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"O
fato de os homens traírem mais só
revela o machismo em que a sociedade sempre esteve
e estará mergulhada."
Fernanda Ramos
São Paulo, SP
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Sexo
Homens e mulheres podem ter uma vida sexual absolutamente
compensadora se se livrarem mentalmente das mazelas do
cotidiano. Cabe a cada um a responsabilidade de isolar,
na hora do sexo, as já viciadas preocupações
e, assim, proporcionar ao parceiro uma vida íntima
plena e satisfatória, sem nenhum motivo para aqueles
velhos e conhecidos questionamentos ("Sexo, o melhor e
o pior da vida a dois", 21 de março).
Mirna Machado
Guarulhos, SP
Essa
desculpa esfarrapada de que a promiscuidade esquenta o
relacionamento do casal e de que quem age assim ama a
esposa é doentia.
Rozilani Fiorin e Silva
Vila Velha, ES
Tanto
o homem quanto a mulher, depois dos 30 anos, perdem 10%
de hormônios a cada década, ou seja, um casal
com 50 anos pode ter uma diminuição de até
25% dos hormônios (no caso a testosterona), a ponto
de apresentar perda da libido e impotência. Em vez
do Viagra, o correto é repor essa testosterona,
que é mais barato e, além da ereção,
propicia a volta da libido e até dos sonhos eróticos.
A reposição combate ainda o desânimo,
a fraqueza e a osteoporose. Também na mulher a
testosterona é importante e produzida para esses
fins.
Doutor Cesar de Souza Lima Colaneri
São Paulo, SP
Não
acho que um casal com apenas um ano de relacionamento,
sem filhos, com um deles vindo de outro casamento, seja
um exemplo de como manter acesa a chama para um bom entendimento
debaixo dos lençóis. Quando se vem de uma
união fracassada, a tendência é tentar
não cometer os mesmos erros.
Célia K.I. Yokomizo
Sorocaba, SP
Maria
Adelaide Amaral
Sou
holandesa e amante das artes, em especial da literatura
portuguesa, que descobri ao chegar aqui, aos 20 anos.
Casei-me com um alemão e vivemos no Brasil há
doze anos, entre idas e vindas à Europa. Em todo
esse tempo que tenho morado no Brasil, jamais vi um programa
de tão grande qualidade, bom acabamento, bom gosto
e bom senso como a minissérie Os Maias.
Não posso deixar de expressar que compartilho meu
desapontamento com o público, igualmente como a
autora, a brilhante Maria Adelaide Amaral (Amarelas, 21
de março). Assim como A Muralha, percebe-se
que Os Maias foi um trabalho de pesquisa em que
os atores conseguiram manter-se a distância dos
dramalhões e imprimir um tom de realismo clássico.
Não sei em que Estados foi medido o ibope, mas
sei que todas as pessoas com as quais me relaciono (pesquisadores,
como eu, estudiosos, engenheiros, advogados e nossos empregados
também) assistem à minissérie.
Bjorna Schoondermark
Rio de Janeiro, RJ
Desejo
cumprimentar a escritora Maria Adelaide Amaral pelo excelente
trabalho realizado com o romance Os Maias. Com
relação à baixa audiência,
creio que tenho a resposta: o horário. Ficou muito
tarde, ainda mais quando há jogo de futebol antes.
Paulo Campos
Niterói, RJ
Sem
dúvida, Os Maias foi o melhor programa exibido
pela televisão brasileira. Seu insucesso se deve
à preferência da emissora em exibir futebol
e outros programas pífios no famigerado horário
nobre em detrimento dessa obra grandiosa.
Oyama da Silva Almeida
Salvador, BA
Jipes
Muito oportuna a reportagem sobre o jipe cearense Troller.
Está mais que na hora de demonstrar nossa capacidade
de produção de veículos off-road,
que não devem nada aos importados. Acreditemos
neles, pois já ficamos "viúvos" de outros
nacionais tão bons quanto o Troller, como o Engesa
E4 e o Envemo Camper. E o mercado de off-road cresce a
cada dia ("Jipão brasileiro", 21 de março).
Gustavo Ramos Heck
gheck@zaz.com.br
Arc
Adorei o Arc da semana passada. Adoro o Arc sempre, mas
dessa vez me identifiquei por inteiro. O site clickarvore.com.br
está entre os meus favoritos e planto uma todos
os dias! Acho essa causa muito nobre e torço para
que um dia as pessoas se preocupem mais com a fauna e
a flora, e não apenas com dinheiro (Arc, 21 de
março).
Thais Haddad Marques
São Paulo, SP
Ponto
de vista
Sou estudante e leitor de VEJA. Criei o hábito
de ler a revista, assim como jornais, pela necessidade
de boa informação para o vestibular. Sempre
me chamou muito a atenção a seção
Ponto de vista. Coincidência ou não, artigos
como "Livros para gênios" (1º de março
de 2000) e "A informática na sala de aula" (21
de junho de 2000) foram base dos temas de redação
de duas das universidades para as quais prestei vestibular
no ano passado Universidade Federal do Rio de Janeiro
e PUC-Minas. Opiniões, críticas e análises
como as feitas por Claudio de Moura Castro, sem dúvida,
ajudam a formar uma juventude com consciência crítica
mais apurada. "A banalização da informática"
(14 de março) me levou a expressar a admiração
que tenho pelo trabalho de Castro.
Raphael Guedes Andrade
raphaelguedes@globo.com
O
confronto histórico entre o hodierno sistema de
narcotráfico e o remoto tráfico negreiro
foi o cenário propício para comprovar que
a distribuição de drogas no mercado informal
depende do equilíbrio entre oferta e demanda ("O
inferno do tráfico", Luiz Felipe de Alencastro,
21 de março).
Luiz Inácio de
Lima Neto
João
Pessoa, PB
Aviação
No dia 24 de maio de 1999, minha irmã Claudia estava
voltando dos Estados Unidos e faleceu assim que saiu do
avião. Na autópsia foi verificado que ela
morreu de embolia pulmonar. Até esse dia nunca
tínhamos ouvido falar da síndrome da classe
econômica ("Apertado e perigoso", 21 de março).
Juçara T. de Souza
jusarasouza@uol.com.br
Radar
Com relação à nota "Bastidores do
grande leilão" (21 de março), devo registrar
que não sou "dono do Itaú" e sim presidente
do Banco Itaú, que tem 62.018
acionistas. A decisão do Itaú de não
participar do leilão foi tomada pelo presidente
do conselho de administração e não
por mim, em reunião de membros desse conselho com
os principais executivos do banco que participaram do
processo de avaliação do Banespa, na sexta-feira
que antecedeu o leilão. Não faço
nenhum juízo dos demais elementos que compõem
a referida nota.
Roberto Egydio Setubal
São
Paulo, SP
Beleza
A diretoria da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Regional do Estado de São Paulo repudia
a postura de médicos que trabalham em salões
de beleza ("Salão cirúrgico", 21 de março).
O ato médico deve ser valorizado e é necessário
haver indicações precisas para sua realização,
bem como as condições físicas mínimas.
A reportagem cita inclusive o uso de substâncias
que não são autorizadas para utilização
no Brasil, não tendo sido aprovadas pela Vigilância
Sanitária.
Samuel Henrique Mandelbaum
Presidente
São Paulo, SP
A Estetic Shop é uma clínica de estética
que oferece serviços de salão de beleza.
Os procedimentos cirúrgicos são feitos conforme
postura médica, e os serviços de salão,
em locais que não comprometem nenhum dos procedimentos
cirúrgicos oferecidos.
Rosangela Zangarini Belardo
info@esteticshop.com.br
Para
usar
Tendo em vista o sentido pilhérico dado à
nota intitulada "Para contar no bar" (21 de março),
cumpre-me, na qualidade de patrono da causa, esclarecer
que a empresa Corozita S. A. não foi ao STJ em
busca de autorização para uso do múltiplo
da unidade grosa, mas no legítimo direito de defender-se
ante uma penalização descabida e absurda
por parte de um órgão fiscalizador que abandona
o bom senso para atender à ânsia de punir.
A medida grosa não é arcaica nem está
em desuso. Ela é internacionalmente utilizada não
apenas na comercialização dos botões
para vestuário, mas também para indicar
a capacidade produtiva das máquinas.
Luiz Bodra Junior
bodra@uol.com.br
Educação
Na reportagem "Campeões do Provão" (21 de
março) constou que leio pouco. Na verdade, isso
se refere apenas a romances. Sou leitor assíduo
de jornais, revistas e, principalmente, livros jurídicos,
periódicos e revistas especializadas em direito.
A leitura, além de ser um hábito, é
instrumento essencial de minha profissão.
Daniel Carneiro Machado
Belo
Horizonte, MG
Sociedade
Segue abaixo o texto original de meu livro, no trecho
em que eu explico que uma revista publicara que Chacrinha
havia me dispensado porque eu fazia programas e que isso
era mentira: "Fazer... faria, sim, pois quando você
se vê só, sem trabalho e com filho para criar,
você faz qualquer coisa, só não sou
a favor de roubar e matar, o resto, tudo é válido".
Quanto à referência a meus pais, não
fui abandonada por eles. Meu pai morreu quando eu tinha
13 dias de vida e fui criada por minha avó paterna,
devido às dificuldades de minha mãe ("Receita
para não sumir do mapa", 14 de março).
Rita
Cadillac
São
Paulo, SP
CORREÇÃO:
Uma das chamadas de capa da última edição
de VEJA informa que 47% dos brasileiros não
têm vontade de fazer sexo, quando o correto é
a informação que aparece no corpo da reportagem
("O melhor e o pior da vida a dois", 21 de março):
35% das mulheres e 12% dos homens brasileiros estão
enquadrados nessa situação.
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Carta
da leitora é tarefa escolar
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Além
de levar informação à casa
de milhões de leitores, VEJA é também
muito utilizada como material didático em
salas de aula. Toda semana, VEJA na Sala de Aula
coloca a revista e o Guia do Professor
em 4 000 escolas, atingindo 2,1 milhões de
estudantes e 100 000 professores de todo o país.
Mas, independentemente do projeto, é comum
os professores utilizarem textos da publicação
para promover a discussão de temas da atualidade
ou em exercícios de língua portuguesa.
Além disso, semanalmente chegam à
redação mais de 100 pedidos de cópia
de reportagens para ajudar na elaboração
de trabalhos escolares. Na semana passada, a adolescente
Rebeca, de 14 anos, enviou um e-mail para a redação
em que conta como VEJA auxilia seus estudos: "Minha
mãe é professora e me dá aula
em casa; não vou à escola. É
bastante diferente, mas, graças a Deus, tem
dado certo. Muitas vezes minha mãe usa a
revista como material didático em nossas
aulas. Como agora, por exemplo, esta carta que estou
escrevendo é um exercício de português".
Engana-se quem pensa que Rebeca usa a publicação
apenas em sua formação educacional.
"Não fico sem ler VEJA. Amo acordar no domingo
e saber que a revista chegou", diz.
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JK
segundo os leitores
O
colunista Diogo Mainardi mexeu numa caixa de marimbondos
no artigo "O crime de JK" (21 de março),
que fala do presidente Juscelino Kubitschek. Três
dezenas de leitores escreveram para a redação
fazendo críticas ou emprestando apoio ao
articulista. Daniel Saavedra, de Belo Horizonte,
escreveu: "Ao se referir a Brasília como
uma monstruosidade e como causa de tamanho crescimento
da dívida brasileira, o autor mostra desconhecer
totalmente a importância dessa cidade na história
da arquitetura mundial". "Esqueceu-se o autor de
citar os subsídios e isenções
dados por JK às indústrias automobilísticas,
esses, sim, danosos ao Erário", disse Ruiter
Bandeira. Alfredo Rainho Neves, de Búzios,
litoral fluminense, completou: "Passei quase toda
a vida no estrangeiro, morando em quatro diferentes
continentes, e sou testemunha de que o nome do Brasil
só esteve alto nos últimos cinqüenta
anos com a construção arrojada de
Brasília e com o Proálcool. Juscelino,
com todas as suas falhas, infundiu confiança
e crença no futuro para o povo brasileiro".
Arthur Bastos, de São Paulo, não concorda:
"Somente a franqueza, a imparcialidade e o discernimento
de Mainardi poderiam atribuir a JK os verdadeiros
títulos a que ele faz jus: pai do atraso
brasileiro, do endividamento, da inflação,
do populismo, das 'ações entre amigos'
e outros menos recomendáveis". A leitora
Christine Brandl reforça: "Foi a primeira
vez que li uma pessoa escrever tudo o que se sabia
mas não se tinha coragem de dizer sobre JK".
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