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Sociedade
Eterno enquanto durou
Acabou o casamento de Maria Christina Mendes
Caldeira e Valdemar Costa Neto. Não com um
suspiro, mas com uma explosão

Felipe Patury
Álbum de família
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| Cena de um casamento de 2003, em Las Vegas:
Valdemar e Maria Christina viriam a descobrir que o amor pode
não ser tão doce |
Ah, o amor, esse vinho inebriante que, numa
sutil alteração de temperatura, pode se transformar
em vinagre dos mais acerbos... Pois foi nesse vinagre que mergulharam
o deputado Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e a socialite
Maria Christina Mendes Caldeira. Separados há um mês
e meio, com juras da parte dela de que não seria a "Nicéa
Pitta dele", brigas insuspeitas foram surgindo como fiapos no horizonte,
avolumaram-se como nuvens carregadas e, finalmente, foram despejadas
como tempestade nas páginas da imprensa. Escândalo,
escândalo.
Valdemar, para quem não se lembra,
ficou famoso por ter apresentado a sem-calcinha Lilian Ramos ao
então presidente Itamar Franco, no Carnaval de 1994. Naquele
mesmo ano, já divorciado, ele jantava com uma namorada num
restaurante em São Paulo. Entre uma garfada e outra (ou melhor,
entre uma palitada e outra, já que o restaurante era japonês),
Valdemar foi arrebatado pelo êxtase diante da visão
da superlativa Maria Christina Mendes Caldeira. Com 1,80 metro,
28 anos, curvas opulentamente sinuosas, ela havia acabado de se
separar do primeiro marido, o banqueiro Fady Tabet. A beldade esnobou
Valdemar. Preferiu saracotear pela Europa e pelos Estados Unidos,
onde sempre circulou entre altas-rodas. Morou por um ano e meio
com o porta-voz do Departamento de Estado no governo Bill Clinton,
James Rubin. De volta ao Brasil, mais madura, cedeu ao charme de
Valdemar. O namoro começou em 2002, e não demorou
a esquentar. Tomada pela mais tórrida paixão, Maria
Christina mudou-se para Brasília disposta a ter um filho
do parlamentar. Sim, um filho, a coroação de um grande
amor. Alvejados por Eros, comemoraram o último réveillon
casando-se num cassino em Las Vegas.
Ele introduziu Maria Christina nos palácios
de Brasília. Em retribuição, ela abriu as portas
dos salões elegantes a Valdemar. Em meio ao enlevo, uma aventura
trepidante. Certo dia, o jatinho no qual viajavam caiu pouco antes
de pousar no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Os dois
saíram ilesos do avião, direto para um táxi.
Meses depois, a socialite levou Valdemar para conhecer a Europa.
Tudo estava róseo como os dedos da Aurora, quando uma reviravolta
se deu. Maria Christina diz que não sabe o que ocorreu com
Valdemar. Ele, por sua vez, se recusa a falar sobre o assunto. As
desavenças surgiram em abril. Para ela, simplesmente Valdemar
dormiu apaixonado e acordou querendo a separação.
"Chorei muito", conta. No Dia dos Namorados, o deputado deixou a
mulher em casa e levou a mãe para um show do cantor Roberto
Carlos no Uruguai. Nunca mais dormiram juntos. Dias depois, aproveitou
que Maria Christina estava fora para levar embora suas roupas e
um cofre cinza. "Era um 'cofrão' que comprei a pedido dele,
mas nunca soube o que tinha dentro", diz a abandonada.
Ela quis a reconciliação. Comprou
um uísque para o ainda marido. Valdemar ficou com o presente,
mas não voltou para casa. A um amigo, também parlamentar,
confidenciou que passaria um fim de semana na Amazônia, ao
lado de uma ex-namorada, a colunista social Consuelo Badra. Maria
Christina perdeu as rédeas da finesse. Tanto que resolveu
distribuir no Senado um panfleto contra a rival. Suprema humilhação,
viu-se expulsa do Congresso por seguranças. Valdemar partiu
para o contra-ataque. Por meio do PL, tentou despejar a ex-amada
amargurada da casa onde ela mora. Mandou desligar a luz, a água,
o telefone. Maria Christina resistiu, entrincheirada, como faria
qualquer Mendes Caldeira. Para suprir a falta de energia, chegou
a alugar um gerador. Agora, processa judicialmente o ex-marido e
seu partido.
Francio de Holanda/Folha Imagem
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| Em 2003 um jatinho que levava o casal caiu
em São Paulo: a esse desastre, pelo menos, ele sobreviveu intacto
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Escândalo, escândalo. Perguntada sobre se sentia ciúme
da relação de Valdemar com Consuelo Badra, a quem
só chama de "Matusalém", Maria Christina disse que
deveria sentir ciúme, isso sim, do assessor de imprensa do
PL, Vladimir Porfírio. "Sou espada", indigna-se o assessor.
Porfírio explica que Valdemar quer tirar Maria Christina
da casa porque lá é a "sede social" do partido. Valdemar
já briga na Justiça com sua primeira mulher, Nara.
Alega que ela também ocupa uma casa que é "sede social
do PL". Maria Christina pretende passar algumas semanas na Europa,
mas avisa que não arredará o pé de Brasília
até colocar todos os pingos em todos os is. Ah, o amor, esse
vinho inebriante que pode se transformar em vinagre dos mais acerbos...
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