Vai sair caro
Napster
topa pagar 1 bilhão às
gravadoras, que querem mais
AP
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| Fanning
(à dir.) e os sócios alemães |
A
novela do Napster, o popular programa de troca de músicas
via internet, ganhou mais um capítulo na semana passada.
Shawn Fanning, o criador do site do qual é sócio o
grupo alemão Bertelsmann, anunciou que o Napster topa pagar
1 bilhão de dólares à Riaa, associação
que reúne as cinco maiores gravadoras dos Estados Unidos,
pela licença dos arquivos trocados pelos usuários.
O dinheiro viria das mensalidades cobradas de quem usar o programa
para copiar as músicas. Os valores ainda não estão
definidos, mas podem oscilar entre 2,95 e 9,95 dólares
dependendo do número de cópias que se pretenda fazer.
A
tática do Napster é chamar à mesa de negociação
as gravadoras depois que uma decisão judicial tachou o serviço
de fonte de pirataria digital. O problema é que as gravadoras
acharam a oferta insignificante perto dos 40 bilhões de dólares
que a indústria fonográfica movimenta por ano. "Já
está na hora de o Napster assumir uma postura mais responsável",
disse Hilary Rosen, presidente da Riaa.
Um
estudo da empresa de pesquisas americana Harris Interactive afirma
que 70% dos cerca de 57 milhões de usuários do Napster
estariam dispostos a pagar uma mensalidade pelo serviço.
Se apenas um décimo deles tirar do bolso pelo menos 5 dólares
por mês, a empresa de Fanning poderá bancar com folga
o bilhão prometido para cinco anos. Como as gravadoras acham
pouco, a novela ainda está longe de terminar.
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