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Diversão
Eles
estão de volta
Para
pais e filhos: indústria de brinquedos
relança personagens de antigamente
Fotos Marcelo Zocchio
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bonecos do Scooby-Doo, He-Man e Tartaruga Ninja em novo visual,
os de Vila Sésamo, Moranguinho e Fofolete (no alto):
memória afetiva |
Velho,
antigo, superado, defasado, ultrapassado são adjetivos malditos
para qualquer gerente de produto. Nostálgico, resgatado e
recuperado soam bem mais simpáticos e fazem sucesso
em duas indústrias, a do entretenimento e a de brinquedos,
acostumadas a explorar a memória afetiva de sucessivas gerações.
Idade não é problema para personagens recentemente
ressuscitados. Exemplos: já bem maduro, aos 35 anos, Scooby-Doo,
o encantador e desajeitado cachorrão, virou bicho de pelúcia.
O Homem-Aranha, 42, reencarnou nas prateleiras desde o lançamento
do filme. Na televisão, o retorno dos heróis de um
passado não tão distante assim é simbolizado
pelas Tartarugas Ninja, 17, e por He-Man, 21, ambos em novo e mais
moderno design, e por um canal com 24 horas de desenhos dos anos
60 e 70, o Boomerang, lançado há quatro anos pela
Cartoon Network, nos Estados Unidos, e inaugurado com sinal exclusivo
para o Brasil em janeiro. Puxados pelo sucesso na TV, os personagens
voltaram também como brinquedos, na companhia dos Cavaleiros
do Zodíaco. Para as meninas estão sendo relançadas
as bonequinhas Moranguinho, 21 anos, e Fofolete, 25, de saudosa
e adocicada memória. Alçados praticamente à
imortalidade televisiva, personagens de Vila Sésamo
alegrarão os pequeninos como vêm fazendo desde sua
criação, há 35 anos.
"As
crianças de hoje absorvem conteúdos com tal rapidez
que a criatividade das indústrias de entretenimento e brinquedos
não dá mais conta. São centenas de lançamentos
todos os anos, que se esgotam com pouquíssimo tempo de vida",
explica Aires José Leal, da Brinquedos Estrela. No caso dos
brinquedos, principalmente, boa parte da estratégia dessa
operação de resgate de personagens antigos baseia-se
também na memória dos pais. "O filho escolhe, mas
são os pais que decidem a compra, e a opinião deles
faz diferença", diz Ricardo Sayon, dono da rede de lojas
Ri Happy. "São eles que conhecem, confiam e de alguma forma
mantêm vivos na lembrança esses personagens", concorda
Roberto Stachini, da Mattel. Prova concreta disso é a audiência
de Zé Colméia, Dom Pixote e Josie e as Gatinhas
no canal Boomerang: crianças na faixa dos 3 aos 6 anos e
adultos entre 25 e 40.
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