Edição 1915 . 27 de julho de 2005

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
André Petry
Tales Alvarenga
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Lula tem de acabar com essa postura de que o problema não é com ele. Teve cinco oportunidades para estancar o mensalão!"
Roberto Andrade
João Pessoa, PB

Crise

O que o senhor presidente Lula sabe? O senhor não sabe o que seus assessores estão fazendo! Não sabe o que seus ministros estão fazendo! Não sabe o que seu partido está fazendo! Não sabe o que sua base está fazendo! Não sabe o que seu filho está fazendo! Pior! O senhor, como presidente, não sabe tomar decisões, responder nem resolver! Sua resposta recorrente "Eu não posso saber de tudo" não é muito convincente para o cargo de presidente. Com todo o respeito: o senhor sabe que é o presidente? ("E depois do show?", 20 de julho)
Wolmar Benjamin Wosiacki
Belém, PA  

Parabéns a VEJA, que segue na busca da verdade em Brasília. Marcos Valério seria o maior filantropo do mundo, arriscando a saúde financeira de suas empresas para ajudar o PT, sem contrapartida alguma. Isso é uma ofensa à inteligência do povo brasileiro.
Marlon Fetzner
Fort Lauderdale, Flórida, EUA  

O cenário político do Brasil e o governo do PT me fizeram lembrar o famoso livro de George Orwell: A Revolução dos Bichos: "...vozes gritavam, cheias de ódio, eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera à fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco".
Antonio Carlos Iabuki
Utsunomiya-shi, Tochigi-ken, Japão  

Citado por VEJA como um dos que falaram da chamada mesada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ("Quanto ele sabia", 20 de julho), julgo oportuno, para guardar relação com a verdade dos fatos, prestar os seguintes esclarecimentos: a) Em momento algum fui repreendido pela cúpula do meu partido, o PSDB, por ter trazido o assunto a público; b) Não é verdade que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pediu o meu silêncio; c) Não é verdade que, cumprindo determinação do meu partido, não mandei a carta que prometera enviar ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A carta foi encaminhada ao relator do Processo 01/05 do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, deputado Jairo Carneiro, no dia 22 de junho e imediatamente dada ao conhecimento dos demais membros da comissão. Nela afirmo que "em relação aos fatos objeto de investigação, notadamente os que envolvem deputados federais que representam Goiás, concordo com as declarações do deputado federal Carlos Sampaio, as quais, caso seja necessário o meu comparecimento perante esse nobre conselho, ratificarei"
Marconi Ferreira Perillo Júnior
Governador do estado de Goiás
Goiânia, GO

Essa revista tem prestado extraordinário serviço ao país, pelas constantes, oportunas e valiosas denúncias de corrupção. A elite dirigente, que deveria zelar pela causa pública, é a primeira a promover a dilapidação do nosso dinheiro, com sérios prejuízos materiais e morais à sociedade. Por isso, faltam recursos financeiros para educação, saúde, moradia, saneamento, estradas etc., acarretando danos irreparáveis às presentes e às futuras gerações. Até quando esses senhores continuarão roubando descaradamente nosso povo?
João Viana Araújo
Belém, PA  

Senhor presidente Lula, pelo amor de Deus, faça alguma coisa. Inércia cheira a complacência, complacência cheira a conivência.
Paulo Cesar de Souza
Rio de Janeiro, RJ  

Agora, todos são santos, ninguém fez nada. Só não vê quem não quer; basta sacudir de cabeça para baixo que chove dinheiro roubado. E uns ainda fazem cara de santo na TV, como se não fizessem parte da gangue. A imprensa está de olho, não adianta fugir. Pelo menos é a nossa esperança.
Nina Campos
Niterói, RJ  

Lula disse que "o Brasil não merece o que está acontecendo", mas, queira ou não, ele é o promotor de tudo isso, seja por ignorância, incompetência, falta de comando, omissão ou incapacidade e bastante desonestidade de seus companheiros.
Vicente Ávila
Patos de Minas, MG

 

Corrupção

Esclarecemos que, ao contrário do que se afirma na reportagem "Ação entre velhos amigos" (6 de julho), o conselho fiscal desta fundação foi devidamente atendido na solicitação de informações e de uma auditoria sobre o contrato com o consórcio liderado pela Trevisan Associados, para traçar diagnóstico da estrutura administrativa da Petros. A solicitação foi feita em 14 de janeiro de 2004 e atendida em 8 de março de 2004. O resultado da auditoria confirmou que o processo atendeu aos procedimentos da política de contratação da Petros.
Washington Luiz de Araújo
Gerente de comunicação institucional – Petros
Rio de Janeiro, RJ  

 

Radar

Na nota "Currículo reluzente" (Radar, 20 de julho) parece ter havido a clara intenção de detratar quem nunca o mereceria, pelo exemplo de vida profissional e pessoal que sempre nos transmitiu, a todos quantos o conheceram desde tempos escolares. Indiferente a cargos a que foi chamado na vida pública e deles se houve com a maior probidade e eficiência, mesmo sob governante que tem merecido pesadas restrições, o engenheiro Aloisio Vasconcelos, que também exerceu a presidência de nossa sociedade, sempre se pautou pela defesa do bem público e da engenharia sobretudo, movido por inesgotável entusiasmo, que é uma sua característica.
Marcio Damazio Trindade
Presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros
Belo Horizonte, MG

 

Assédio moral no trabalho

A propósito da reportagem "Assédio moral. O lado sombrio do trabalho" (13 de julho), temos a informar que: 1) No que diz respeito à eventual ilegalidade praticada pela juíza do Trabalho de Pouso Alegre (MG), não são verdadeiras as declarações feitas pelo servidor Wagner Pereira Prado Silva. A atuação da magistrada no episódio foi norteada pelos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade inerentes aos atos administrativos; 2) A magistrada nunca patrocinou ou permitiu que se perpetrasse nenhum tipo de perseguição contra servidores lotados naquele órgão jurisdicional; 3) As penalidades não foram aplicadas pela magistrada, e sim pelo presidente do TRT de Minas Gerais, após regular instauração de processo administrativo disciplinar; 4) O servidor ingressou com recurso administrativo perante o órgão especial do próprio TRT, obtendo êxito parcial, apenas com o cancelamento da advertência, mantida a perda da função comissionada; 5) Contra a decisão proferida pelo órgão especial do TRT, o Ministério Público do Trabalho ingressou com recurso perante o Tribunal Superior do Trabalho, visando ao restabelecimento da punição. No entanto, aquela corte não reconheceu o recurso.
Orlando Tadeu de Alcântara
Presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG

 

Ali Mohamed Abdouni

É sempre bom poder mostrar com clareza à população o que, muitas vezes, pessoas preconceituosas ou cheias de rancores distorcem. Parabéns a VEJA por ir buscar a informação na fonte em "O Islã prega a paz" (Amarelas, 20 de julho). O eminente xeque Ali Abdouni esclareceu, para aqueles que ainda tinham dúvida, que uma religião jamais prega o terrorismo. Deixou claro também que determinados costumes tribais não encontram nenhum respaldo no Corão e que muitos líderes e nações que falam em nome do Islã o fazem em vão, sem seguir seus ensinamentos.
Yussef Ali Abdo
Segundo-secretário da Sociedade Beneficente Muçulmana de São Paulo
São Paulo, SP  

Boa a iniciativa da revista VEJA em entrevistar o xeque Ali Abdouni. As respostas do xeque às perguntas do repórter demonstram quanto ainda sabemos pouco sobre o Islã e os muçulmanos. Infelizmente, quando se trata do Islã, as únicas perguntas que os jornalistas sabem formular é sobre terrorismo e mulheres.
Francirosy Ferreira
Doutoranda em antropologia social pela USP
Por e-mail

 

Carta ao leitor

Sábado, 15 horas. Após constantes idas ao jornaleiro, ávido pela sempre isenta opinião de VEJA, finalmente compro minha revista. Falemos dos infográficos, diagramação, editoria de arte, tudo do mais alto nível, que fazem da revista um exemplo editorial também pela forma gráfica, moderna e atraente. Parabéns a toda a equipe ("A arte de facilitar a leitura", Carta ao leitor, 20 de julho).
Antonio José Pinheiro de Carvalho
Rio de Janeiro, RJ

 

Stephen Kanitz

Realmente, nossa vida vai ser muito mais difícil do que a da geração de nossos pais. Também, pudera! Como o próprio Kanitz diz, "...o crime organizado não paga impostos, por isso o governo só recebe 40% do PIB" ("O futuro da nova geração", Ponto de vista, 20 de julho). Mas e quando o crime organizado, o governo e o FMI formam uma espécie de "excelentíssima trindade", em que não se sabe exatamente quem é quem, em meio a tantos mensalões, CPIs e rombos nos cofres públicos? É... Se o que vamos pagar como tributos vai mesmo acabar nas malas (ou quem sabe até nos trajes íntimos!) de algum parlamentar, e não na saúde, educação e segurança pública, sugiro que nós, jovens, também recebamos um mensalão! Ao menos assim teremos como pagar as pontes de safena da velha geração!
Liliane Sena da Silva, 20 anos, estudante
João Pessoa, PB

 

Pulseiras

O chato desses "aros" é que eles vêm em um tamanho só, e para quem, como eu, tem um pulso fino fica uma coisa estranha que não é nem pulseira e não chega a ser bracelete. Como também acho bacana usar, aderi ao modelo "tornozeleira". O bom é que, como o aro não está toda hora enroscando na sua frente, você não enjoa dele. Ele vai aparecer na academia, na praia, piscina, com uma saia... ("Cada causa, um aro", 20 de julho).
Hilda Fátima de Jesus Pena
São Paulo, SP

 

Especial Tecnologia

Parabenizo VEJA por essa brilhante edição especial Tecnologia (julho de 2005). Ainda não sou assinante, mas logo, logo, se o meu estado prometer o aumento, colocarei no orçamento a assinatura dessa magnífica revista. Os novos equipamentos digitais deixam qualquer um de boca aberta, e a entrevista com o futurólogo britânico Ian Pearson ("Nosso cérebro viverá para sempre") está imperdível.
Levi Medeiros de Araújo
Maceió, AL

 

Tecnologia moderna

O impulso descontrolado para o consumo de eletrônicos e a frenética corrida para manter-se atualizado, trocando seu equipamento a cada novo lançamento, fazem com que as crianças se isolem ou vivam em ambientes virtuais, deixando de fazer algo indispensável à saúde física, emocional e intelectual: brincar. Manifestamos nossos sentimentos e laços afetivos quando brincamos juntos: pais, irmãos, avós, primos e amigos. Nosso desafio é promover o equilíbrio ("High-tech desde pequenininho", 20 de julho).
Jânio Mossinato
São Paulo, SP

 

CORREÇÕES: Doutor Rosinha representa o Paraná, e não Santa Catarina, na Câmara dos Deputados (Veja essa, 20 de julho). Arqueologia, e não paleontologia, deveria constar no início da matéria "O mapa do tesouro desconhecido" (20 de julho). Na edição especial Tecnologia (julho de 2005), a descrição do celular LG (pág. 18) refere-se ao modelo ME500, e não ao MX500. O aparelho chegará ao mercado em agosto e custará 1 800 reais.

 

 

A MODA É AJUDAR

Jonathan Lima, de Natal, Marcella Giublin, de Curitiba, e outros leitores espalhados pelo país quiseram saber como adquirir as pulseiras citadas na reportagem "Cada causa, um aro" (20 de julho). Após a iniciativa da fundação do ciclista Lance Armstrong (www.laf.org), que lançou o acessório amarelo em prol do combate ao câncer, as pulseiras ganharam novas cores e causas.

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Como adquirir as pulseiras

 

"LULA SABIA"

Sessenta e oito dos 260 leitores que comentaram a reportagem "A maioria acha que ele sabia" (13 de julho) aproveitaram para responder à pergunta da capa da revista: "Ele sabia?". Para 56 leitores (82,4% dos que responderam à pergunta) o presidente sabia. Doze (17,6%) entenderam que Lula não sabia da corrupção em sua gestão. Maia Teresa Aoki disse que a capa lembrou outra, de 24 de junho de 1992, cuja chamada afirmava "Collor sabia". José Luís Sotomaior Karam, de Curitiba, ironizou: "Já estão escrevendo o nome do presidente com três 'eles': Lulla". A recente pesquisa da CNT/Sensus, divulgada pela revista na edição de 20 de julho, mostrou que a quantidade de pessoas que acham que a corrupção aumentou no governo Lula subiu quase 10 pontos porcentuais (saltou de 31,2% para 40,3%). Entre os leitores de VEJA que se manifestaram sobre o assunto, como se viu, a proporção dos que enxergam culpa no presidente é bem maior.

 

TRICAMPEÃO DA AMÉRICA

Eduardo Nicolau/AE


Alguns leitores lamentaram a falta, na edição 1 914 (20 de julho), de uma reportagem sobre um assunto que marcou a semana esportiva: "VEJA, o São Paulo sagrou-se tricampeão da Libertadores da América...", escreveu Jair Couraça, de Goiânia. No último dia 14, o tricolor paulista venceu o Atlético Paranaense por 4 a 0, levantando pela terceira vez na história a taça. Com a conquista, a equipe passa a ser o time brasileiro que mais vezes ganhou o principal torneio interclubes do continente, uma a mais que os bicampeões Cruzeiro, Grêmio e Santos.

 
 
 
 
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