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Edição 2097

28 de janeiro de 2009
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A tentação de Eva: 10 milhões de votos

Don Flood/Corbis Outline/Latinstock

Durante um mês, a revista eletrônica masculina AskMen convidou seus leitores a indicar a mulher mais desejada do mundo, valorizando não só a beleza, mas também "a inteligência, o humor, o carisma e a ambição". Impressionantes 10 milhões de votos depois, alguma dessas características (qual terá sido?) deu a vitória à espetacular EVA MENDES, 34 anos, atriz americana de origem cubana, sem grandes sucessos, mas com um carisma... Duas aparições inesquecíveis: a comercial, nua num anúncio da Calvin Klein; e a benemérita, nua numa campanha da organização de defesa dos animais Peta. "Um elogio desses está no topo da lista das qualidades que me atraem num homem", agradeceu Eva. A modelo gaúcha Alessandra Ambrosio, outra campeã de visibilidade, ficou em 6º lugar.

 

Até tu, Caroline?

Ela tinha todos os requisitos: sobrenome, simpatia, obamismo de primeira hora. Pois com tudo isso, na hora H, um dia antes da confirmação de seu nome pelo governador David Paterson, CAROLINE KENNEDY, 51 anos, a filha de John e Jackie, desistiu de assumir a vaga de Hillary Clinton (agora secretária de Estado) como senadora por Nova York. E na maior confusão: por volta da meia-noite de quarta-feira, ela disse que não ia, depois que ia, e, por fim, que não ia mesmo. Pior: alegou "motivos pessoais" não especificados, o suficiente para desencadear um turbilhão de boatos. O mais trepidante deles aponta um caso amoroso entre a casada e reservada Caroline e um senhor em processo de divórcio. Que vem a ser Arthur Sulzberger, dono do jornal The New York Times.

 

Companheira progressiva

Fotos Antonio Pacheco e Leticia Remião

Os cachos ruivos e indomáveis sempre foram a característica mais visível da deputada federal LUCIANA GENRO (PSOL-RS). Mas radicalismo com radicalismo se combate. "Fiz uma escova progressiva e o corte ajudou a domá-los", conta Luciana, 38 anos, que começou a transformação no ano passado, quando se candidatou à prefeitura de Porto Alegre. "Os cachos eram minha marca registrada, mas não ficavam bem na televisão. Mudei, gostei e pretendo continuar assim", informa. Também passou a usar mais maquiagem "para disfarçar as rugas que começam a aparecer" e quase não usa mais os terninhos da campanha "por causa das passeatas; não combina". Só não abriu mão dos óculos (tira-os para fotos, porém).

 

"Foi muita humilhação"

Jeff Dally/Getty Images
 


Acusado de sonegação fiscal nos Estados Unidos, onde mora e é um dos principais pilotos da Fórmula Indy, o paulista HELIO CASTRONEVES, 33 anos, chegou a ser preso, não pode sair do país e enfrentará um juiz no dia 2 de março para se explicar.
Se não convencer, poderá pegar pena de prisão. De Miami, ele falou a VEJA:

Como o senhor está se virando? Sempre fui positivo, não é agora que eu vou mudar. Mas tenho de viver a realidade e este é um problema que está fora do meu controle. Fico na mão de todo mundo.

Sua equipe anunciou a contratação de outro piloto. O senhor está fora? Ainda sou piloto da Penske. Eles só contrataram outro para me dar a oportunidade de focar 100% o caso. Mas vou continuar trabalhando, me preparando fisicamente. E em março vou provar que sou inocente e voltar aos treinos.

O senhor foi preso e algemado. Como se sentiu? Foi um baque muito grande. Fiquei lá das 8 da manhã às 4 da tarde. Eu só pensava na minha irmã, que também foi presa. No fim, ela foi muito forte. Eu é que fui mais fraco. Fui algemado nas mãos e nas pernas. Foi muita humilhação.

Por que o senhor se diz perseguido? Sou uma pessoa em evidência e acho que o caso está sendo usado para servir de exemplo.

O que mudou na sua vida? Em novembro, minha família inteira se mudou para a minha casa. Minha mãe, minha irmã com o bebê de 7 meses, meu cunhado, até minha avó veio do Brasil. Eu, que sempre morei sozinho, estou me sentindo no programa A Grande Família. Nunca passei tanto tempo em casa. Nunca li tanto.

Quais são seus planos? Meu plano é continuar correndo. E vou escrever um livro sobre tudo isso, que é o que todo mundo sempre faz.

 

Editado por Lizia Bydlowski colaboraram Bel Moherdaui e Carlos Giffoni



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