Edição 1864 . 28 de julho de 2004

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Sociedade
Eterno enquanto durou

Acabou o casamento de Maria Christina Mendes
Caldeira e Valdemar Costa Neto. Não com um
suspiro, mas com uma explosão


Felipe Patury

 
Álbum de família
Cena de um casamento de 2003, em Las Vegas: Valdemar e Maria Christina viriam a descobrir que o amor pode não ser tão doce

Ah, o amor, esse vinho inebriante que, numa sutil alteração de temperatura, pode se transformar em vinagre dos mais acerbos... Pois foi nesse vinagre que mergulharam o deputado Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e a socialite Maria Christina Mendes Caldeira. Separados há um mês e meio, com juras da parte dela de que não seria a "Nicéa Pitta dele", brigas insuspeitas foram surgindo como fiapos no horizonte, avolumaram-se como nuvens carregadas e, finalmente, foram despejadas como tempestade nas páginas da imprensa. Escândalo, escândalo.

Valdemar, para quem não se lembra, ficou famoso por ter apresentado a sem-calcinha Lilian Ramos ao então presidente Itamar Franco, no Carnaval de 1994. Naquele mesmo ano, já divorciado, ele jantava com uma namorada num restaurante em São Paulo. Entre uma garfada e outra (ou melhor, entre uma palitada e outra, já que o restaurante era japonês), Valdemar foi arrebatado pelo êxtase diante da visão da superlativa Maria Christina Mendes Caldeira. Com 1,80 metro, 28 anos, curvas opulentamente sinuosas, ela havia acabado de se separar do primeiro marido, o banqueiro Fady Tabet. A beldade esnobou Valdemar. Preferiu saracotear pela Europa e pelos Estados Unidos, onde sempre circulou entre altas-rodas. Morou por um ano e meio com o porta-voz do Departamento de Estado no governo Bill Clinton, James Rubin. De volta ao Brasil, mais madura, cedeu ao charme de Valdemar. O namoro começou em 2002, e não demorou a esquentar. Tomada pela mais tórrida paixão, Maria Christina mudou-se para Brasília disposta a ter um filho do parlamentar. Sim, um filho, a coroação de um grande amor. Alvejados por Eros, comemoraram o último réveillon casando-se num cassino em Las Vegas.

Ele introduziu Maria Christina nos palácios de Brasília. Em retribuição, ela abriu as portas dos salões elegantes a Valdemar. Em meio ao enlevo, uma aventura trepidante. Certo dia, o jatinho no qual viajavam caiu pouco antes de pousar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Os dois saíram ilesos do avião, direto para um táxi. Meses depois, a socialite levou Valdemar para conhecer a Europa. Tudo estava róseo como os dedos da Aurora, quando uma reviravolta se deu. Maria Christina diz que não sabe o que ocorreu com Valdemar. Ele, por sua vez, se recusa a falar sobre o assunto. As desavenças surgiram em abril. Para ela, simplesmente Valdemar dormiu apaixonado e acordou querendo a separação. "Chorei muito", conta. No Dia dos Namorados, o deputado deixou a mulher em casa e levou a mãe para um show do cantor Roberto Carlos no Uruguai. Nunca mais dormiram juntos. Dias depois, aproveitou que Maria Christina estava fora para levar embora suas roupas e um cofre cinza. "Era um 'cofrão' que comprei a pedido dele, mas nunca soube o que tinha dentro", diz a abandonada.

Ela quis a reconciliação. Comprou um uísque para o ainda marido. Valdemar ficou com o presente, mas não voltou para casa. A um amigo, também parlamentar, confidenciou que passaria um fim de semana na Amazônia, ao lado de uma ex-namorada, a colunista social Consuelo Badra. Maria Christina perdeu as rédeas da finesse. Tanto que resolveu distribuir no Senado um panfleto contra a rival. Suprema humilhação, viu-se expulsa do Congresso por seguranças. Valdemar partiu para o contra-ataque. Por meio do PL, tentou despejar a ex-amada amargurada da casa onde ela mora. Mandou desligar a luz, a água, o telefone. Maria Christina resistiu, entrincheirada, como faria qualquer Mendes Caldeira. Para suprir a falta de energia, chegou a alugar um gerador. Agora, processa judicialmente o ex-marido e seu partido.

Francio de Holanda/Folha Imagem
Em 2003 um jatinho que levava o casal caiu em São Paulo: a esse desastre, pelo menos, ele sobreviveu intacto


Escândalo, escândalo. Perguntada sobre se sentia ciúme da relação de Valdemar com Consuelo Badra, a quem só chama de "Matusalém", Maria Christina disse que deveria sentir ciúme, isso sim, do assessor de imprensa do PL, Vladimir Porfírio. "Sou espada", indigna-se o assessor. Porfírio explica que Valdemar quer tirar Maria Christina da casa porque lá é a "sede social" do partido. Valdemar já briga na Justiça com sua primeira mulher, Nara. Alega que ela também ocupa uma casa que é "sede social do PL". Maria Christina pretende passar algumas semanas na Europa, mas avisa que não arredará o pé de Brasília até colocar todos os pingos em todos os is. Ah, o amor, esse vinho inebriante que pode se transformar em vinagre dos mais acerbos...

 
 
 
 
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