade foi se avolumando
até o ponto do insustentável. Andy Stitzer (o ótimo Steve
Carell), então, decide canalizar sua energia para outras atividades: trabalhar,
colecionar bonecos de super-heróis e esconder seu segredo. O Virgem
de 40 Anos não deixa escapar as várias chances de fazer humor
chulo que o enredo oferece. Mas a surpresa é que o faz sem ridicularizar
seus personagens e com empatia para com as aflições masculinas.
Veja
cenas.
DISCOS Divulgação
 |  | | Lulu
Santos: guitarras em alto volume | |
Letra
& Música, Lulu Santos (Sony/BMG) O cantor e compositor
carioca já se aventurou pelo pop acústico, pelo samba-rock, pelo
blues e por ritmos eletrônicos como o drum'n'bass, entre outros. Em seu
novo CD, Letra & Música, Lulu se recicla novamente. Desta vez,
ele fez um disco de rock básico, com guitarras em alto e bom som
como se percebe em sua versão de Ele Falava nisso Todo Dia, de Gilberto
Gil, e na instrumental Circulando. Regravou ainda Pop Star, música
que o grupo João Penca & Seus Miquinhos Amestrados lançou nos
anos 80 a faixa tem sido bem executada nas rádios. Lulu também
não decepciona nas composições próprias: Vale de
Lágrimas e Roleta estão entre as melhores da sua produção
recente. Divulgação
 |  | | Kings:
Simon & Garfunkel norueguês | |
Riot
on an Empty Street, Kings of Convenience (EMI Music) O Kings of
Convenience é uma versão moderninha da dupla americana Simon &
Garfunkel (dos melhores momentos desta última, diga-se). Seus integrantes,
os músicos e cantores Erlend Oye e Eirik Glambek Boe, fazem o tipo intelectual
Boe formou-se em psicologia há pouco tempo e apostam num
pop acústico calcado em belas harmonias vocais. Ambos vêm da Noruega
e temperam suas canções com toques de música eletrônica
e rock independente. É um trabalho refinado, como demonstra Riot on
an Empty Street. O segundo álbum da dupla que, no mês
que vem, será atração de um festival em várias capitais
brasileiras contém baladas na medida para ouvir a dois, como I'd
Rather Dance with You. LIVROS Divulgação
 |  | | Tolstoi
(com os netos): cartilha utópica | |
Contos
da Nova Cartilha, de Leon Tolstoi (tradução de M. Aparecida
B. P. Soares; Ateliê; 192 páginas; 36 reais) O autor de Guerra
e Paz e A Morte de Ivan Ilich professava um curioso ideário
utópico, no qual se misturavam traços de cristianismo e anarquismo.
Foi devido a suas preocupações sociais que Tolstoi (1828-1910) abriu,
em 1859, uma escola em sua propriedade rural para os filhos dos servos. Também
produziu cartilhas de alfabetização que fizeram grande sucesso na
Rússia. Originalmente destinados a auxiliar na alfabetização
de crianças, os textos recolhidos em Contos da Nova Cartilha incluem
fábulas, historietas folclóricas e charadas recolhidas e reescritas
pelo mestre russo. São belas narrativas, cujo encanto independe das intenções
pedagógicas do autor. Leia
trecho. Disparos
do Front da Cultura Pop, de Tony Parsons (tradução de Alyne
Azuma; Barracuda; 360 páginas; 39 reais) Quando se fala em crítico
de rock, o inglês Tony Parsons é referência obrigatória.
Ele ganhou fama como colunista do New Musical Express, o semanário
musical mais influente da Inglaterra nos anos 70. Disparos reúne
artigos escritos para várias publicações entre 1976 e 1994.
Parsons fala sobre apresentações antológicas de artistas
como Bruce Springsteen e aborda a explosão do movimento punk. Numa reportagem,
narra o quebra-quebra no show dos Sex Pistols durante as comemorações
do jubileu da rainha Elizabeth II. Há ainda entrevistas com figuras como
George Michael Parsons pergunta se o cantor não se acha um "cretino
arrogante". Leia
trecho.
Os
Suicidas, de Antonio di Benedetto (tradução de Maria Paula
Gurgel Ribeiro; Globo; 168 páginas; 32 reais) A literatura argentina
no século XX foi uma assombrosa fonte de talentos como Jorge Luis Borges,
Julio Cortázar e Juan José Saer. Embora menos conhecido, Benedetto
(1922-1986) é um escritor poderoso. Seu romance Os Suicidas narra
a angústia de um jornalista que se aproxima dos 33 anos foi com
essa idade que seu pai se matou. Sua ansiedade se agrava quando ele, incumbido
de produzir uma reportagem sobre suicídio, começa a pesquisar o
que a literatura e a filosofia já disseram sobre o tema. Benedetto utiliza
a estranha obsessão de seu personagem para produzir uma fascinante antologia
de citações sobre o ato de tirar a própria vida. Leia
trecho.
PARA COLECIONADORES Coleção
Gângsteres Volumes 1 e 2 (Warner) Na passagem da euforia
dos anos 20 para a Grande Depressão da década de 30, um gênero
emergiu como o mais representativo do cinema americano do entreguerras: o filme
de gângster. Violentas, inquietas e marcadas pelo sentimento de desorientação
social e moral no qual os Estados Unidos estavam mergulhados, as seis fitas que
compõem os dois volumes dessa coleção, lançadas entre
1931 e 1949, não são apenas uma seleção do melhor
do período. São também uma amostra do realismo e da audácia
que fizeram da Warner um estúdio singular entre os grandes de Hollywood
naquele período e, hoje, ela tem se destacado também como
a mais cuidadosa na restauração de seus títulos para lançamento
em DVD e na produção de extras caprichados. Quatro dos filmes são
estrelados por James Cagney, o grande nome do gênero: O Inimigo Público
Nº 1, Anjos de Cara Suja, Heróis Esquecidos e Fúria
Sanguinária este, talvez o melhor da coleção.
Humphrey Bogart é, ao lado de Leslie Howard, o protagonista de A Floresta
Petrificada, e Edward G. Robinson exala frustração e malevolência
em Alma no Lodo. | | |