Geral Espaço

Esta semana

Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Executivos americanos perdem emprego rapidamente
O sucesso de um restaurante brasileiro em Paris
Tapa na Cara agita o Carnaval baiano
A chance de salvação do Rio São Francisco
Vale tudo para enfeitar o umbigo
O fim do isolamento na mata
Via Láctea pode ter bilhões de planetas como a Terra
O impacto social do aquecimento global
Os criadouros especializados em animais silvestres
O Brasil controla a Aids
Dietas que ensinam o corpo a perder gordura
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos


Colunas
Diogo Mainardi
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 

Bilhões de Terras

Estudo diz que metade das estrelas da
Via Láctea tem planetas como o nosso

Entre todos os planetas descobertos pelo homem, poucos têm tamanho semelhante ao da Terra. Os astrônomos nunca conseguiram identificar fora do sistema solar planetas relativamente pequenos que apresentem condições de abrigar vida. Sempre toparam com imensos gigantes feitos de gás. Na semana passada, cientistas canadenses divulgaram um estudo que indica que logo poderá sobrar matéria-prima para essas pesquisas. Na análise da luz emitida por 450 estrelas semelhantes ao Sol, distantes da Terra mas ainda na Via Láctea, eles encontraram indícios de que a galáxia transborda de planetas do tamanho do nosso. A pista foram rastros radiativos de um material rochoso rico em ferro encontrados nas emissões que partiam de mais da metade dessas estrelas.

Um terço da massa terrestre é composto de ferro. Por isso, os pesquisadores deduziram que a origem da radiação pode estar em corpos de tamanho equivalente ao da Terra. Metade dos 100 bilhões de estrelas da Via Láctea apresenta, em tese, condições para ter em suas órbitas planetas semelhantes. A luz dessas estrelas demora 325 anos para ser captada na Terra. Em estudos que envolvem estrelas tão distantes, as previsões são feitas com base em cálculos matemáticos e nos sinais físicos que elas emitem. O coordenador da pesquisa, Normam Murray, do Instituto Canadense de Astrofísica Teórica, diz que serão necessárias técnicas inéditas e uma nova geração de telescópios para tentar ver esses planetas. Isso deve demorar algumas décadas. "Por enquanto, os estudos são apenas estatísticos", diz ele.

Os cientistas dizem que a chance de haver vida em outros sistemas solares aumenta se a existência dos planetas se confirmar. Outro estudo de que se soube na semana passada acendeu essa expectativa. Pesquisando nuvens de gás nas regiões de formação das estrelas, astrônomos da Agência Espacial Européia e da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, encontraram ingredientes básicos para a composição de vida. Acharam ondas de vapor de água e benzeno, uma molécula de carbono de estrutura complexa. A combinação foi detectada em vários pontos da Via Láctea por pequenos telescópios espaciais que giram em torno da Terra. O que mais espantou os pesquisadores foi a quantidade de benzeno. Acredita-se que essa molécula possa representar um ponto de transição entre os elementos mais simples já descobertos no espaço e as complexas estruturas bioquímicas que dão origem aos seres vivos.

Copyright 2001
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Curitiba
Veja BH | Veja Fortaleza | Veja Porto Alegre | Veja Recife
Edições especiais | Especiais on-line | Estação Veja
Arquivos | Próxima VEJA | Fale conosco