O presidente do PSDB, Tasso Jereissati, encomendou
ao Ibope uma pesquisa para medir a popularidade do seu partido.
O resultado foi devastador para os tucanos. O PT é
a agremiação mais bem avaliada. Tem a preferência
de 23% dos entrevistados. A pesquisa indica que a tendência
é que esse número cresça ainda mais,
graças à inabalável popularidade do presidente
Lula. O PMDB vem em segundo lugar, com 18%. O PSDB amarga
o bronze, com a simpatia de 9% dos entrevistados.
•VALDEMAR SEM SOSSEGO
Sergio Lima/Folha Imagem
A Receita Federal investiga o uso de recursos do antigo PL,
hoje PR, para custear as despesas pessoais do deputado Valdemar
Costa Neto, ex-presidente do partido. Na apuração,
já intimou e ouviu a ex-mulher do deputado, Maria Christina
Mendes Caldeira. Os fiscais querem saber se são verdadeiras
as notícias de que luz, água, telefone, móveis
e aluguel do casal foram pagos pelo partido. Em caso positivo,
podem suspender a imunidade fiscal do PR. Para obter provas,
pedirão acesso ao processo de divórcio.
•ELE ACABA DE PEGAR UMA PRAIA
Pio Figueiro/ Valor/Folha
Imagem
A maior incorporadora de imóveis do país, a
paulista Cyrela, do empresário Eli Horn, comemora
um novo negócio. Está comprando a Cipesa, líder
do setor de construção civil em Alagoas. A empresa,
que pertence ao grupo Tércio Wanderley, é pequena
se comparada à Cyrela. Fatura 115 milhões de
reais por ano, contra 5 bilhões de reais da incorporadora
paulista. O que interessou a Horn foram os 80 quilômetros
de terrenos à beira-mar da Cipesa. O negócio
deve ser informado em breve à Comissão de Valores
Mobiliários.
• "PARA ONDE VAI O DINHEIRO?"
Celso Junior/AE
Tem um zumbi no Ministério do Trabalho. Lá,
ninguém sabe o que fazer com um convênio que
destina 3 milhões de reais à Unitrabalho, ONG
ligada a Jorge Lorenzetti, o churrasqueiro aloprado
de Lula. Pelo convênio, aprovado sem licitação
na gestão de Luís Marinho, a Unitrabalho receberia
o dinheiro para supervisionar os contratos do ministério
com outras ONGs. Agora, os técnicos dizem que o convênio
é impróprio e que o serviço deveria ser
encomendado a auditorias independentes.
A miss que teve
a beleza roubada
Sidnei Costa/Ag.
Bom dia
Juliana: vítima
da doença da moda
Em 2003, a estudante Juliana Volpini, de 1,80
metro e 57 quilos, foi eleita miss São Paulo.
Depois, tornou-se modelo. Pressionada a emagrecer, ficou
anoréxica, chegou a pesar 46 quilos e perdeu
todos os pêlos do corpo. Ela conversou com a repórter
Heloisa Joly
Como você
ficou anoréxica? Queria ser modelo. Quando
fui miss São Paulo, passei a ser chamada por
agências, mas elas diziam que eu precisava emagrecer.
Você
também achava isso? Não. Mas, quando
comecei a perder peso, eu me olhava no espelho e me
achava gorda. A agência só me elogiou quando
cheguei aos 49 quilos.
Quando
você percebeu que estava doente? Depois que
meu cabelo caiu e não consegui mais trabalho.
Isso afetou
seu convívio social? Olha, parei de sair
para não ver as pessoas comendo. Hoje não
saio, pois tenho vergonha da falta de cabelo.
Quanto
você gostaria de pesar? Quero voltar aos 57
quilos, mas não sei se vou agüentar. Quando
eu como, sinto culpa. Tenho medo de comida.
Com reportagem de
Fábio Portela, Heloisa Joly, Mariana Borrasca e Victor
De Martino