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"Espero que muitas pessoas tenham a sorte que tive de encontrar apoio médico e
afetivo, que nesses casos é fundamental."
Elis Monteiro
Niterói, RJ

 

Fobias

Há onze anos, dirigindo um carro, tive essa síndrome diabólica com a absoluta exatidão de suas fases, como bem mostra a reportagem. Foi nas pílulas da homeopatia que consegui em tempo curtíssimo trocar o medo pela coragem ("O medo que tortura", 21 de fevereiro).
Solange T. Spilimbergo T. Volpe
São Paulo, SP

Perfeita a explanação de VEJA sobre o tema tão pouco divulgado em nosso país.
Francisco Ritervando
Ilhéus, BA

Muito interessante a reportagem sobre pânico e fobias. Tenho 21 anos e desde os 17 sofro de ataques de pânico. Tudo teve início quando estava fazendo um simulado num colégio de minha cidade e de repente comecei a sentir um incômodo muito grande, tontura, vontade de sair correndo da sala e de vomitar, com as mãos geladas e o coração em disparada. Nesse dia, tive de terminar a prova em uma sala separada e não consegui voltar nos outros dois dias para fazer as provas. Meu drama principiou aí. Na época comecei a fazer terapia. No início de 2000 mudei de psiquiatra, que trocou o medicamento que eu tomava. Hoje estou bem melhor, ainda continuo tendo ataques, mas são muito raros. Meus pais agora entendem o que sinto, pois antes eles achavam que era frescura.
Erika Gonçalves Lage
Juiz de Fora, MG

 

Sonia Hernandes

Ubiratan Castro
Brasília, DF

Nada contra as pessoas manifestarem sua fé das mais distintas maneiras, mas é no mínimo curioso que uma pessoa tão ligada a bens materiais, culto ao corpo, status e dinheiro declame suas palavras para um bando de pobres e iludidos, estando tão longe da realidade deles.
Fernanda Ramos
siferamos@ig.com.br

 

Congresso

Jader Barbalho foi eleito presidente do Senado. Nós merecemos. Ora, o que são 30 milhões ("Com honras de chefe de Estado", 21 de fevereiro)!
Roberto Andrade
João Pessoa, PB

A eleição de Jader Barbalho para a presidência do Senado foi, por um lado, golpe bem dado e merecidíssimo na arrogância de Antonio Carlos Magalhães; por outro, triste sinalizador do cenário deprimente que é o Poder Legislativo em nosso país.
Hugo Dart
Rio de Janeiro, RJ

A vitória de Jader Barbalho no Senado não é só uma bordoada certeira nos planos e nos brios de ACM. Representa, em maior e melhor análise, o crepúsculo do próprio PFL, partido que sempre foi "situação" e "governo", mas que hoje amarga uma fase de penúria política, acentuada pela derrota de Inocêncio Oliveira para a Câmara dos Deputados.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

 

Televisão

Não é apenas o grande número de tragédias que explica o fracasso de Porto dos Milagres, mas também a ofensa aos evangélicos ao fazer apologia a Iemanjá ("Mau começo", 21 de fevereiro).
Luiz Antônio Rodrigues
filipe.rodrigues@escelsa.com.br

 

Claudio de Moura Castro

Brilhante a abordagem sobre o fracasso da educação universitária em "Ascensão e queda do canudo" (Ponto de vista, 21 de fevereiro). Se pudesse voltar no tempo, pesaria melhor os prós e contras de fazer um curso superior.
Adriana Lima
Curitiba, PR

 

Contexto

Um garoto de 15 anos, completados em 7 de fevereiro, que tem 1,80 metro de altura, trabalha como ajudante-geral em minha casa, ganha pouco mais de um salário e cesta básica. Cortar a grama é o serviço mais pesado. Ele me ajuda a varrer e lavar o quintal e dar banho nos três cachorros. Estou treinando-o para jardinagem e para cuidar da piscina, serviços que faço perfeitamente bem aos 50 anos. Agora o problema: ele precisa estudar, e não há escola com 8ª série à noite. O que fazer? Ele não pensou duas vezes: quer parar de estudar, pois não pode dispensar esse dinheirinho; sua mãe acabou de comprar uma geladeira... Seu pai (adotivo; o verdadeiro morreu por problemas com drogas) não dá conta das despesas sozinho. Além do mais, ele gosta do trabalho. É hora de abrir os olhos: educação, sim, sempre, mas trabalho dignifica, afasta das drogas e ainda enche a barriga ("As leis do trabalho infantil", 21 de fevereiro).
Shirley Mirian Gazzetta
Nova Odessa, SP

 

Radar

A propósito da nota "Uma vez ministro, sempre ministro?", publicada na seção Radar (21 de fevereiro), o Centro de Comunicação Social do Exército tem a informar o seguinte: de acordo com a emenda constitucional nº 23, foram conferidos ao titular do cargo de comandante do Exército todos os direitos, deveres e prerrogativas de ministro de Estado. Portanto, somente o procurador-geral da República possui competência para requisitar ou intimar o comandante do Exército, em nome do Ministério Público Federal. A ausência de respostas às informações solicitadas pelo procurador citado na nota deveu-se tão-somente à falta de foro dessa autoridade para proceder a tal requisição. Convém ressaltar que, caso o procurador-geral da República requisite informações, o Exército diligenciará para atendê-las o mais rapidamente possível.
General Luiz Cesário da Silveira Filho
Chefe do Centro de Comunicação Social do Exército
Brasília, DF

 

Brasil x Canadá

A reportagem "Não é a vaca que está louca" (14 de fevereiro) merece nosso comentário:

1) Não há nenhuma prova para a alegação de que a decisão de boicotar a carne brasileira veio do ministro da Indústria e Comércio do Canadá, e não do ministro da Agricultura.

2) Em outro trecho da matéria, afirma-se que o Canadá não aceitou a proposta brasileira para ser compensado dos valores dos subsídios recebidos pela Embraer, através do Proex, e considerados ilegais pela OMC, sugerindo que a Embraer reabra todos os seus contratos que tenham incluído esses subsídios. Novamente se trata de uma declaração que, sob nossa ótica, não corresponde à realidade dos fatos. A compensação foi de fato acordada pelos dois lados, como forma razoável de corrigir os subsídios ilegais concedidos pelo Proex, e não a reabertura, pela Embraer, de contratos já firmados. O fracasso das negociações, até agora, não se deve à questão da compensação, mas sim à falta de consenso sobre se as reformas do Proex que beneficiam a Embraer são ou não consistentes com as regras da OMC, que concluíram que o antigo Proex não se adequava às regras da organização.
Jean-Pierre Juneau
Embaixador do Canadá
Brasília, DF

 

Dante Alighieri

Fiquei indignado ao ver meu nome envolvido com tanta facilidade no suposto escândalo do Colégio Dante Alighieri, isso porque estou na vida pública há 27 anos e sempre desempenhei uma conduta impecável nos vários cargos por onde passei: prefeito de São Paulo, secretário de Planejamento e Economia do Estado de São Paulo, presidente da Embratur, presidente da Câmara Municipal de São Paulo, entre outros. No Colégio Dante Alighieri meu cargo de conselheiro é e sempre foi honorífico e jamais tive poder de decisão ou assinei qualquer tipo de documento, sejam relatórios, pareceres, instruções administrativas ou financeiras, pois essas são funções específicas e exclusivas da diretoria executiva. Por isso, recorro a vossa senhoria para esclarecer os termos desta minha declaração à qualificada opinião pública que tem a revista VEJA, para o bem da verdade (Datas, 21 de fevereiro).
Miguel Colasuonno
São Paulo, SP

CORREÇÃO: O ex-chanceler Helmut Schmidt (Amarelas, 21 de fevereiro) citou a cidade de Gênova, e não Genebra, quando se referiu aos primórdios da globalização.

 

A culpa é do dono?

A reportagem "Eles estão soltos" (17 de janeiro), sobre os cães da raça pit bull que passeiam livremente pelas praias cariocas, deixou leitores indignados com a defesa que os criadores fazem de seus animais. Um deles dizia que os cães só se tornam agressivos quando algum movimento os assusta. "Como vamos saber quais de nossos movimentos 'assustarão' um pit bull?", escreveu Sandro Megale Pizzo, de São Carlos. De Siegen, na Alemanha, a leitora Regina Castro Schaefer diz que pergunta a si mesma que tipo de gente pode ter como animal de estimação um cachorro que é capaz de matar e desfigurar pessoas. "O cão é feio e mau e não há nada que explique alguém criar um animal desses. O pior é querer obrigar outras pessoas a conviver com esse assassino", desabafa. O estudante de veterinária Marcus Paulo, de Belo Horizonte, coloca a culpa dos ataques nos donos: "Esses cães são símbolo de lealdade, carinho e afeição. Já está mais do que provado que a personalidade do cão se deve ao tratamento que ele recebe dos donos". Paulo S. Schlögl, de Campinas, acha importante denunciar donos de cães irresponsáveis que promovem rinhas: "Por que não banir, multar, prender donos irresponsáveis?", pergunta. Isabela Nigro, do Rio de Janeiro, informa como os americanos deram um passo para resolver parte do problema: "Na Califórnia existem várias praias exclusivas para cachorros. Nelas, os donos dos animais e o poder público são responsáveis pela conservação e limpeza".

 

A Igreja e a camisinha

A reportagem "Sem camisinha, só com milagre" (21 de fevereiro), sobre a nova campanha de prevenção à Aids patrocinada pelo Ministério da Saúde que conta com a reprovação da Igreja Católica , motivou a manifestação de 45 leitores de VEJA. As opiniões ficaram divididas: "A Igreja devia apoiar campanhas desse tipo e alertar a população para o risco de contágio da Aids", escreveu Rodrigo Alexandre Remolli, num e-mail enviado à redação. Carlos Eduardo Thomaz da Silva, de Jundiaí, São Paulo, completou: "Uma vez que a Igreja pretende assumir o papel do Estado, deverá assumir também o ônus da proliferação da Aids e/ou o da criação de crianças fruto do não uso da camisinha". Na corrente oposta, Elisabete, de São Bernardo do Campo, São Paulo, argumenta: "A Igreja Católica não afirma que a relação sexual visa apenas à perpetuação da espécie, mas sim que é o ápice de um relacionamento firmado sob o sagrado laço do matrimônio, no qual o uso de preservativos é injustificável, havendo fidelidade".

 

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