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Saúde Vítima de uma
infecção urinária que evoluiu para uma
O martírio da jovem começou no dia 30 dezembro. Com dor na região lombar, ela foi diagnosticada com cólica renal e medicada com analgésicos. Mariana e Thiago comemoraram o réveillon com amigos na Praia da Costa. Na volta para casa, ela reclamou com o namorado que as dores haviam retornado. No dia seguinte, com febre, foi hospitalizada. Desde então, sua saúde deteriora a cada dia. Na última quarta-feira, por causa de uma hemorragia, os médicos foram obrigados a extrair quase todo o estômago da garota. "Mariana foi vítima de uma sucessão de azares", diz o infectologista Artur Timerman. A hipótese mais aceita é que a cólica renal tenha deflagrado uma infecção urinária que, por sua vez, teria evoluído para uma infecção generalizada septicemia, no jargão médico. Isso ocorre em apenas 5% dos casos. O quadro infeccioso foi provocado pela bactéria Pseudomonas aeruginosa o que também é raro acontecer. Confinada nos intestinos, essa bactéria participa da síntese de vitaminas. Se a infecção urinária não é tratada rapidamente, em até 48 horas, a Pseudomonas aeruginosa prolifera rapidamente e pode cair na corrente sanguínea. Uma vez no sangue, ela costuma ser devastadora. Em poucas horas pode levar à sepse, comprometendo o funcionamento de todos os órgãos. Como mecanismo de defesa, o organismo reduz o fluxo de sangue para os vasos periféricos, de modo a garantir a oxigenação de órgãos nobres, como o cérebro e o coração. Nesse processo, os pés e as mãos de Mariana necrosaram-se o que exigiu as amputações. Ao mesmo tempo, o sistema imunológico libera uma série de substâncias para destruir a bactéria. Extremamente tóxicas, elas acabam por lesionar os tecidos o que levou à remoção de parte do estômago de Mariana.
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