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Xote
dos milagres
Falamansa vira fenômeno de
vendas
com forró das antigas
Sérgio
Martins
Mônica Machado
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| Falamansa:
800 000 discos e imitação de Luiz Gonzaga |
Assim como a música sertaneja e o pagode, o forró
vem sofrendo transformações. Na década
passada, as tradicionais sanfona e zabumba foram substituídas
por guitarras e teclados. Graças a essa fórmula,
artistas como Frank Aguiar superaram a marca de 500.000
cópias vendidas. Nesse cenário, o grupo paulista
Falamansa, surgido em 1998, destaca-se pelo tradicionalismo.
O quarteto aboliu as novidades tecnológicas para compor
nos moldes de Luiz Gonzaga. Seu público original foram
os universitários de cidades como São Paulo
e Belo Horizonte, que iam a casas noturnas em busca da brasilidade
perdida. Mas com o lançamento de Deixa Entrar...,
seu disco de estréia, o Falamansa fugiu do seu gueto
original. Transformou-se num caso raro de grupo que primeiro
agradou à classe média alta e só depois
virou sucesso popular. "Até quem só curtia forró
moderno se rendeu", diz o vocalista Tato. O disco vendeu 800.000
cópias e furou o bloqueio das rádios
que costumam torcer o nariz para o forró. A canção
Xote dos Milagres chega a tocar quinze vezes por dia
em São Paulo, batendo artistas como Bonde do Tigrão
e Zezé Di Camargo & Luciano. O Falamansa, que não
é nenhuma maravilha, também começa a
sentir o sabor do sucesso no bolso. O grupo faz uma média
de 23 shows por mês, por um cachê que pode chegar
a 25.000 reais. Já não
precisa mais pedir ajuda aos universitários.
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