Edição 1851 . 28 de abril de 2004

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Diversão
Eles estão de volta

Para pais e filhos: indústria de brinquedos
relança personagens de antigamente


Fotos Marcelo Zocchio
Os bonecos do Scooby-Doo, He-Man e Tartaruga Ninja em novo visual, os de Vila Sésamo, Moranguinho e Fofolete (no alto): memória afetiva


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Velho, antigo, superado, defasado, ultrapassado são adjetivos malditos para qualquer gerente de produto. Nostálgico, resgatado e recuperado soam bem mais simpáticos – e fazem sucesso em duas indústrias, a do entretenimento e a de brinquedos, acostumadas a explorar a memória afetiva de sucessivas gerações. Idade não é problema para personagens recentemente ressuscitados. Exemplos: já bem maduro, aos 35 anos, Scooby-Doo, o encantador e desajeitado cachorrão, virou bicho de pelúcia. O Homem-Aranha, 42, reencarnou nas prateleiras desde o lançamento do filme. Na televisão, o retorno dos heróis de um passado não tão distante assim é simbolizado pelas Tartarugas Ninja, 17, e por He-Man, 21, ambos em novo e mais moderno design, e por um canal com 24 horas de desenhos dos anos 60 e 70, o Boomerang, lançado há quatro anos pela Cartoon Network, nos Estados Unidos, e inaugurado com sinal exclusivo para o Brasil em janeiro. Puxados pelo sucesso na TV, os personagens voltaram também como brinquedos, na companhia dos Cavaleiros do Zodíaco. Para as meninas estão sendo relançadas as bonequinhas Moranguinho, 21 anos, e Fofolete, 25, de saudosa e adocicada memória. Alçados praticamente à imortalidade televisiva, personagens de Vila Sésamo alegrarão os pequeninos como vêm fazendo desde sua criação, há 35 anos.

"As crianças de hoje absorvem conteúdos com tal rapidez que a criatividade das indústrias de entretenimento e brinquedos não dá mais conta. São centenas de lançamentos todos os anos, que se esgotam com pouquíssimo tempo de vida", explica Aires José Leal, da Brinquedos Estrela. No caso dos brinquedos, principalmente, boa parte da estratégia dessa operação de resgate de personagens antigos baseia-se também na memória dos pais. "O filho escolhe, mas são os pais que decidem a compra, e a opinião deles faz diferença", diz Ricardo Sayon, dono da rede de lojas Ri Happy. "São eles que conhecem, confiam e de alguma forma mantêm vivos na lembrança esses personagens", concorda Roberto Stachini, da Mattel. Prova concreta disso é a audiência de Zé Colméia, Dom Pixote e Josie e as Gatinhas no canal Boomerang: crianças na faixa dos 3 aos 6 anos e adultos entre 25 e 40.

 
 
 
 
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