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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
GOVERNO Enfim, a transposição
Está prevista para segunda-feira a concessão pelo Ibama da licença
ambiental que permitirá o início da polêmica transposição
do Rio São Francisco. Se tudo ocorrer como o previsto, a obra (que será
tocada pelo Exército nesta fase inicial) começará já
na primeira semana de outubro. De banho tomado A
Presidência da República está fazendo uma licitação
para a compra de materiais para "atender às necessidades da oficina de
manutenção e obras". Prevê gastar 1,7 milhão de reais.
O estoque deve estar zerado. Por exemplo: serão comprados 152 chuveiros
elétricos, sendo 132 deles "tipo maxiducha". Deve ser suficiente para tirar
toda a lama acumulada. Não é só: o edital prevê a aquisição
de 220 torneiras, sessenta vasos sanitários e 130 válvulas de descarga.
PSDB A
paz tucana Estimulado por Aécio Neves e por
FHC, um jantar na quinta-feira, em São Paulo, selou a paz entre José
Serra e Tasso Jereissati. Tendo apenas FHC como testemunha, ficou acertado que
Tasso presidirá o partido a partir de novembro.
CPI Muy amigo Mensagem
postada às 15h12 de terça-feira passada no blog Amigos do Zé
Dirceu, criado, em princípio, para tecer loas ao ex-ministro: "Camarada
Zé, vem para Cuba plantar cana. No Brasil, você é um defunto
político. Não tem futuro. Assinado: Fidel". Algumas horas depois,
o carinhoso conselho foi retirado do blog. Velhos
companheiros Antonio Palocci jantou com José
Dirceu na quarta-feira, no apartamento do ex-ministro, em Brasília. Ao
encontro deveria comparecer também Luiz Gushiken, que na última
hora não pôde ir. Lobbies
incessantes 1 Até a véspera do depoimento
de Daniel Dantas, PSDB e PFL fizeram tudo o que puderam para adiar o comparecimento
do banqueiro na CPI dos Correios. Lobbies incessantes
2 É amplo o arco de pressões para
que seja desmarcado o depoimento do presidente do Citibank, Gustavo Marin, na
CPI do Mensalão vai do ministro Antonio Palocci à Telemar.
Auditoria externa Deve
ser anunciada nesta semana a contratação da consultoria KPMG para
fazer a auditagem dos documentos relativos às transações
externas e internas que estão hoje em mãos da CPI dos Correios.
Novos tempos É
tamanha a concentração de advogados nas CPIs que já tem gente
atualizando a expressão "advogado de porta de cadeia" para "advogado de
porta de CPI".
"Fique tranqüilo, ministro" Victor
Soares/ABR
 | | Bastos:
aviso do contínuo ao ministro |
Na
noite de quarta-feira, Márcio Thomaz Bastos deixava o Palácio do
Planalto quando um contínuo, agitado e ofegante, o abordou. "Ministro,
o senhor pode ficar tranqüilo: o Toninho da Barcelona o absolveu no depoimento
dele na CPI..." Quando um contínuo "tranqüiliza" desse modo um ministro
é sinal de que as coisas continuam de pernas para o ar. |
| ELEIÇÕES
2006 100 anos sem paulistas Geraldo
Alckmin tem manejado um argumento histórico quando, em suas andanças
pelo país, alguém faz objeção a eleger "mais um presidente
paulista". Ele lembra que o último presidente da República nascido
em São Paulo foi Rodrigues Alves, que deixou o governo em 1906. No ano
que vem, portanto, completam-se 100 anos sem um paulista de fato na Presidência.
Nesse período, o cargo foi ocupado por "paulistas" de Macaé (RJ),
como Washington Luís, e de Campo Grande (MS), como Jânio Quadros.
Ou ainda do Rio de Janeiro, como FHC, e de Garanhuns (PE), caso de Lula. É
um argumento interessante o problema para Alckmin é que serve para
o também paulista José Serra...
ECONOMIA Tempo nublado A
direção da Varig acha que, se nesta semana não for fechada
a encrencada venda da Varig Log (sua subsidiária de cargas) ao fundo americano
Matlin Patterson, haverá problemas de caixa na companhia.
Busca difícil A
procura de um novo presidente para o Pão de Açúcar está
agitando o mercado de altos executivos. Alguns executivos de primeiríssima
linha já recusaram a oferta para se mudar de armas e bagagens para a empresa
de Abilio Diniz e do Casino. A busca continua.
Dilma versus Palocci Joedson
Alves/AE
 | | Dilma
e Palocci: ela quer abrir a torneira dos gastos; ele não |
Tão
logo acabe a crise política (será que acaba?), os holofotes deverão
iluminar uma nova guerra. Desta vez, os protagonistas são Dilma Rousseff
e o Ministério da Fazenda. Já começam a sair faíscas
da relação. Motivo: gastos do governo. Ela quer abrir a torneira.
Antonio Palocci quer mantê-la fechada. Não é só: nas
reuniões fechadas, a ministra-chefe da Casa Civil tem demonstrado alguma
desconfiança dos números apresentados pela Fazenda. A ministra vem
adotando um discurso "desenvolvimentista", parecido, aliás, com o que José
Dirceu tinha quando ocupava o mesmo cargo. Na quarta-feira passada, numa reunião
no Palácio do Planalto, da qual participaram Dilma, Palocci, Jaques Wagner,
Paulo Bernardo e Lula, as divergências afloraram novamente. Apesar da confiança
de Lula em Palocci, não se descarta a possibilidade de o próprio
presidente estar incentivando a postura de Dilma. | |
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