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Datas
Ricardo
Benicchio
 | | Louro
José: de volta aos seus criadores |
Anulado:
o registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial do personagem Louro
José, feito por Carlos Valdir Madrulha, ex-marido da apresentadora
Ana Maria Braga, em novembro de 1997. Segundo a sentença proferida pelo
juiz da 6ª Vara Cível de Santo Amaro, Décio Luiz Rodrigues,
Madrulha terá de pagar 10.000 reais de custas processuais. Para o juiz,
ainda que a idealização do personagem seja de Ana Maria e seu ex-marido,
a criação e materialização do Louro é dos artistas
Antonio Marcos Costa de Lima e Renato Aparecido Santos, da Display Set Produções.
A sentença, da qual ainda cabe recurso, determina que seja feito novo registro
em nome dos criadores o que, na prática, acarreta o pagamento dos
devidos direitos autorais. Dia 5 de julho, em São Paulo.
Marisa
Cauduro/Folha Imagem
 | | Pinheiro
Neto: inovador da advocacia brasileira |
Morreram:
José Martins Pinheiro Neto, fundador do maior escritório de
advocacia do Brasil, hoje com 62 sócios, 238 advogados e 191 estagiários
em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Pinheiro Neto fundou seu
escritório em 1942, quando tinha apenas 25 anos e era correspondente da
rede britânica BBC. Em 1970, tornou-se membro do Club de Abogados, organização
que congrega os principais escritórios da Europa, América Latina
e Japão. Em 1987, recebeu o título de Cavaleiro do Império
Britânico, por sua atuação como presidente da Câmara
Britânica de Comércio e da Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa.
Para a Ordem dos Advogados do Brasil, Pinheiro Neto "mudou paradigmas e exultou
a ética". Dia 21, aos 88 anos, de falência de múltiplos órgãos,
em São Paulo.
AFP
 | | Wiesenthal:
mais de 1 100 nazistas presos |
O arquiteto austríaco de origem judaica Simon Wiesenthal, que dedicou
sua vida a perseguir os criminosos nazistas que conseguiram fugir da Justiça
depois da II Guerra. Por meio de suas investigações, Wiesenthal
conseguiu a prisão de mais de 1.100 nazistas, entre eles Karl Silberbauer,
responsável pela deportação da menina Anne Frank, e o austríaco
Franz Stangl, comandante do campo de concentração de Treblinka.
Apesar de todos os serviços que prestou, Wiesenthal tornou-se alvo de críticas
por causa de seu apoio ao ex-secretário-geral da ONU e ex-presidente austríaco
Kurt Waldheim, que tentou apagar da própria biografia os serviços
prestados à inteligência do III Reich. A militância nazista
de Waldheim veio à tona em 1986 na ocasião, indignados com
a atitude de Wiesenthal, muitos se perguntaram como ele poderia desconhecer esse
fato. Sobrevivente de doze campos de concentração, em 1947 Wiesenthal
criou o Centro de Documentação Histórico Judaica em Linz
e, em 1989, publicou o livro de memórias Justiça, Não
Vingança. Dia 20, aos 96 anos, de causas naturais, em Viena.
Rejeitado: por unanimidade, pelos desembargadores
do Tribunal de Justiça de São Paulo, o recurso da ação
de indenização por danos morais movido pela cantora Elba Ramalho
contra VEJA, por causa da reportagem "Fui chipada", de 9 de maio de 2001. Elba
sentiu-se ofendida pelo fato de a revista ter publicado, com base em entrevista
gravada, que extraterrestres haviam implantado um chip em seu corpo. Dia 22, em
São Paulo. |